Política
Deputado que tenta barrar uso de satélite em multa ambiental recebeu doações de fazendeiro punido pelo Ibama
Deputado Federal, Lúcio Mosquini (à esquerda), recebeu R$ 250 mil em doações de campanha do empresário e fazendeiro Sérgio Botelho Teixeira, alvo de uma multa de R$ 5,5 milhões aplicada pelo Ibama. Mosquini é autor de projeto que, segundo ambientalistas, fragiliza combate ao desmatamento
Reprodução/Perfil de Lucio Mosquini no Instagram
A Câmara dos Deputados aprovou, na terça-feira (17/3), um pedido de tramitação em regime de urgência de projeto de lei que proíbe órgãos ambientais de aplicarem embargos cautelares com base, exclusivamente, em imagens de satélite que monitoram biomas como o Cerrado e a Amazônia.
O governo federal e ambientalistas afirmam que esse mecanismo, conhecido como “embargo remoto”, é um dos principais responsáveis pela queda nas taxas de desmatamento no Brasil nos últimos três anos. A bancada ruralista, no entanto, defende o projeto afirmando que ele garantiria segurança jurídica e amplo direito de defesa a produtores rurais.
Um cruzamento de dados e documentos obtidos pela BBC News Brasil apontam, no entanto, que o autor do projeto, o deputado federal Lúcio Mosquini (MDB-RO), teve como seu maior doador individual de campanha, em 2022, um empresário e fazendeiro que foi multado por infração ambiental.
Sérgio Botelho Teixeira é sócio-diretor de uma empresa de laticínios responsável pela marca Italac.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Desde 2018, ele doou R$ 250 mil para campanhas de Mosquini, tornando-se um dos principais doadores individuais do parlamentar. Nas últimas eleições, deu R$ 150 mil para a campanha do deputado, quando se reelegeu pela segunda vez. Foi a única doação feita pelo empresário na eleição.
Um processo judicial ao qual a BBC News Brasil teve acesso mostra que, em dezembro de 2025, o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), multou em R$ 5,5 milhões uma fazenda no Estado do Tocantins da qual Teixeira é um dos donos, junto com familiares.
Segundo o órgão, os donos da fazenda impediram a regeneração da vegetação natural da reserva legal da propriedade ao plantar pasto no local.
Doações de infratores ambientais a candidatos não são ilegais. Ambientalistas, no entanto, alertam para o risco de que essa prática possa favorecer pautas voltadas ao enfraquecimento da fiscalização.
Procurado, Mosquini diz à BBC News Brasil que seu projeto foi apresentado para defender produtores rurais — categoria da qual ele faz parte como dono de fazendas em Rondônia — e que não tinha conhecimento da multa aplicada à fazenda do empresário.
“Você não pode atropelar o devido processo legal às custas de ter um maior controle sobre o desmatamento”, diz Mosquini à BBC News Brasil.
“Com relação ao Sérgio, eu não sabia (da multa), mas eu defendo, mesmo. Pode ser ele ou qualquer um que seja injustiçado sem o direito de defesa.”
A defesa de Teixeira diz que a multa aplicada pelo Ibama ocorreu devido a um engano em registros cadastrais da fazenda e que o assunto está sendo analisado pela Justiça Federal. Ressaltou ainda que a sanção não ocorreu com base na fiscalização via satélite — alvo do projeto de Mosquini.
Os advogados do empresário também negaram que ele tenha exercido influência sobre o deputado e que só teria tomado conhecimento do projeto apresentado por Mosquini pela mídia.
Para o Ibama e ambientalistas, fim do uso de dados de satélite para embargos ambientais é retrocesso. Ruralistas defendem projeto alegando que os embargos prejudicam os produtores rurais
Getty Images
O que pode mudar se projeto for aprovado
O projeto de Lúcio Mosquini altera a Lei de Crimes Ambientais, em vigor desde 1998, e proíbe a aplicação de embargos por órgãos de fiscalização ambiental com base, exclusivamente, em dados de satélite, o chamado “embargo remoto”.
A justificativa de Mosquini é que “muitas áreas têm sido embargadas a partir da apuração remota de infração sem que o autuado tenha a oportunidade de se defender previamente”.
O “embargo remoto” é feito a partir de imagens de satélite captadas em tempo real para detectar atividades ilegais, como desmatamento ou garimpos. O Ibama cruza os dados com o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e identifica os responsáveis pela propriedade em questão.
O órgão declara o embargo em caráter cautelar (ou preventivo) da área. Esse embargo veda, temporariamente, atividades econômicas na propriedade.
Bancos e instituições financeiras devem negar, por exemplo, financiamentos para fazendas sob embargo. Fazendas embargadas também podem ser impedidas de vender gado para frigoríficos.
Em seguida, é aberto um processo administrativo no qual os donos da área podem recorrer do embargo. Se o produtor comprovar que há erro nos dados da autuação ou que tinha autorização para o desmate, o embargo é revogado.
Do contrário, é aberto um processo administrativo que pode resultar na aplicação de multas e outras sanções. Nesta fase, o fazendeiro tem direito a contestar os termos da autuação.
Os “embargos remotos” foram usados entre 2016 e 2018, durante o governo do então presidente Michel Temer (MDB), e suspensos durante os quatro anos do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em 2023, no primeiro ano do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Ibama voltou a usar esse mecanismo.
Especialistas apontam que isso ajudou o governo federal a reduzir o desmatamento no país ao permitir identificar atividades ilegais mesmo em áreas isoladas.
Entre julho de 2024 e agosto de 2025, o desmatamento na Amazônia caiu 11% em relação ao mesmo período entre 2023 e 2024. Na comparação com os dados de 2021 e 2022, a queda foi de 50%.
Dados oficiais mostram ainda que isso foi acompanhado de um aumento no número de embargos, muitos deles feitos de forma remota. Uma estimativa do Ibama aponta que se o projeto for aprovado, ele terá impacto sobre 70% das ações de fiscalização realizadas pelo órgão na Amazônia. Entre 2023 e 2025, o número de embargos cresceu 51% em comparação com o período de 2020 a 2022.
Órgãos de fiscalização ambiental utilizam imagens de satélite e dados de fontes públicas para emitirem embargos em áreas onde são detectadas atividades irregulares como desmatamento e garimpo
Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe)
Os argumentos de ruralistas e ambientalistas
O projeto em tramitação no Congresso colocou, novamente, ambientalistas e os órgãos de fiscalização de um lado e ruralistas de outro. Com a aprovação do regime de urgência, o projeto pode ser votado mais rapidamente na Câmara, indo direto para o Plenário, sem passar pela avaliação de outras comissões. Caso seja aprovado, o projeto deverá ser votado pelo Senado. Se não houver mudanças no texto, ele seguirá para sanção presidencial.
Na semana passada, porém, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que ainda não há previsão para que o projeto seja colocado em votação.
“Caso o projeto seja aprovado, ele poderá afetar cerca de dois terços das autuações realizadas anualmente pelo Ibama, comprometendo a efetividade da fiscalização ambiental”, diz à BBC News Brasil o diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Jair Schmitt. Segundo ele, o projeto teria impactos além do combate ao desmatamento.
“Seus efeitos não se restringem ao âmbito federal, e alcança todos os órgãos integrantes do Sistema Nacional do Meio Ambiente. Isso tende a dificultar o combate a ilícitos como o desmatamento, garimpo e tráficos de animais silvestres, entre outros ilícitos”, afirma.
À BBC News Brasil, Mosquini defendeu sua proposta. Segundo ele, o uso dos embargos remotos prejudicaria produtores rurais por vetar qualquer atividade na área alvo da autuação até que o processo administrativo seja finalizado.
“Hoje, o que temos é a falta de direito de defesa, falta de notificação. O embargo é direto. Não há oportunidade do produtor se defender”, afirma o deputado.
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que defende os interesses dos ruralistas no Congresso e é uma das bancadas parlamentares mais influentes atualmente, apoia a mudança. Mosquini é um dos seus integrantes.
“O projeto corrige uma distorção do modelo atual, em que embargos podem ser aplicados apenas com base em imagens de satélite ou monitoramento remoto, sem verificação presencial, atingindo inclusive produtores regulares”, diz a bancada em nota à BBC News Brasil.
“Isso gera bloqueio indevido de atividades e dificulta o acesso ao crédito rural, impondo custos e prejuízos a quem está dentro da lei.”
O projeto está na lista de prioridades da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) deste ano, divulgada no início de março em um evento no Congresso.
Suely Araújo, que já presidiu o Ibama e hoje atua como especialista sênior da organização não governamental Observatório do Clima, contesta o argumento dos ruralistas.
“O embargo remoto é uma medida cautelar. Os fiscais cruzam dados que vão além das imagens antes de emitir os embargos. A defesa acontece depois. Se o autuado mostrar que tem autorização para desmatar, por exemplo, o embargo cai. Se ele não mostrar que tem autorização, ele vira réu em um processo no qual ele terá direito a ampla defesa”, explica Araújo.
O projeto também foi alvo de críticas do Ministério Público Federal (MPF). Uma nota técnica elaborada pela 4ª Câmara de Coordenação e Revisão do órgão à qual a BBC News Brasil teve acesso diz que sua aprovação colocaria em risco a fiscalização ambiental na Amazônia.
“A vedação proposta, ao restringir o uso do sensoriamento remoto nas atividades fiscalizatórias, comprometerá a ação preventiva e repressiva de órgãos e entidades ambientais (…) limitando o uso desse importante e eficaz instrumento de combate ao desmatamento ilegal”, diz um trecho da nota.
Proximidade e homenagens
Além de deputado, Mosquini é um empresário e produtor rural do interior de Rondônia. Em sua declaração de bens nas eleições de 2022, ele disse ser proprietário de quatro áreas rurais que somadas totalizam R$ 4,2 milhões.
O deputado está em seu terceiro mandato consecutivo. Sua relação com o empresário Sérgio Botelho Teixeira remonta, pelo menos, a 2018, quando o empresário doou R$ 100 mil para Mosquini, se tornando o segundo maior doador individual da campanha da primeira reeleição do parlamentar. Em 2022, doou R$ 150 mil.
Nas duas ocasiões, Teixeira não doou para nenhum outro candidato.
Em 2024, Teixeira recebeu a Medalha do Mérito Legislativo, em uma cerimônia realizada no Congresso Nacional, por recomendação de Mosquini.
À BBC News Brasil, Mosquini diz que apesar da proximidade com o empresário, nunca debateu projetos de lei como o apresentado por ele em relação aos embargos via satélite.
“Nunca discuti projetos com ele na minha vida. É só olhar minhas redes sociais para ver que eu falo sobre esse tema há muito tempo”, afirma o parlamentar.
A defesa do empresário, por sua vez, também nega que ele tenha debatido projetos de lei com o parlamentar.
“Quanto a relação com o deputado, ressalto que se trata de relacionamento comum pois moram na mesma cidade, não trazendo qualquer debate legislativo, bem como, ao projeto de lei mencionado, tendo tomado conhecimento deste tema apenas pelas mídias e reportagens publicadas”, diz, em nota, o advogado de Teixeira, João Paulo Brzezinski da Cunha.
A possível relação entre doações de pessoas com histórico de multas por infrações ou crimes ambientais e a atuação dos parlamentares que foram eleitos é alvo de preocupação por parte de ambientalistas.
Um levantamento feito pelo jornal O Globo em 2022, por exemplo, apontou que infratores ambientais doaram R$ 10,4 milhões a diferentes candidatos às eleições daquele ano.
À BBC News Brasil, o secretário-executivo do Observatório do Clima, Márcio Astrini, classificou a situação como “imoral”: “É dessas grandes coincidências que só acontecem em Brasília: o deputado que escreveu um projeto que enfraquece a fiscalização ambiental tem, como seu principal doador de campanha, uma pessoa multada pelo Ibama. É no mínimo imoral”.
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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