Economia
Italiana critica brasileiros por uso de leite condensado em doces e cria controvérsia nas redes; entenda
Influenciadora italiana que mora no Brasil criticou o uso de leite condensado em receitas de doces brasileir
Reprodução / Instagram
Um vídeo em que uma italiana radicada no Brasil critica o uso de leite condensado em receitas de doces brasileiro se tornou viral recentemente, meses após ter sido publicado.
Na publicação, Sharon Sburlino, do perfil @gringa.italiana, comentou a diferença entre as receitas de sobremesas brasileiras e na Itália, chamando atenção para o uso do leite condensado por aqui.
“Se você procurar um brigadeiro ou um pudim tradicional lá, você vai falhar feio”, diz no início do vídeo.
Segundo Sharon, na Itália, a “confeitaria é baseada no fresco e no equilíbrio”.
“A gente usa muito mascarpone – um queijo fresco e cremoso – a ricota, o leite fresco e frutas”, continua, para dizer, logo em seguida, que o “leite condensado para o paladar italiano é doce demais”.
“Ele mata o sabor dos outros ingredientes. Se eu coloco leite condensado em um doce de pistache, eu só vou sentir o açúcar e não o pistache da Sicília, que custou uma fortuna”, complementa a confeiteira.
A justificativa apresentada pela italiana é de que no seu país de origem, as pessoas preferem “fazer tudo do zero”. “A gente quer sentir a gordura natural do leite e não o xarope de açúcar. Não é que a gente não goste de doce. A gente só prefere que o doce venha do ingrediente, não da lata”, comenta.
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Reação apaixonada
Como sempre acontece quando algo característico do Brasil é criticado nas redes sociais por pessoas estrangeiras, a reação foi apaixonada.
Muitos usuários acabaram criticando a “falta de sabor” dos doces europeus. Também não faltaram comparações com versões abrasileiradas de sobremesas italianas, já que algumas foram adaptadas e ganharam o ingrediente “nacional”.
Outros usuários defenderam o “paladar” do brasileiro, dizendo que o uso de leite condensado nas receitas daqui incluem, também, campanhas de marketing do produto.
No meio da discussão, muitos usuários também aproveitaram para mostrar que é possível reproduzir receitas que normalmente levam leite condensado usando apenas leite e açúcar — o que, na prática, levanta uma pergunta simples: afinal, o que é leite condensado?
Usuários do Instagram reagiram à publicação.
Reprodução/Instagram
O que é leite condensado?
Da mesma forma que a crítica negativa aos doces brasileiros levou à defesa do leite condensado como ingrediente “nacional”, usuários das redes sociais também aproveitaram para mostrar que é possível fazer receitas que, normalmente, usam o produto, usando apenas leite e açúcar.
Será que é possível? A resposta é sim, afinal de contas, o leite condensado nada mais é que uma redução de leite com altas concentrações de açúcar.
No Brasil, a definição oficial do produto é regulamentada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), por meio da Instrução Normativa nº 47, de 2018.
O leite condensado chegou ao país ainda no século 19, por volta de 1890, mas ganhou popularidade no Brasil quando a marca mais famosa — que virou sinônimo do produto — instalou seu primeiro parque de produção por aqui. O Leite Moça passou a ser fabricado no Brasil pela Nestlé em 1920.
O leite condensado é usado no preparo de inúmeras receitas no Brasil.
Reprodução/ TV Globo
“Para fins deste Regulamento Técnico, leite condensado é o produto resultante da desidratação parcial do leite, leite concentrado ou leite reconstituído, com adição de açúcar, podendo ter seus teores de gordura e proteína ajustados unicamente para o atendimento das características do produto”, diz a norma em seu artigo 2º.
Portanto, leite condensado é, basicamente, leite que passou por um processo para retirar parte da água e recebeu adição de açúcar. O resultado é um produto mais espesso, doce e concentrado, com textura viscosa e aspecto levemente amarelado. Essa combinação de menos água e mais açúcar ajuda a conservar o alimento por mais tempo e dá a ele o sabor característico.
Além disso, o leite condensado precisa seguir padrões de qualidade: deve ter textura homogênea (sem “gruminhos”), sabor e odor próprios e não pode conter ingredientes como gordura vegetal ou amido.
Em resumo, é um derivado do leite concentrado e adoçado, pensado tanto para conservação quanto para uso culinário — e virou protagonista em receitas populares, de sobremesas simples a clássicos da confeitaria.
A mais popular delas é também o mais brasileiro dos doces, o brigadeiro, feito do cozimento e mais redução ainda do leite condensado com chocolate em pó e uma gordura, geralmente manteiga.
O produto é tão comum no Brasil que uma pesquisa do Ibope, realizada em 2020 chegou à conclusão de que o leite condensado estava presente na casa de 94% dos brasileiros.
Brigadeiro tradicional com raspas de chocolate: leite condensado é o ingrediente base da iguaria genuinamente brasileira.
Pamella Wojtyga
Economia
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Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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