Economia
Como Leonid Radvinsky levou OnlyFans a faturamento bilionário que mudou outras redes sociais
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O bilionário ucraniano-americano Leonid Radvinsky, dono do OnlyFans morto nesta segunda-feira (23), contribuiu com a mudança da rede social de um serviço de nicho para um fenômeno mundial que levou a mudanças em outras plataformas.
Hoje conhecido pelo conteúdo adulto, o OnlyFans ainda patinava nos primeiros anos. O serviço criado em 2016 pelo britânico Tim Stokely não tinha um foco muito definido e era usado para cobrar acesso aos mais diversos tipos de conteúdo, de cursos a performances artísticas, por exemplo.
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A rede social foi comprada em 2018 por Radvinsky, que obteve uma participação majoritária. Com sua longa experiência no mercado de pornografia online, a plataforma passou a atrair mais criadores de conteúdo adulto.
A explosão veio durante a pandemia, quando mais pessoas buscavam formas de ganhar dinheiro em casa e seguidores se mostraram mais dispostos a pagar por conteúdo adulto.
Leonid Radvinsky em foto publicada no LinkedIn.
Reprodução
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O OnlyFans tinha 13 milhões de contas de fãs e 348 mil contas de influenciadores em 2019, segundo os documentos oficiais da empresa.
Ao final de 2020, o cenário era muito maior: a rede social tinha 82 milhões de usuários e 1,6 milhão de criadores de conteúdo.
Foi na pandemia que celebridades como a rapper Cardi B e a atriz Bella Thorne criaram suas contas no OnlyFans. Mas, em vez de conteúdo pornográfico, elas publicam fotos de suas rotinas e de bastidores de seus trabalhos.
Influenciadores também foram atraídos pelas comissões vantajosas do OnlyFans: a rede social fica com 20% dos ganhos com assinaturas, enquanto os 80% restantes vão direto para os criadores.
Outras redes sociais costumam ficar com comissões maiores ou pagar uma quantia menor com base no número de visualizações.
Com o sucesso do modelo de assinaturas do OnlyFans, plataformas como o Instagram e o X também anunciaram recursos para usuários pagarem por conteúdo exclusivo de seus influenciadores favoritos.
O OnlyFans alcançou 377 milhões de contas de fãs e 4,6 milhões de contas de criadores de conteúdo no final de 2024, segundo documentos mais recentes apresentados pela empresa para reguladores britânicos.
A empresa registrou US$ 7,2 bilhões em pagamentos com assinaturas. Como a maior parte do valor é destinada a criadores, a companhia terminou o ano com faturamento de US$ 1,4 bilhão.
OnlyFans
Reuters/Andrew Kelly
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
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Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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