Economia
Patrimônio milionário do indicado à presidência do Banco Central dos EUA acende alerta no Senado americano
Trump indica Kevin Warsh para comandar o Federal Reserve, o banco central dos EUA
A indicação de Kevin Warsh para comandar o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) ganhou novos obstáculos após a divulgação de seu patrimônio superior a US$ 100 milhões (aproximadamente R$ 500 milhões) — marcada por lacunas e informações incompletas que levantaram dúvidas no Senado sobre possíveis conflitos de interesse.
A principal crítica é que parte relevante dos ativos não foi detalhada por conta de acordos de confidencialidade, o que, segundo parlamentares, impede uma avaliação adequada das ligações financeiras do indicado, segundo informações divulgadas pela agência Reuters.
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A senadora democrata Elizabeth Warren afirmou que as inconsistências não atendem às regras éticas e defendeu o adiamento da audiência de confirmação, marcada para a próxima terça-feira (21).
“Essa audiência não deveria avançar até que essas divulgações financeiras sejam resolvidas e ele esteja em conformidade com as regras de ética”, disse Warren após reunião com Warsh.
A preocupação central é que, sem transparência total, não é possível identificar eventuais conflitos de interesse — nem garantir que eles sejam eliminados antes de uma eventual posse.
“O objetivo da divulgação é entender essas relações e verificar se foram desfeitas”, afirmou a senadora, citando ainda que o Fed já enfrentou escândalos recentes ligados a conflitos de interesse.
Patrimônio de US$ 100 milhões
Kevin Warsh
Kevork Djansezian/AFP
A documentação entregue por Warsh, com 69 páginas, mostra um patrimônio robusto, mas de difícil mensuração precisa.
Entre os principais ativos estão dois investimentos superiores a US$ 50 milhões no fundo Juggernaut Fund LP, além de US$ 10,2 milhões recebidos em consultorias para o investidor Stanley Druckenmiller.
Parte desses investimentos, no entanto, aparece sem detalhamento dos ativos subjacentes, justamente por cláusulas de confidencialidade — o que reforçou as críticas no Congresso. Warsh afirmou que pretende se desfazer desses ativos caso seja confirmado.
🔎 As regras de ética do Fed, que se tornaram mais rígidas em 2022, proíbem autoridades de manter certos tipos de investimento, como ações de bancos e ativos ligados a criptomoedas. Mesmo assim, as declarações indicam exposição a empresas do setor, como plataformas relacionadas ao Ethereum e serviços financeiros digitais.
Além disso, o documento lista dezenas de participações em áreas como inteligência artificial e tecnologia, muitas sem valores especificados. Há também ativos ligados à esposa de Warsh, Jane Lauder, herdeira da marca de cosméticos Estée Lauder, com patrimônio estimado em cerca de US$ 1,9 bilhão.
Especialistas apontam que a complexidade e o volume dos investimentos podem dificultar o processo de verificação no Senado. Em entrevista à Reuters, a professora Kathryn Judge, da Columbia Law School, disse que “o mais impressionante são os acordos que não foram totalmente divulgados”, o que pode exigir mais esclarecimentos durante a sabatina.
No Congresso, a resistência não vem apenas dos democratas. O senador republicano Thom Tillis afirmou que só votará a favor da confirmação após o encerramento de uma investigação do Departamento de Justiça envolvendo o atual presidente do Fed, Jerome Powell — movimento que, na prática, trava o avanço da indicação.
Paralelamente, todos os democratas do Comitê Bancário pediram o adiamento da audiência enquanto houver investigações em curso envolvendo membros do Fed, vistas por eles como tentativa de pressionar a política de juros da instituição.
O governo Donald Trump pretende confirmar Warsh no comando do banco central americano até 15 de maio, quando termina o mandato de Powell na presidência do Fed. No entanto, diante das lacunas nas declarações e da necessidade de eventual desinvestimento de ativos complexos, o cronograma é considerado desafiador.
Caso não seja confirmado a tempo, Powell pode permanecer interinamente no comando do Fed e seguir como diretor da instituição até 2028.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
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Economia
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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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