Economia
Artesãs de Itapetininga transformam matéria-prima da natureza em joias biodegradáveis
Artesãs de Itapetininga transformam matéria-prima da natureza em joias biodegradáveis
Reprodução/TV TEM
No distrito de Gramadinho, em Itapetininga (SP), artesãs transformam sementes e cascas em biojoias. Entre os materiais usados está a chamada “pérola negra”, que cai da árvore sempre que o tronco é balançado.
Durante caminhadas pelo bairro rural, elas recolhem sementes e cascas de diferentes espécies, como a Leucena. O material coletado é a base para a produção artesanal das peças.
Depois da coleta, as sementes passam por tratamento antifúngico e secagem. A Leucena, por exemplo, é descascada e cozida antes de ser usada. O resultado são peças versáteis, como explica a artesã Deise Almeida: “Depois de pronto essa linda peça que pode usar como colar, cinto e pulseira”.
Deise trabalhava como merendeira e não tinha experiência com artesanato. A mudança veio após um curso do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), ligado ao Sindicato Rural. “Eu me apaixonei pelo artesanato, principalmente pelas sementes”, conta.
As biojoias também têm função de proteção. Plantas como alecrim, arruda, citronela e pimenta ajudam a afastar insetos. Já entre as cascas mais usadas estão as de coco, guapuruvu, jatobá e jacarandá-brasília.
A artesã Ione Berta destaca a sustentabilidade do trabalho. “É uma arte sustentável, né? Porque nada disso vai ser jogado fora. Depois que você não quiser mais, você pode desmanchar, fazer outro modelo ou jogar na natureza, porque ele decompõe da própria natureza”, afirma.
Hoje, 54 mulheres integram a cooperativa. Todas recebem capacitação em cursos profissionalizantes, que ensinam tanto a produção das peças quanto noções de empreendedorismo.
O coordenador do Senar em Itapetininga, Bruno Galvão, destaca o impacto da iniciativa. “O importante do curso é fomentar, principalmente nas mulheres, uma economia criativa e uma renda fixa, e fomentar também o artesanato”.
Veja a reportagem exibida no programa em 22/03/2026:
Artesãs de Itapetininga transformam matéria-prima da natureza em joias biodegradáveis
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Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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