Economia
Trump anuncia tarifas de 100% sobre medicamentos importados
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou tarifas de 100% sobre determinadas importações de medicamentos de marca. O anúncio ocorre um ano após o “dia da libertação”, quando Trump determinou uma série de tarifas sob produtos de países por todo o mundo.
Junto ao anúncio da tarifa sobre medicamentos importados, o presidente também reformulou tarifas sobre produtos com aço, alumínio e cobre.
LEIA MAIS: Trump reformula tarifas sobre produtos com aço, alumínio e cobre
O novo pacote de tarifas tem como objetivo, em parte, recompor tributos perdidos quando a Suprema Corte as derrubou em fevereiro deste ano. No entanto, as medidas foram criticadas por alguns grupos empresariais por criarem novas pressões de custo em um momento em que a guerra com o Irã elevou os preços de energia para os consumidores.
Nesta quinta-feira (2), o governo publicou os resultados de uma investigação de segurança nacional sobre importações farmacêuticas. Trump afirmou que:
fabricantes estrangeiros de produtos patenteados devem concordar em firmar acordos com o governo dos EUA para reduzir os preços de medicamentos prescritos; e
se comprometer a transferir a produção para os Estados Unidos.
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Eles precisarão fazer ambas as coisas para evitar totalmente as tarifas e enfrentarão uma taxa de 20% caso apenas transfiram parte da produção para os EUA, segundo uma autoridade do governo.
Aqueles que não fizerem nenhuma das duas medidas enfrentarão uma tarifa de 100%.
As tarifas não se aplicarão a importações de medicamentos de todos os países. As taxas sobre medicamentos de marca serão limitadas a 15% em acordos comerciais com a União Europeia, Japão, Coreia do Sul e Suíça.
Os EUA e o Reino Unido também finalizaram um acordo separado para o setor farmacêutico que garante tarifa zero para medicamentos produzidos no Reino Unido por pelo menos três anos, enquanto o país amplia a produção em território americano.
Trump dá entrevista a bordo do Air Force One em 29 de março de 2025.
Reuters/Elizabeth Frantz
Uma autoridade do governo disse que grandes farmacêuticas terão 120 dias para cumprir as regras antes que as tarifas de 100% entrem em vigor, enquanto produtores menores terão 180 dias.
Um ano do “dia da libertação”
As alterações ocorrem no aniversário de um ano do chamado “Dia da Libertação”, quando Trump anunciou tarifas “recíprocas” entre 10% e 50% sobre importações de todos os parceiros comerciais — e até de algumas ilhas desabitadas. As medidas, baseadas na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, desencadearam meses de retaliações da China, negociações comerciais e disputas judiciais por parte de importadores.
Em fevereiro, a Suprema Corte dos EUA declarou ilegais essas tarifas, levando uma instância inferior a ordenar que a agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras elaborasse um plano para devolver cerca de US$ 166 bilhões arrecadados ao longo de um ano.
Jamieson Greer, representante de Comércio dos EUA, defendeu as tarifas como um “botão de reinicialização” para um sistema global de comércio considerado falho. Ele afirmou que elas incentivaram empresas a construir novas fábricas nos EUA e pressionaram parceiros comerciais a conceder vantagens às exportações americanas.
“O melhor ainda está por vir, à medida que o programa tarifário do presidente Trump incentiva a produção doméstica, eleva os salários dos trabalhadores e fortalece nossas cadeias de suprimentos críticas”, disse Greer em comunicado.
Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, fala à imprensa no dia em que participa de um almoço de trabalho com ministros do comércio da UE, em Bruxelas, Bélgica, 24 de novembro de 2025.
Piroschka van de Wouw/Reuters
Reação da Indústria
A Câmara de Comércio dos EUA afirmou que um ano de tarifas mais altas já elevou preços e aumentou custos para vários setores, alertando que as novas medidas podem provocar novos aumentos
“Um novo e complexo sistema tarifário sobre medicamentos elevará os custos de saúde para as famílias americanas”, disse o diretor de políticas da entidade, Neil Bradley.
“Alterações nas tarifas de metais também elevarão preços para consumidores e aumentarão a pressão sobre manufatura, construção e energia — setores que já enfrentam custos elevados e desafios nas cadeias de suprimentos”, acrescentou.
Por outro lado, o presidente da Associação de Fabricantes de Aço, Philip Bell, elogiou o governo por ajustar a lista de produtos derivados e atualizar a metodologia de avaliação, garantindo que as tarifas permaneçam direcionadas ao fortalecimento da indústria siderúrgica americana sem prejudicar objetivos econômicos mais amplos.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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