Política
‘O sistema incentiva o surgimento de novos Vorcaros’, diz especialista
Caso Master: perícia em celulares de Vorcaro revelam engrenagem criminosa movida por corrupção
Na quarta-feira (4), o banqueiro Daniel Vorcaro foi preso pela segunda vez, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes bilionárias ao sistema financeiro nacional praticadas por ele por meio do Banco Master. Além dele, outras três pessoas, investigadas também por fazerem parte de uma suposta organização para monitorar e ameaçar adversários do banqueiro também foram presas.
A operação de quarta-feira também atingiu dois servidores do Banco Central suspeitos de atuarem em favor de Vorcaro. Este foi o mais recente episódio de uma crise que se acentuou em novembro de 2025 e que, desde novembro de 2025, já fez com que o Banco Central liquidasse três bancos — Master, Will Bank e Pleno — além da gestora de fundos de investimento Reag, todos vinculados direta ou indiretamente a Vorcaro.
A quebra do Master, Will Bank e Pleno deverá gerar um rombo de R$ 51 bilhões no Fundo Garantidor de Crédito (FGC), uma associação privada mantida por contribuições dos bancos e que funciona como uma espécie de seguro para os investidores. A quebra do Master e dos outros bancos que vieram na sequência geraram o maior desembolso do fundo desde que ele foi criado, em 1995.
Na prática, pessoas físicas e empresas que aplicaram até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em títulos como CDBs (certificados de depósito bancário) deverão receber integralmente seus recursos, evitando perdas sobretudo entre pequenos investidores.
Mas se por um lado, especialistas afirmam que o FGC evitou uma corrida desenfreada por resgates e um clima de desconfiança generalizada no sistema financeiro, por outro, a onda de liquidações ligada ao Master levantou uma outra questão: em que medida toda essa garantia não seria, também, parte do problema?
É precisamente esta a tese defendida pelo professor de finanças e consultor financeiro Michael Viriato, que já deu aulas no Insper, na Fundação Getúlio Vargas (FGV) e na USP e que atua há 27 anos no mercado financeiro. Segundo ele, o FGC, principal mecanismo de proteção do sistema financeiro, cria incentivos para que crises como a atual se repitam.
“O sistema de segurança do Sistema Financeiro Nacional incentiva, sim, o surgimento de novos banqueiros como Daniel Vorcaro, que têm uma disposição maior ao risco e que, eventualmente, pode deixar um problema para o sistema financeiro”, afirmou Viriato em entrevista à BBC News Brasil.
Segundo o especialista, o FGC cumpre uma função essencial ao proteger investidores e preservar a confiança no sistema bancário. O problema, afirma, não estaria na existência do mecanismo, mas nos incentivos gerados pelo seu desenho atual.
De um lado, ele explica, como o FGC garante o ressarcimento de até R$ 250 mil, muitos investidores deixam de avaliar a solidez dos bancos nos quais eles pretendem aplicar e priorizam apenas taxa de retorno.
Com isso, ele diz, produtos financeiros com remuneração mais elevada tendem a atrair mais recursos, ainda que estejam associados a instituições que precisam pagar mais caro justamente por apresentarem maior risco.
O segundo efeito aparece do lado das instituições financeiras. Segundo Viriato, banqueiros dispostos a assumir estratégias mais agressivas podem utilizar a garantia do FGC como argumento para captar recursos oferecendo taxas acima da média do mercado.
O problema é que, para sustentar essas promessas de alta rentabilidade, afirma Viriato, os banqueiros precisam fazer aplicações ou investimentos cada vez mais arriscados.
Em depoimento à Polícia Federal, Vorcaro confirmou essa tese.
“O plano de negócio do Banco Master era 100% baseado no FGC e não havia nada de errado nisso, essa era a regra do jogo”, disse Vorcaro, que nega as acusações contra ele, à PF.
Viriato defende mudanças no mecanismo de funcionamento do FGC para evitar novas crises como a do Master.
Na avaliação do economista, possíveis mudanças poderiam envolver uma redução do percentual ao qual os investidores teriam direito em caso de quebra do banco.
Viriato também comentou sobre o suposto envolvimento de funcionários de carreira do BC com Daniel Vorcaro. Segundo o especialista, a reputação do BC não fica afetada por isso e que é preciso separar a atuação dessas pessoas do restante da instituição.
A maior parte da entrevista foi feita antes da deflagração da fase mais recente da operação, mas na quarta-feira, Viriato respondeu a questionamentos relacionados às revelações mais recentes divulgadas sobre o caso.
Confira abaixo os principais trechos da entrevista:
BBC News Brasil – Nos últimos meses, o Brasil teve três bancos e uma gestora de fundos de investimento liquidados e mais um banco entrando em recuperação judicial. Tem alguma coisa errada no sistema financeiro nacional?
Michael Viriato – Do jeito que está estruturado, o sistema de segurança do sistema financeiro nacional incentiva, sim, o surgimento de novos banqueiros como o Daniel Vorcaro, que têm uma disposição maior ao risco e que, eventualmente, pode deixar um problema para o sistema financeiro.
BBC News Brasil – Mas em grande parte, os investidores desses bancos estão sendo ressarcidos pelo FGC. Por que, na sua avaliação, esse sistema que está protegendo uma boa parte dos investidores estaria errado?
Viriato – A existência do FGC é essencial para a estabilização do sistema financeiro. Ele permite que novos bancos surjam e evita que todo o mercado fique concentrado apenas nos grandes bancos. Nesse sentido, ele cumpre um papel importante. O problema não está na existência do FGC, mas no incentivo econômico que o seu desenho acaba gerando para o pequeno investidor.
Como aplicações dentro do limite de cobertura estão protegidas (hoje até R$ 250 mil por instituição financeira e CPF ou CNPJ) o investidor deixa de se preocupar com a qualidade do banco emissor do ativo no qual ele investiu. Ele passa a olhar quase exclusivamente para a taxa de retorno. E, no sistema bancário, taxas mais altas normalmente são oferecidas justamente pelas instituições mais frágeis, que precisam pagar mais caro para captar recursos.
O investidor percebe que, se o banco der certo, ele ganha uma taxa maior, mas se o banco quebrar, o FGC devolve o dinheiro. Isso cria um incentivo claro para escolher sempre a maior taxa disponível, independentemente do risco da instituição. É daí que surge a lógica do “quanto pior, melhor”. O FGC é fundamental para evitar corridas bancárias e proteger o sistema, mas, da forma como está estruturado, ele acaba estimulando o investidor a aplicar justamente nos bancos mais arriscados, sem avaliar a saúde financeira dessas instituições.
BBC News Brasil – Como é que esse sistema fez com que, na sua avaliação, Daniel Vorcaro assumisse mais riscos?
Viriato – Precisamos entender a evolução do sistema para entender como chegamos aqui. No passado, os bancos médios não tinham um sistema de distribuição dos seus CDBs e dos seus outros produtos da forma ampla como se tem agora, por meio das distribuidoras como XP, Genial, BTG, etc. Hoje, vivemos um momento em que basta um banqueiro ser um pouco mais agressivo e oferecer taxas mais altas aos investidores para ele conseguir captar recursos para o seu banco.
BBC News Brasil – Mas ele captar mais recursos para o seu banco não é necessariamente ruim. Qual é o problema em oferecer taxas acima da média como aconteceu com o Banco Master?
Viriato – A matéria-prima do banco é dinheiro. O banco capta dinheiro prometendo uma taxa ao investidor e depois empresta ou aplica esse dinheiro em outros ativos que ele acredita que vão se valorizar mais do que o crédito que ele tem que pagar a quem investiu nele. Na medida em que eu ofereço taxas mais altas, eu tenho que investir em ativos mais arriscados. Isso traz mais risco.
Quando dá errado, todo o sistema paga a conta, que é o que a gente está vendo acontecer agora. Não é que o sistema como um todo esteja errado, mas quando ele permite você captar mais simplesmente porque, do outro lado, tem alguém investindo sem fazer avaliação de risco porque o investimento está seguro pelo FGC, então, isso, sim, está errado.
BBC News Brasil – No depoimento que Vorcaro deu à Polícia Federal, ele disse que o modelo seu modelo de negócio estava baseado 100% no FGC. O que é um modelo 100% baseado no FGC? Isso é bom ou ruim?
Viriato – Eu diria que não é nem bom nem ruim. Ele é apenas muito mais arriscado. Os investidores que colocaram dinheiro no Banco Master não precisavam fazer qualquer avaliação se o Banco Master ia ser bem-sucedido ou não. Por quê? Porque ele tinha 100% dos seus recursos protegidos. Por um lado, o Daniel não precisava prestar contas aos investidores dele.
E o investidor dele também não estava interessado em saber se ele estava investindo em um crédito arriscado ou não, porque ele tinha 100% do seguro baseado no FGC. Nem Vorcaro tinha que prestar contas sobre o risco que ele estava correndo e nem o investidor estava interessado em ouvir se ele corria risco ou não porque, na prática, ele não corria risco pois tinha a garantia do FGC.
BBC News Brasil – Mas isso não é uma estratégia economicamente suicida?
Viriato – O sistema permite que todo mundo faça isso. Nenhum banco precisa prestar contas ao pequeno investidor porque ele está 100% seguro pelo FGC. Existem outros bancos médios que também não prestam contas aos seus pequenos investidores. Mas a maior parte dos banqueiros é conservadora em relação a captar e aplicar os recursos. Não é que eles não façam investimentos de risco, mas são mais diligentes para não correr o risco de quebrar.
Mas o sistema permite que novos aventureiros cheguem porque eles podem chegar e captar um monte de recursos distribuídos em plataformas de investimento praticando taxas mais altas e, se der errado, paciência, deu errado. Eventualmente, o cara vai correr risco sobre o seu patrimônio. Se ele não tinha patrimônio grande, vai começar do zero e terminar no zero. Mas se der certo, ele vai terminar bilionário.
BBC News Brasil – Já que o sistema, na sua avaliação, cria esses incentivos moralmente equivocados, o que é que, do ponto de vista prático, precisa mudar para evitar o surgimento de novos casos como esse?
Viriato – Para evitar casos como esse, o investidor precisa ser corresponsável pelo seu investimento sobre o seu investimento. Ele não pode ter 100% da garantia envolvida. Outra alternativa seria o banqueiro que está pegando esses recursos pagar uma fatia maior pelo seguro, de forma que o custo aumente e para ele. Hoje, do jeito que está, o FGC cria um cenário parecido com o de um jovem que compra um carro, mas quem paga o seguro é um terceiro. O jovem não tem incentivos para ser prudente.
BBC News Brasil – Mas o Master não contribuía para o FGC?
Viriato – Sim, mas muito pouco. Quem paga realmente o FGC são os cinco maiores bancos do Brasil. Entre 70% e 80% dos recursos do FGC vem dos cinco maiores bancos. São eles que pagam a conta no final do dia.
BBC News Brasil – Da forma que está, você vê janela para mudanças no sistema?
Viriato – Desde que o FGC foi criado, todos os anos a gente via um banco ou outro quebrando. Mas eles eram pequenos e essas quebras não incomodavam os grandes bancos. Agora, a quebra do Master acordou os grandes bancos para o fato de que se outros banqueiros aventureiros fizerem a mesma coisa, quem vai pagar a conta são eles. Já se está discutindo, por exemplo, como vai ser feita a capitalização do FGC. Quando você é chamado para pagar a conta, você vai pedir para mudar o sistema. Os grandes bancos já estão se mexendo para mudar isso.
BBC News Brasil – Não é um contrassenso defender que os investidores, especialmente os pequenos, arquem com o prejuízo causado por práticas não necessariamente regulares dos bancos?
Viriato – Você está 100% certo, mas no final do dia, o pequeno investidor já está pagando, de uma forma ou de outra. Na hora em que o FGC teve que pagar esses R$ 50 bilhões por conta da quebra do Master, por mais que os investidores do Master não tenham perdido dinheiro, isso significa que todo o sistema financeiro vai ficar mais caro no futuro. Se os grandes bancos vão pagar a maior parte da conta do FGC, esse custo vai ser repassado para os clientes. Isso pode acontecer com um custo maior para tomar crédito ou com uma remuneração menor pelos investimentos.
BBC News Brasil – Falamos aqui sobre aumentar a responsabilização dos investidores e dos bancos, mas e os órgãos reguladores? Eles não têm responsabilidade alguma sobre o que aconteceu com o Banco Master?
Viriato – O Banco Central agiu de forma correta, mas o problema não é no regulador. O problema está na regulação. Não adianta você ter um bom juiz com uma lei ruim. E nem adianta ter uma lei boa com um juiz ruim. O que temos hoje é uma regulação ultrapassada para o momento atual.
O Banco Central não tem como dizer: “Não pode entrar um cara novo”. Na verdade, os bancos centrais querem, sim, a chegada de novos atores para aumentar a competição e melhorar o sistema financeiro. O que não se quer é que se corra mais riscos que o adequado, que foi o que aconteceu. O regulador agiu da forma certa.
Mas o FGC, da forma como existe, está ultrapassado porque vivemos um momento de muita disponibilidade de ativos. Não podemos ter toda a população pagando a conta de um ou de outro. Cada um tem que ser responsável pela sua conta. Temos que ter algum pedaço de responsabilidade, nem que seja pequeno.
BBC News Brasil – O sistema tem como se prevenir contra o surgimento de um novo banco Master?
Viriato – Acho que a única forma de se prevenir é que as pessoas fossem um pouco mais conscientes e pensassem: “Não vou comprar um CDB com rentabilidade mais alta porque isso pode dar problema no futuro”. Mas ninguém vai fazer isso. Da forma como está hoje, é muito difícil prevenir que surja um novo entrante agressivo no mercado. O sistema não previne. Ele incentiva que surja. Só não tem surgido mais banqueiros como Daniel porque, na maioria das vezes as pessoas não são tão agressivas como ele.
BBC News Brasil – A operação de hoje aponta para a possível infiltração de Vorcaro junto a funcionários do Banco Central que deveriam cuidar da fiscalização do seu banco. Isso de alguma forma mancha a atuação do Banco Central em relação ao caso?
Viriato – É importante separarmos as pessoas das instituições. Uma pessoa ou duas, dentro de uma instituição como o Banco Central, não mandam nela. Pelo que eu li, essas pessoas teriam orientado o Vorcaro, mas as outras pessoas dentro do BC acompanharam o processo e tomaram outras decisões. Na minha avaliação, o Banco Central continua sólido, conta com excelentes profissionais e tomou excelentes decisões. Mas, como em qualquer outra instituição, sempre vai haver alguém que não segue os princípios da instituição que é o de servir ao país. Não podemos dizer que toda a instituição é ruim por conta de uma ou duas pessoas.
Sede do Banco Master na Faria Lima, em SP
Reuters/Amanda Perobelli
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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