Economia
Empresário cria tapete higiênico ecológico para pets e transforma preocupação em negócio milionário
Empreendedor aposta em tapete pet de papel e cria alternativa ao plástico
Comprar ração, petiscos, brinquedos e acessórios faz parte da rotina de quem tem um animal de estimação. Mas um item comum nas casas com cães — o tapete higiênico — foi o ponto de partida para um negócio inovador e sustentável criado no interior de São Paulo.
A ideia surgiu quando o empresário Gustavo Ferreira percebeu a quantidade de plástico descartada diariamente após o uso desses produtos.
Morador de Atibaia, no interior de São Paulo, Gustavo se surpreendeu ao descobrir que os tapetes higiênicos tradicionais funcionam como verdadeiras fraldas, feitas majoritariamente de plástico e com tempo de decomposição que pode chegar a 450 anos.
A constatação veio logo após a chegada de Cindy, a cachorrinha da família, e despertou uma inquietação que rapidamente se transformou em oportunidade de negócio.
Com experiência prévia no setor gráfico — a família já atuava com a produção de papéis autoadesivos, rótulos e etiquetas —, Gustavo decidiu testar uma alternativa.
Usando papel reciclável, material impermeabilizado e uma camada altamente absorvente, ele criou um tapete higiênico biodegradável capaz de reter o xixi do animal sem vazamentos, odores ou resíduos plásticos.
Empresário cria tapete higiênico biodegradável para pets
Reprodução/PEGN
“Na primeira noite, praticamente não dormi de ansiedade para saber se ia funcionar”, relembra o empreendedor. O teste deu certo: o produto absorveu o líquido, secou rapidamente e pôde ser reutilizado. “Ali eu percebi que tinha criado algo novo”, conta.
O investimento inicial foi de cerca de R$ 50 mil, aproveitando parte do maquinário já existente na fábrica da família. Cindy, além de inspiração, virou a mascote da marca e a principal “testadora” do produto.
Amigos que experimentaram o tapete em casa ajudaram a validar a ideia e incentivaram Gustavo a produzir em alta escala para vender. Hoje, a empresa produz cerca de 200 mil tapetes por mês. Em 2025, o faturamento chegou a R$ 250 mil.
Para 2026, a expectativa é alcançar R$ 2 milhões em receita. Além do apelo ambiental, o produto se destaca no preço: custa entre 10% e 15% menos que os tapetes plásticos disponíveis no mercado.
Outro diferencial é a sustentabilidade. Enquanto os modelos tradicionais levam séculos para se decompor, o tapete criado por Gustavo se desfaz em aproximadamente 120 dias. Após o uso, o descarte é simples: uma folha de papel reciclável.
“Se eu conseguir tirar ao menos um tapete plástico de um aterro sanitário, já valeu todo o esforço”, afirma.
O negócio também se expandiu para além do público de cães. A empresa desenvolveu versões do tapete para clínicas veterinárias, gaiolas de aves, além de roedores como chinchilas, porquinhos-da-índia e coelhos.
Empresário cria tapete higiênico biodegradável para pets
Reprodução/PEGN
As embalagens seguem a mesma proposta sustentável: feitas de papel reciclado, ocupam menos espaço e ainda trazem histórias educativas voltadas à preservação ambiental.
A filha de Gustavo, Helena, acompanha de perto o projeto e reforça o propósito da iniciativa. “Quando a gente aprende sobre a quantidade de plástico que existe no planeta, dá ainda mais orgulho de saber que estamos criando algo que não polui”, diz.
Mais do que um produto, o empreendedor define o projeto como um negócio com propósito. “Não é só vender tapete higiênico. É educar, cuidar do meio ambiente e dos animais ao mesmo tempo”, resume.
Histórias como essa mostram como pequenas inquietações do dia a dia podem dar origem a soluções inovadoras — e sustentáveis — no mercado pet, um dos que mais crescem no país.
Um exemplo claro de como empreender também pode ser uma forma de cuidar do planeta, como costuma destacar o Pequenas Empresas & Grandes Negócios.
Empresário cria tapete higiênico biodegradável para pets
Reprodução/PEGN
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Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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