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Política

Transição de governo tem 939 participantes em 33 grupos técnicos; maioria é de voluntários

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Governo eleito nomeou 20 integrantes remunerados e requisitou outros 34 servidores que já recebem pela União. Por lei, equipe de Lula tem direito a até 50 nomeações com salário. As equipes de transição que preparam a posse e os primeiros meses de mandato do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), já contabilizam 939 participantes em 33 grupos técnicos. A lista atualizada foi divulgada pela transição de governo nesta segunda-feira (5).
O número total de pessoas envolvidas na transição, no entanto, é ainda maior e pode ultrapassar os mil integrantes. A lista sistematizada pelo próximo governo inclui apenas os especialistas dos grupos, mas não contabiliza as equipes administrativas nem os próprios eleitos (Lula e Geraldo Alckmin), por exemplo.
A maioria dos integrantes trabalha na transição de forma voluntária – incluindo os quase 100 parlamentares aliados do novo governo, com mandato ou eleitos para a próxima legislatura, que foram nomeados para compor os grupos.
Levantamento feito pelo g1 com base nas portarias assinadas pelo vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), indica que a transição tinha, até esta segunda:
20 integrantes remunerados;
34 integrantes nomeados “com efeitos de requisição”, ou seja, servidores federais que já recebem pela União, mas atuam temporariamente na transição de governo.
Nove dos 20 integrantes remunerados não constam na lista de integrantes dos grupos técnicos: são assessores pessoais de Lula e Alckmin ou assessores de imprensa, por exemplo.
O mesmo acontece com 32 dos 34 servidores requisitados. Eles ocupam funções técnicas – por exemplo, na interlocução entre a transição e o governo Jair Bolsonaro (PL) –, mas não são considerados formalmente como integrantes de algum dos 33 grupos.
Por lei, a transição pode nomear até 50 integrantes remunerados nesse período até a posse. Coordenador técnico dos trabalhos, o ex-ministro Aloizio Mercadante (PT) já havia adiantado que a equipe pretendia nomear um número menor de pessoas – e, com isso, destinar a verba restante ao custeio de viagens e diárias para os voluntários que indicassem essa necessidade.
Um mês após eleições, veja as recomendações já feitas pela equipe de transição de Lula
Confira, na tabela abaixo, os 939 integrantes dos grupos técnicos:
Os grupos de trabalho
O maior grupo de trabalho é o de Educação, com 55 membros – incluindo 26 coordenadores. O governo eleito vem tratando a área como uma das mais “críticas” para a nova gestão, sobretudo em razão do déficit educacional amplificado pela pandemia.
Outras áreas consideradas estratégicas pelo governo eleito também reúnem grande número de voluntários na transição. O GT de Cidades tem 51 membros, e o de Desenvolvimento Regional, outros 42.
O Ministério das Cidades foi extinto pelo governo Jair Bolsonaro (PL), e teve suas atribuições remanejadas para o Ministério do Desenvolvimento Regional. A transição de governo trata os dois temas como separados – o que pode resultar na definição de dois ministérios a partir de 2023.
Os GT de Direitos Humanos (45 membros), Povos Originários (45 membros), Justiça e Segurança Pública (40 membros) e Saúde (37 membros) também estão no “topo do ranking” em número de integrantes – não por coincidência, quatro áreas que também estiveram no centro das promessas de Lula durante a campanha.
O menor GT é o de Economia, resumido na tabela aos cinco membros anunciados inicialmente pelo vice eleito, Geraldo Alckmin (PSB). O grupo é composto pelos economistas André Lara Resende, Nelson Barbosa e Pérsio Arida, além de uma assessora administrativa e um relator.
Há, no entanto, 27 outros integrantes no GT de Planejamento, Orçamento e Gestão, e 26 no GT de Previdência Social.
Essas áreas foram concentradas pelo governo Jair Bolsonaro, desde 2019, em um “superministério” da Economia sob comando do ministro Paulo Guedes. Depois, em julho de 2021, a área de Previdência foi transferida para o recém-recriado Ministério do Trabalho.
Gleisi afirma que grupo de transição enfrenta dificuldades para conseguir dados da atual gestão
Conselho político e centro de governo
O número de 393 participantes inclui os 14 membros do Conselho Político, instância que reúne um representante de cada partido que apoiou (integral ou majoritariamente) a campanha de Lula no segundo turno. O MDB, que não anunciou apoio formal, é a única sigla com dois representantes.
São membros desse conselho: Antonio Brito (PSD), Carlos Siqueira (PSB), Daniel Tourinho (Agir), Eliziane Gama (Cidadania), Felipe Espírito Santo (Pros), Gleisi Hoffmann (PT), Guilherme Ítalo (Avante), Jader Barbalho (MDB), Jeferson Coriteac (Solidariedade), José Luiz Penna (PV), Juliano Medeiros (PSOL), Luciana Santos (PC do B), Renan Calheiros (MDB), Wesley Diogenes (Rede) e Wolnei Queiroz (PDT).
Há ainda um grupo de cinco políticos do PT que integram o “Centro de Governo”: o senador Jaques Wagner (BA), os deputados reeleitos José Guimarães (CE), Reginaldo Lopes (MG) e Márcio Macedo (SE) e o deputado eleito Lindbergh Farias (RJ).
Saiba como funciona a transição de governo

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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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