Economia
Warner declara proposta da Paramount superior e dá 4 dias úteis para Netflix responder
Logo da Warner Bros.
Eric Gaillard/Reuters
A Warner Bros Discovery disse que a nova oferta da Paramount Skydance, de US$ 31 por ação, é melhor do que o acordo atual com a Netflix.
Com isso, a Netflix tem quatro dias úteis para melhorar sua proposta ou sair da disputa pela compra do estúdio.
A briga bilionária pelo controle da empresa pode estar chegando à reta final. No começo do mês, a própria Netflix tinha dado sete dias para a Warner buscar uma “melhor e última oferta” da Paramount.
Pelas regras do acordo já assinado com a Netflix, esse aviso abre agora um prazo de quatro dias para que a empresa apresente uma nova proposta.
As ações da Paramount Skydance subiram mais de 1,5% após o anúncio.
O que está em jogo
A Netflix quer comprar os negócios de estúdio e streaming da Warner. Em dezembro, ofereceu US$ 27,75 por ação. A empresa afirmou que esse valor, junto com a separação dos canais a cabo da Warner, traria mais ganhos aos acionistas.
Parte da proposta depende do nível de dívida desses canais a cabo, que seriam reunidos em uma nova empresa chamada Discovery Global. O valor dessa nova empresa ainda é incerto.
A Warner estima que cada ação da Discovery Global poderia valer entre US$ 1,33 e US$ 6,86. Já a Paramount diz que a empresa quase não teria valor.
Analistas afirmam que, se a Paramount oferecesse US$ 34 por ação, a discussão sobre esse valor praticamente acabaria.
Na nova proposta, a Paramount também aumentou a multa que pagaria se o negócio fosse barrado por reguladores: de US$ 5,8 bilhões para US$ 7 bilhões.
A força financeira da Netflix
No fim de dezembro, a Netflix tinha cerca de US$ 9 bilhões em caixa. Isso dá à empresa espaço para aumentar a oferta, se quiser.
Qualquer uma das duas propostas mudaria o equilíbrio de forças em Hollywood. Quem vencer ficará com um dos estúdios mais importantes da indústria, uma grande biblioteca de conteúdos e franquias valiosas como “Game of Thrones” e personagens da DC Comics.
Pressão e ameaça de disputa
A Paramount afirma que teria mais chances de conseguir aprovação dos órgãos reguladores dos EUA do que a Netflix.
A empresa também sinalizou que, se a Warner rejeitar a nova oferta, pode tentar mudar a composição do conselho da companhia na próxima assembleia anual.
Investidores ativistas também aumentaram a pressão. A Ancora Holdings, que tem uma pequena participação na Warner, disse que a empresa não negociou de forma adequada com a Paramount.
Já a Warner afirma que seu conselho tem histórico de agir no melhor interesse da empresa e dos acionistas.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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