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Economia

CEO da United Airlines falou com Trump sobre fusão com a American, diz agência

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Avião da American Airlines, ao fundo, e modelo da United Airlines em aeroporto em Arlington, na Virgínia (EUA)
REUTERS/Joshua Roberts
O CEO da United Airlines, Scott Kirby, sugeriu uma possível fusão da companhia com a American Airlines em uma conversa com o presidente dos EUA, Donald Trump, no final de fevereiro, segundo a agência Reuters, citando duas pessoas com conhecimento sobre o tema.
O acordo criaria um gigante do setor aéreo americano e atrairia fiscalização de reguladores, sindicatos e defensores dos consumidores, com receio de tarifas mais altas e redução da concorrência.
De acordo com a reportagem, no entanto, autoridades do setor informaram que um eventual acordo entre as duas companhias enfrentaria uma série de barreiras antitruste.
Os detalhes da proposta do CEO da United não foram divulgados.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
As ações de ambas as companhias subiram nas primeiras negociações desta terça-feira (14), mesmo com o setor aéreo ainda sob pressão devido ao aumento dos preços do petróleo por causa da guerra entre Israel e Irã, que ameaça a demanda por viagens.
“Isso me parece impossível. Há enormes sobreposições em várias rotas e em diversas áreas metropolitanas, como Chicago. Nenhuma quantidade de desinvestimentos resolveria isso”, afirmou à Reuters William Kovacic, diretor do centro de direito da concorrência da Universidade George Washington.
Reunião na Casa Branca
O CEO da United mencionou a Trump a ideia da fusão durante uma reunião na Casa Branca em 25 de fevereiro, focada no futuro do Aeroporto Internacional Washington Dulles, três dias antes do início do conflito entre Irã e Estados Unidos, disseram fontes à Reuters.
Kirby argumentou que uma companhia aérea combinada se posicionaria melhor internacionalmente.
Empresas estrangeiras respondem pela maioria da capacidade de assentos em voos de longa distância que têm os EUA como origem e destino, apesar de cidadãos americanos representarem a maioria desses viajantes.
Autoridades do setor e especialistas em antitruste disseram que qualquer tentativa de obter aprovação enfrentaria grandes obstáculos, citando preocupações com concorrência, tarifas mais altas, perda de empregos e sobreposição significativa de rotas em um mercado aéreo dos EUA já dominado por quatro grandes companhias.
United e American não responderam imediatamente aos pedidos de comentário sobre as implicações antitruste da possível fusão.
Barreiras antitruste
Desde que a guerra entre EUA e Israel com o Irã começou, no final de fevereiro, as ações de ambas as companhias caíram, já que o conflito elevou fortemente os preços do combustível de aviação, com a American em queda de 14,1% e a United, de 10,4%.
Companhias aéreas e executivos do setor alertaram que um período prolongado de custos elevados de combustível pode remodelar o setor, pressionando as margens, limitando o crescimento da capacidade e aumentando a pressão sobre companhias financeiramente mais frágeis.
As ações da American subiram 5% nas negociações pré-mercado nesta terça, com investidores olhando o possível acordo como uma rara notícia positiva para uma companhia que tem tido dificuldades nos últimos trimestres para apresentar lucros consistentes e controlar custos.
No caso da United, as ações subiram cerca de 2% antes da abertura.
A American tem tentado diminuir a distância em relação à United e à Delta Air Lines, que cresceram no mercado americano. As duas companhias aproveitaram a forte demanda por viagens premium e adaptarem melhor seus produtos às mudanças no setor.
Para a United, um acordo dessa magnitude pode gerar um salto em capacidade e participação de mercado necessário para estabelecer uma liderança clara sobre a Delta, que há muito domina o setor em lucratividade e receita premium.
“Um acordo United-American reduziria os ‘Big 4’ para um ‘Big 3’, com um player dominante. Provavelmente, haveria problemas de concorrência em muitas rotas entre cidades e hubs”, afirma o advogado antitruste Andre Barlow, do DBM Law Group.
“Não tenho certeza de que esse acordo possa ser concretizado. O governo Trump está preocupado com questões de acessibilidade, e esse acordo reduziria as opções. Ele daria às companhias aéreas mais poder de precificação, o que significa tarifas mais altas para os consumidores, então acredito que passaria por uma análise rigorosa.”
As ações de ambas as companhias subiram nas primeiras negociações desta terça-feira (14), mesmo com o setor aéreo ainda sob pressão devido ao aumento dos preços do petróleo por causa da guerra entre Israel e Irã, que ameaça a demanda por viagens.
“Isso me parece impossível. Há enormes sobreposições em várias rotas e em diversas áreas metropolitanas, como Chicago. Nenhuma quantidade de desinvestimentos resolveria isso”, afirmou à Reuters William Kovacic, diretor do centro de direito da concorrência da Universidade George Washington.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Governo propõe aumentar limite do MEI para R$ 140 mil e ampliar contratação de funcionários

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Simples Nacional.
Simples Nacional/Divulgação
Um projeto de lei complementar enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (29) propõe ampliar o limite de faturamento anual do Microempreendedor Individual (MEI) e permitir a contratação de até dois funcionários.
A proposta prevê um reajuste progressivo do teto, que hoje é de R$ 81 mil por ano. Pelo texto, o limite passará para R$ 110 mil em 2027 e chegará a R$ 140 mil em 2028. A medida atinge mais de 13 milhões de microempreendedores registrados no país.
Agora no g1
O projeto foi entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e faz parte de uma articulação do governo federal para atualizar as regras do regime simplificado.
Atualmente, o teto do MEI não é reajustado desde 2018. Segundo o governo, a defasagem acumulada ao longo dos anos — causada pela inflação e pelo aumento natural das receitas — tem dificultado a permanência de empreendedores na categoria.
A proposta busca justamente evitar que pequenos negócios precisem migrar para regimes tributários mais complexos à medida que crescem. Com o novo modelo, a ideia é permitir que os empreendedores ampliem suas atividades sem sair da formalização.
Além do aumento do teto, o projeto também altera as regras de contratação. Hoje, o MEI pode ter apenas um funcionário. Com a mudança, será possível contratar até dois empregados, o que, na avaliação do governo, deve dar mais flexibilidade à organização dos negócios e estimular a geração de empregos formais.
O ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, afirmou que a iniciativa tem caráter estratégico para a economia.
“Esse conjunto de medidas foi construído para remover obstáculos, ampliar oportunidades e dar condições para que milhões de empreendedores possam crescer, contratar e prosperar”, disse.
A proposta foi elaborada em conjunto com os ministérios da Fazenda, do Planejamento e Orçamento e da Gestão e Inovação em Serviços Públicos.
Agora, o texto começa a tramitar no Congresso e ainda precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado antes de entrar em vigor.
Simples Nacional
Criado em 2006, o Simples Nacional tem por objetivo de estimular as pequenas empresas. O regime especial consiste na unificação de alguns tributos com alíquota mais favoráveis para o empreendedor.
A reforma tributária sobre o consumo, aprovada em 2023, não alterou os limites de enquadramento das empresas do Simples e do MEI.
Atualmente, podem aderir ao Simples:
microempreendedor individual que fatura até R$ 81 mil por ano;
transportador autônomo de cargas que fatura até R$ 251,6 mil por ano;
microempresas com até R$ 360 mil por ano; e
empresas de pequeno porte com até R$ 4,8 milhões anuais.
De acordo com estimativas da Receita Federal, o governo vai deixar de arrecadar R$ 136 bilhões em 2026 com o Simples Nacional.

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