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Política

Bolsonaristas radicais fazem manifestação com intenções golpistas no feriado de 15 de novembro

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Os manifestantes declaravam não aceitar o resultado das urnas — que registraram o desejo da maioria dos brasileiros com a eleição do petista Luiz Inácio Lula da Silva. Presidente do TSE disse que resultado do pleito é incontestável. Cidades brasileiras registram manifestações de bolsonaristas radicais com intenções golpistas
Bolsonaristas radicais realizaram atos antidemocráticos pelo país nesta terça-feira (15), feriado nacional pelo dia da Proclamação da República. O maior ato aconteceu em Brasília.
Os manifestantes declaravam não aceitar o resultado das urnas — que registraram o desejo da maioria dos brasileiros. E defenderam um golpe por meio de intervenção militar no governo — uma afronta à constituição do Brasil e à democracia.
O petista Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito presidente pela terceira vez em 30 de outubro. Ele venceu Jair Bolsonaro (PL), atual presidente e que disputava a reeleição. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, afirmou que o resultado das urnas é incontestável. O Ministério da Defesa entregou ao TSE o relatório que a pasta fez sobre o sistema eleitoral sem apontar fraude.
Veja, abaixo, como foram os atos pelo país:
Brasília
Um protesto em Brasília reuniu grupos radicais de bolsonaristas que declaram não aceitar o resultado do segundo turno das eleições. A manifestação golpista defendia intervenção militar, anulação do pleito e a dissolução da atual composição do Supremo Tribunal Federal (STF).
Manifestantes concentrados próximo ao QG do Exército, em Brasília
TV Globo/Reprodução
Vestidos de verde e amarelo e com faixas e cartazes – muitos escritos em inglês – o grupo montou um acampamento no Setor Militar Urbano (SMU). O local concentra a maior parte dos quartéis do Exército na capital federal, além do Comando Geral.
São Paulo
Na capital paulista, o ato antidemocrático de bolsonaristas foi realizado na região do Parque Ibirapuera, Zona Sul. Os bolsonaristas exibiam bandeiras e camisetas amarelas e gritavam palavras de ordem. Por volta das 14h, o grupo se concentrava em frente ao Comando Militar do Sudeste, onde parte deles já se reúne desde 2 de novembro.
Apoiadores do Presidente Jair Bolsonaro (PL) em concentração no Parque do Ibirapuera
Reprodução
Por causa do ato, algumas ruas do entorno sofreram interdições, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), como na altura das Rua Abílio Soares com a Rua Sargento Mário Kozel Filho.
Rio de Janeiro
Na capital fluminense, bolsonaristas interditaram totalmente a Avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio de Janeiro. Com um carro de som, faixas e placas, manifestantes pediam intervenção federal contra o resultado democrático das eleições para presidente.
O Centro de Operações da Prefeitura precisou fazer desvios para motoristas que passavam pela região.
Ato de caráter golpista no Centro do Rio fecha a Avenida Presidente Vargas
Reprodução redes sociais
Recife
No Recife, o ato aconteceu em frente ao Comando Militar do Nordeste (CMNE), no bairro do Curado, na Zona Oeste, e deixou o trânsito parcialmente lento. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), os manifestantes se concentraram no quilômetro 7 da rodovia BR-232.
Ato na BR-232, no Curado, Zona Oeste do Recife
PRF/Divulgação
Embora sem interdições, o trânsito ficou mais lento na BR-232 por causa do protesto. Os manifestantes ficaram no acostamento da rodovia e no canteiro central.
Belém
Uma equipe de reportagem do Jornal O Liberal foi hostilizada, ameaçada e agredida enquanto cobria um ato antidemocrático na avenida Almirante Barroso, em Belém. Segundo o boletim de ocorrência registrado na Delegacia do Marco, duas mulheres tentaram impedir as filmagens da equipe e, em seguida, um grupo cercou dois profissionais.
Equipe do Jornal OLiberal é agredida em ato na av. Almirante Barroso, em Belém
Aracaju
Ato bolsonarista radical em Aracaju (SE).
g1 SE
Na capital de Sergipe, um grupo de bolsonaristas contra o resultado das urnas na eleição presidencial se reúne em frente ao quartel do 28º Batalhão de Caçadores, sede do Exército Brasileiro no estado.
Porto Alegre
Bolsonaristas realizam ato antidemocrático em Porto Alegre
Reprodução/RBS TV
Apoiadores de Bolsonaro (PL) que não aceitam o resultado das eleições percorreram ruas da Zona Norte e do Centro Histórico da capital gaúcha em motos, além de se concentrarem no entorno do Comando Militar do Sul, onde grupo que defende pautas antidemocráticas se reúne há duas semanas. Também foram registrados atos no interior do estado.
Belo Horizonte
Na capital mineira, apoiadores do presidente interditaram totalmente a Avenida Raja Gabaglia, no bairro Gutierrez, na Região Oeste de Belo Horizonte. Os manifestantes, que ocupam a via em frente à sede do Comando da 4ª Região Militar do Exército desde o dia 31 de outubro, declaram não aceitar o resultado das urnas.
Ato de caráter golpista fecha a Avenida Raja Gabaglia, em BH
TV Globo
Vitória
Apoiadores de Bolsonaro fecharam o acesso à terceira ponte, via que liga as cidades de Vitória e Vila Velha, no Espírito Santo. O grupo se reuniu na Praça do Papa, na Enseada do Suá, em Vitória, no início da tarde e foi caminhando até a Terceira Ponte.
Manifestantes bolsonaristas fecham Terceira Ponte em ato
Carlos Alberto/Rede Gazeta
Juiz de Fora
Ato de caráter golpista em frente ao Batalhão do Exército em Juiz de Fora
Fellype Alberto/g1
Na Zona da Mata de Minas Gerais, bolsonaristas se agruparam nos arredores da Companhia de Comando da 4ª Brigada Infantaria Leve de Juiz de Fora, interditando a via. O grupo defendia intervenção militar, entre outras pautas antidemocráticas.

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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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