Economia
EUA e Taiwan finalizam acordo para reduzir tarifas e impulsionar compras de produtos americanos
Bandeiras dos EUA e de Taiwan são vistas em São Francisco
REUTERS/Stephen Nellis
Autoridades do governo de Donald Trump firmaram um acordo comercial recíproco que estabelece uma tarifa de 15% dos Estados Unidos sobre produtos importados de Taiwan e, em contrapartida, obriga o país asiático a adotar um cronograma para eliminar ou reduzir tarifas sobre praticamente todos os bens americanos.
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O documento, divulgado na quinta-feira pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA, também compromete Taiwan a aumentar significativamente as compras de produtos dos EUA entre 2025 e 2029, incluindo US$ 44,4 bilhões em gás natural liquefeito e petróleo bruto, US$ 15,2 bilhões em aeronaves civis e motores, US$ 25,2 bilhões em equipamentos e geradores para redes elétricas, além de equipamentos marítimos e para siderurgia.
O acordo acrescenta linguagem técnica e detalhes específicos a um pacto-quadro comercial alcançado em janeiro, que reduziu as tarifas sobre produtos taiwaneses — incluindo os do poderoso setor de semicondutores — para 15%, ante os 20% inicialmente impostos por Trump. Isso coloca Taiwan em pé de igualdade com seus principais concorrentes asiáticos de exportação, a Coreia do Sul e o Japão.
“Este é um momento decisivo para a economia e as indústrias de Taiwan aproveitarem os ventos da mudança e passarem por uma grande transformação”, escreveu o presidente de Taiwan, Lai Ching-te, em sua página no Facebook.
Segundo ele, o acordo vai otimizar a estrutura econômica e comercial Taiwan–EUA, construir cadeias industriais confiáveis e estabelecer uma parceria estratégica de alta tecnologia entre Taiwan e os Estados Unidos.
O acordo de janeiro incluía um compromisso de Taiwan de que suas empresas investiriam US$ 250 bilhões para impulsionar a produção de semicondutores, energia e inteligência artificial nos EUA, incluindo US$ 100 bilhões já comprometidos pela Taiwan Semiconductor Manufacturing Company. O governo taiwanês garantiria outros US$ 250 bilhões em investimentos nos EUA, disse o secretário de Comércio, Howard Lutnick.
A redação final não trouxe mais detalhes sobre esses investimentos, mas afirmou que o escritório de representação de Taiwan nos EUA colaborará com autoridades americanas para facilitar novos investimentos “greenfield” e “brownfield” em setores estratégicos de manufatura de alta tecnologia, incluindo IA, semicondutores e eletrônicos avançados.
O acordo eliminará imediatamente as tarifas de Taiwan de até 26% sobre muitas importações agrícolas dos EUA, incluindo carne bovina, laticínios e milho. Porém, algumas tarifas, como a atual taxa de 40% sobre barriga de porco e de 32% sobre presunto, cairão apenas para 10%, de acordo com a tabela tarifária.
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Os EUA afirmaram que, pelo acordo, Taiwan removerá barreiras não tarifárias sobre veículos automotores e aceitará os padrões de segurança automotiva dos EUA, bem como os de dispositivos médicos e produtos farmacêuticos.
O Representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, disse em comunicado que o acordo ampliará as oportunidades de exportação para agricultores, pecuaristas, pescadores, trabalhadores e fabricantes americanos.
“Este acordo também se baseia em nossa longa relação econômica e comercial com Taiwan e aumentará significativamente a resiliência de nossas cadeias de suprimentos, especialmente nos setores de alta tecnologia”, acrescentou Greer.
Nos primeiros 11 meses de 2025, o déficit comercial dos EUA com Taiwan saltou para US$ 126,9 bilhões, ante US$ 73,7 bilhões em todo o ano de 2024, em grande parte devido ao forte aumento das importações de chips de IA de alto desempenho vindos de Taiwan, segundo dados do Departamento do Censo dos EUA.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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