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Economia

Petrobras aumenta oferta de gasolina e diesel após alerta de risco de desabastecimento

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Sede da Petrobras, no Rio de Janeiro.
Fernando Frazão/Agência Brasil
A Petrobras aumentou a oferta de de gasolina e diesel disponível para entrega em abril após distribuidoras alertarem para o risco de falta de combustível no país.
A preocupação surgiu em meio à recente alta nos preços do petróleo no mercado internacional, que pressionou toda a cadeia de combustíveis.
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Em nota divulgada nesta quinta-feira (26), a estatal confirmou que ofereceu reforço na oferta de 70 milhões de litros de diesel S10 — tipo de diesel com menor teor de enxofre, usado principalmente em caminhões e veículos mais novos — e 95 milhões de litros de gasolina.
“Esse volume já está devidamente incorporado nos compromissos assumidos para abril dentro da dinâmica de atendimento dos nossos contratos comerciais”, diz a empresa.
ANP determina que Petrobras oferte imediatamente combutíveis de leilões cancelados
ANP cobra mais oferta de combustíveis da Petrobras
A decisão de ampliar a oferta ocorre após a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão responsável por regular o setor no país, notificar a Petrobras na semana passada.
O órgão solicitou que a empresa colocasse imediatamente no mercado volumes de combustíveis que haviam sido retirados de leilões anteriores.
A ANP afirmou, no entanto, que não há indícios de falta de gasolina ou diesel no Brasil.
Ainda assim, a diretoria da agência aprovou um conjunto de medidas para reforçar o acompanhamento do setor, com o objetivo de monitorar mais de perto a disponibilidade de combustíveis e prevenir eventuais problemas de abastecimento.
Segundo a ANP, as ações têm como objetivo, diante do cenário internacional, intensificar o acompanhamento dos estoques — ou seja, do volume de combustível armazenado — e das importações feitas pelas empresas que atuam no país.
Entre as medidas adotadas está o envio de uma notificação à Petrobras.
No documento, a agência determina que a empresa coloque imediatamente à venda os volumes de combustíveis que estavam previstos em leilões de diesel e de gasolina pura realizados em março de 2026, mas que acabaram sendo cancelados.
Distribuidoras apontam risco de falta de combustíveis
Entidades que representam diferentes segmentos do mercado de combustíveis divulgaram na sexta-feira (20) uma nota conjunta pedindo novas medidas ao governo federal para reduzir o risco de falta de diesel no Brasil.
O documento é assinado por associações que representam diferentes etapas da cadeia de combustíveis. Entre elas estão:
Fecombustíveis e Sincopetro, que representam postos de combustíveis (varejo);
Abicom, que reúne empresas importadoras de derivados de petróleo;
Refina Brasil, que representa refinarias privadas;
Sindicom e BrasilCom, que representam distribuidoras que abastecem os postos.
Na nota, as entidades afirmam reconhecer um esforço inicial do governo para tentar conter a alta do diesel. Ainda assim, avaliam que as medidas anunciadas têm impacto limitado no preço pago pelo consumidor.
Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a isenção de impostos federais e a concessão de uma ajuda financeira — chamada de subvenção — para produtores e importadores de diesel.
A estimativa é de um gasto de R$ 30 bilhões para reduzir em cerca de R$ 0,64 por litro o preço do combustível nos postos. Como contrapartida, passou a ser cobrado um imposto sobre a exportação de petróleo.
Com parte do desconto sendo bancado pelo governo, a estatal passou a ter espaço para elevar o preço do diesel vendido às distribuidoras nas refinarias, acompanhando a alta do petróleo no mercado internacional, sem que todo o aumento fosse repassado diretamente ao consumidor.
Segundo as entidades do setor, no entanto, isso não tem se traduzido em queda no preço final do diesel vendido nos postos.
Uma das razões, afirmam, é que as medidas do governo incidem sobre o chamado diesel “A”. Esse é o combustível puro, vendido pela Petrobras às distribuidoras.
Já o produto comprado pelo consumidor é o diesel “B”, uma mistura composta por 85% de diesel “A” e 15% de biodiesel, um combustível produzido a partir de fontes renováveis.
Por isso, dizem as associações, os incentivos não chegam automaticamente nem de forma integral ao preço final.
De acordo com os cálculos apresentados pelas entidades, o aumento de R$ 0,38 por litro no diesel “A”, anunciado pela empresa, teria um impacto aproximado de R$ 0,32 por litro no diesel “B”, que é o combustível vendido nos postos.
As associações também citam os leilões realizados pela Petrobras, nos quais o diesel “A” tem sido negociado entre R$ 1,80 e R$ 2 por litro. Segundo elas, esses valores estão acima do preço de referência praticado nas refinarias da própria companhia.
A nota destaca ainda que uma parte relevante do abastecimento nacional depende de refinarias privadas e de empresas que importam combustíveis. Essas companhias não produzem petróleo no Brasil e costumam definir seus preços com base nas cotações do mercado internacional.
Na avaliação do setor, o cenário pode se tornar mais desafiador se a Petrobras mantiver preços abaixo das referências internacionais e continuar evitando vender volumes adicionais de combustível.
Nesse caso, com menor oferta disponível e dificuldades para importar o produto, aumentaria o risco de pressão sobre os preços.

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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