Economia
Macron critica decisão da UE de acelerar acordo comercial com Mercosul: ‘má surpresa’
UE anuncia aplicação provisória do acordo com o Mercosul
A decisão da União Europeia de acelerar a implementação do acordo comercial com o Mercosul foi “uma má surpresa”, disse nesta sexta-feira (27) o presidente da França, Emmanuel Macron, depois da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, dizer que o bloco europeu aplicará provisoriamente o acordo.
A França — maior produtora agrícola da União Europeia — tem sido a principal opositora do acordo com o Mercosul.
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O governo francês afirma que o tratado aumentará de forma significativa as importações de carne bovina, açúcar e aves a preços mais baixos, o que pode prejudicar os produtores locais, que vêm realizando protestos frequentes.
“Para a França, é uma surpresa — uma surpresa ruim — e, para o Parlamento Europeu, é desrespeitoso”, declarou o presidente francês, Emmanuel Macron, a jornalistas após se reunir com o primeiro-ministro da Eslovênia, Robert Golob, no Palácio do Eliseu, em Paris.
Em comunicado, a associação francesa da indústria da carne, Interbev, pediu aos parlamentares franceses no Parlamento Europeu que atuem para “impedir que a Comissão contorne o debate democrático”.
Em votação realizada em janeiro, 21 países da União Europeia apoiaram o acordo. Áustria, França, Hungria, Irlanda e Polônia votaram contra, enquanto a Bélgica se absteve.
O acordo entre a União Europeia e Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai foi concluído em janeiro, após 25 anos de negociações.
O tratado pode eliminar cerca de 4 bilhões de euros em tarifas sobre exportações europeias, tornando-se o maior acordo de livre comércio do bloco em termos de redução potencial de impostos de importação.
A Alemanha e outros países favoráveis ao acordo, como a Espanha, afirmam que ele é essencial para compensar perdas comerciais causadas pelas tarifas dos Estados Unidos e para diminuir a dependência da China em relação a minerais estratégicos.
A decisão da Comissão Europeia ocorre após a ratificação do acordo pela Argentina e pelo Uruguai, na quinta-feira (26). Na quarta-feira (25), a Câmara dos Deputados do Brasil aprovou o texto, que agora segue para análise do Senado.
“Já disse antes: quando eles estiverem prontos, nós também estaremos”, afirmou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em breve declaração. “Com isso, a Comissão seguirá com a aplicação provisória do acordo.”
O presidente francês Emmanuel Macron discursa durante uma coletiva de imprensa com o primeiro-ministro esloveno Robert Golob no Palácio do Eliseu, em Paris, França
Reuters
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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