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Economia

Famílias de vítimas processam dona do ChatGPT por massacre que deixou 8 mortos no Canadá

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Homenagem às vítimas do massacre que deixou nove mortos em uma escola de Tumbler Ridge, no Canadá, em fevereiro de 2026
Christinne Muschi/The Canadian Press via AP
Familiares das vítimas de um dos massacres mais mortais da história do Canadá entraram com um processo contra a OpenAI, dona do ChatGPT, e o CEO Altman, em um tribunal dos EUA, nesta quarta-feira (29).
No massacre ocorrido em fevereiro em Tumbler Ridge, na Colúmbia Britânica, uma atiradora matou oito pessoas, muitas deles crianças, e cometeu suicídio em seguida.
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Segundo a alegação dos familiares, a empresa identificou a atiradora, chamada Jesse Van Rootselaar, como uma potencial ameaça oito meses antes do ataque, mas não alertou a polícia.
Na semana passada, um jornal local de Tumbler Ridge publicou uma carta aberta na qual Altman disse estar “profundamente arrependido” pelo fato de a conta da atiradora não ter sido sinalizada às autoridades.
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Altman pede desculpas por não ter alertado a polícia sobre atiradora de massacre no Canadá
As ações judiciais, apresentadas no tribunal federal de São Francisco, acusam os líderes da OpenAI de não alertarem a polícia porque isso iria expor o volume de conversas relacionadas à violência no ChatGPT e poderia colocar em risco o caminho da empresa de buscar uma oferta pública inicial de quase US$ 1 trilhão.
Um porta-voz da OpenAI classificou o tiroteio como “uma tragédia” e disse que a empresa tem uma política de tolerância zero para o uso de suas ferramentas na facilitação de atos violentos.
“Como compartilhamos com as autoridades canadenses, já fortalecemos nossas salvaguardas, incluindo a melhoria de como o ChatGPT responde a sinais de angústia, conectando pessoas com suporte local e recursos de saúde mental, reforçando como avaliamos e escalamos ameaças potenciais de violência e aprimorando a detecção de reincidência de violadores de políticas”, disse o porta-voz em comunicado.
Onda de processos
Os casos fazem parte de uma onda crescente de processos acusando empresas de inteligência artificial de não prevenirem interações em chatbots que, segundo os autores, contribuem para automutilação, doenças mentais e violência.
Essas acusações são as primeiras, nos EUA, a alegar que o ChatGPT teve um papel na facilitação de um massacre.
Jay Edelson, que representa os autores do processo, disse que planeja apresentar mais duas dezenas de ações judiciais nas próximas semanas contra a OpenAI, em nome de outras pessoas impactadas pelo tiroteio.
Vítimas do ataque em escola e casa em cidade do Canadá
Divulgação/RCMP.CA
Equipe de segurança da OpenAI foi ignorada, dizem ações
Jesse Van Rootselaar, cujas interações com o ChatGPT estão no centro dos processos, atirou em sua mãe e meio-irmão em casa antes de matar uma assistente educacional e cinco alunos de 12 a 13 anos em sua antiga escola em 10 de fevereiro, segundo a polícia.
Van Rootselaar, que tinha 18 anos, cometeu suicídio em seguida.
Os autores do processo incluem familiares dos mortos na escola e uma menina de 12 anos que sobreviveu após ser baleada três vezes, mas permanece em terapia intensiva.
De acordo com uma das queixas, os sistemas automatizados da OpenAI, em junho de 2025, sinalizaram conversas no ChatGPT nas quais a atiradora descrevia cenários de violência armada.
Membros da equipe de segurança recomendaram contatar a polícia após concluírem que ela representava uma ameaça crível e iminente de dano, segundo a queixa, que cita um artigo do Wall Street Journal de fevereiro sobre discussões internas da empresa.
Mas Sam Altman e outros líderes da OpenAI teriam ignorado a recomendação da equipe de segurança e a polícia nunca foi chamada, alega o processo.
A conta da atiradora foi desativada, mas ela conseguiu criar uma nova conta e continuar usando a plataforma para planejar o ataque, afirma o processo.
Após a publicação do artigo do Wall Street Journal, a empresa disse que a conta foi sinalizada por sistemas que identificam “usos indevidos de nossos modelos para atividades violentas”, mas que as questões não atenderam aos critérios internos para notificação às autoridades.
Em um blog publicado na terça-feira (28), a OpenAI disse que treina seus modelos para recusar solicitações que possam “facilitar significativamente a violência” e notifica as autoridades quando conversas sugerem “um risco iminente e crível de dano a outros”, com especialistas em saúde mental ajudando a avaliar casos limítrofes.
A empresa afirmou que continuamente aprimora seus modelos e métodos de detecção com base no uso e em opiniões de especialistas.
Os processos buscam uma quantia não revelada publicamente em indenizações e uma ordem judicial exigindo que a OpenAI reformule suas práticas de segurança, incluindo protocolos obrigatórios de notificação às autoridades.
Uma das vítimas inicialmente entrou com uma ação no Canadá, mas desistiu e acabou decidindo processar na Califórnia, segundo Edelson.
OpenAI enfrenta ações na Justiça
Os processos relacionados ao tiroteio em Tumbler Ridge ocorrem após várias ações judiciais terem sido movidas contra a OpenAI em tribunais estaduais e federais dos EUA nos últimos meses, alegando que o ChatGPT facilitou comportamentos prejudiciais, suicídio e, em pelo menos um caso, um assassinato seguido de suicídio.
Os processos, que ainda estão em fases iniciais, pressionarão os tribunais a lidar com o papel que uma plataforma de IA pode desempenhar na promoção da violência e se a empresa pode ser responsabilizada por suas ações ou pelas ações de seus usuários.
A OpenAI negou as alegações nos processos, argumentando, no caso do assassinato-suicídio, que o autor tinha um longo histórico de doença mental.
O procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, anunciou no início deste mês uma investigação criminal sobre o papel do ChatGPT em um tiroteio ocorrido em 2025 na Universidade Estadual da Flórida.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Economia

Governo propõe aumentar limite do MEI para R$ 140 mil e ampliar contratação de funcionários

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Simples Nacional.
Simples Nacional/Divulgação
Um projeto de lei complementar enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (29) propõe ampliar o limite de faturamento anual do Microempreendedor Individual (MEI) e permitir a contratação de até dois funcionários.
A proposta prevê um reajuste progressivo do teto, que hoje é de R$ 81 mil por ano. Pelo texto, o limite passará para R$ 110 mil em 2027 e chegará a R$ 140 mil em 2028. A medida atinge mais de 13 milhões de microempreendedores registrados no país.
Agora no g1
O projeto foi entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e faz parte de uma articulação do governo federal para atualizar as regras do regime simplificado.
Atualmente, o teto do MEI não é reajustado desde 2018. Segundo o governo, a defasagem acumulada ao longo dos anos — causada pela inflação e pelo aumento natural das receitas — tem dificultado a permanência de empreendedores na categoria.
A proposta busca justamente evitar que pequenos negócios precisem migrar para regimes tributários mais complexos à medida que crescem. Com o novo modelo, a ideia é permitir que os empreendedores ampliem suas atividades sem sair da formalização.
Além do aumento do teto, o projeto também altera as regras de contratação. Hoje, o MEI pode ter apenas um funcionário. Com a mudança, será possível contratar até dois empregados, o que, na avaliação do governo, deve dar mais flexibilidade à organização dos negócios e estimular a geração de empregos formais.
O ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, afirmou que a iniciativa tem caráter estratégico para a economia.
“Esse conjunto de medidas foi construído para remover obstáculos, ampliar oportunidades e dar condições para que milhões de empreendedores possam crescer, contratar e prosperar”, disse.
A proposta foi elaborada em conjunto com os ministérios da Fazenda, do Planejamento e Orçamento e da Gestão e Inovação em Serviços Públicos.
Agora, o texto começa a tramitar no Congresso e ainda precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado antes de entrar em vigor.
Simples Nacional
Criado em 2006, o Simples Nacional tem por objetivo de estimular as pequenas empresas. O regime especial consiste na unificação de alguns tributos com alíquota mais favoráveis para o empreendedor.
A reforma tributária sobre o consumo, aprovada em 2023, não alterou os limites de enquadramento das empresas do Simples e do MEI.
Atualmente, podem aderir ao Simples:
microempreendedor individual que fatura até R$ 81 mil por ano;
transportador autônomo de cargas que fatura até R$ 251,6 mil por ano;
microempresas com até R$ 360 mil por ano; e
empresas de pequeno porte com até R$ 4,8 milhões anuais.
De acordo com estimativas da Receita Federal, o governo vai deixar de arrecadar R$ 136 bilhões em 2026 com o Simples Nacional.

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