Economia
‘Se ele não sair, terei que demiti-lo’, diz Trump sobre Jerome Powell, atual presidente do Banco Central dos EUA
Justiça dos EUA abre investigação contra presidente do FED
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (15) que poderá demitir o atual presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central do país), Jerome Powell, caso ele não deixe o cargo após a posse de um novo chefe da instituição.
Trump também disse acreditar que as taxas de juros poderão cair quando seu indicado ao Fed, Kevin Warsh, assumir o cargo.
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O presidente anunciou o nome de Kevin Warsh em janeiro, e a indicação ainda precisa ser aprovada pelo Senado. “Tenho o prazer de anunciar que estou nomeando Kevin Warsh para presidir o Conselho de Governadores do Federal Reserve”, escreveu Trump em uma publicação nas redes sociais.
Também nesta quarta, ao ameaçar demitir Jerome Powell caso ele não deixe o comando do Fed, Donald Trump afirmou esperar que seu indicado seja confirmado pelo Senado já na próxima semana.
Foto de arquivo: O presidente dos EUA, Donald Trump, observa Jerome Powell, seu indicado para presidir o Federal Reserve (Fed), durante discurso na Casa Branca, em Washington, EUA, em 2 de novembro de 2017.
REUTERS/Carlos Barria/Foto de arquivo
Questionado se vai pedir o fim das investigações sobre Jerome Powell, Donald Trump afirmou que “precisamos descobrir o que aconteceu lá [no Fed]”.
Ainda em janeiro, Jerome Powell confirmou ter se tornado alvo de uma investigação do Departamento de Justiça (DOJ). Em mensagem de vídeo publicada na rede social X, ele atribuiu a abertura do inquérito à pressão do governo Trump sobre a política de juros do banco central americano.
O depoimento de Powell ao Congresso em junho, a respeito da reforma de US$ 2,5 bilhões da sede do Fed em Washington, levou à abertura de uma investigação criminal por procuradores federais.
Na ocasião, Parlamentares questionaram possíveis luxos no projeto, e a republicana Anna Paulina Luna pediu ao Departamento de Justiça apuração por suposto perjúrio.
Powell nega irregularidades e afirma que a investigação é uma “ameaça” ligada à pressão política sobre os juros. A Casa Branca e Donald Trump tambnm negam envolvimento.
Disputa entre Trump e Powell
Mas esse não foi o primeiro embate entre o presidente americano e o chefedo Banco Central dos EUA. Durante o primeiro mandato de Trump e desde o retorno do republicano à Casa Branca, há um ano, ambos entraram repetidamente em confronto devido a decisões sobre taxa de juros.
As críticas de Donald Trump ao Federal Reserve se tornaram mais frequentes e duras ao longo de 2025, principalmente por causa da decisão de manter os juros estáveis.
Em março, ele afirmou que o banco central estaria “muito melhor” se reduzisse as taxas, e voltou a defender cortes em abril, ao anunciar novas tarifas de importação.
Em julho, após a manutenção dos juros, ele intensificou o tom e chegou a chamar o presidente do Fed, Jerome Powell, de “estúpido” e “cabeça oca”, dizendo que a política monetária estava prejudicando a população.
Trump também tomou medidas contra outras figuras importantes do Fed, incluindo a integrante do conselho de administração Lisa Cook, a quem tentou destituir sob a acusação de fraude hipotecária. O litígio ainda aguarda uma audiência na Suprema Corte dos EUA.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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