Economia
Grupo Pão de Açúcar fecha acordo com credores para renegociar dívida de R$ 4,57 bilhões
Raízen e Grupo Pão de Açúcar pedem recuperação extrajudicial
O Grupo Pão de Açúcar anunciou, na noite de terça-feira (6), que concluiu a renegociação com credores do plano de recuperação extrajudicial referente a uma dívida de R$ 4,57 bilhões.
Segundo o comunicado, o grupo espera reduzir em mais de 50% o valor total das obrigações incluídas no plano ao longo do tempo, além de alongar o prazo médio de pagamento para 6,4 anos e diminuir o custo médio da dívida.
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Entre as medidas previstas, o plano inclui a reestruturação de créditos em debêntures conversíveis — títulos de dívida que podem ser transformados em ações da empresa —, no valor de até R$ 1,1 bilhão, além de um novo financiamento para a companhia, de até R$ 200 milhões.
A nova versão do plano contou com o aval de credores que representam 57,49% dos créditos incluídos, informou o grupo.
O plano foi aprovado pelo conselho de administração e será protocolado na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo.
“Como resultado dessas medidas, o plano de recuperação extrajudicial proporcionará liquidez relevante e reduzirá em mais de R$4 bilhões os desembolsos a serem realizados pela companhia nos próximos dois anos, aliviando o fluxo de caixa no período,” disse o GPA.
“O plano firmado nesta data permitirá uma solução estruturada para os desafios financeiros da companhia, ao tratar ao mesmo tempo da liquidez no curto prazo e da sustentabilidade financeira no longo prazo.”
O GPA acrescentou que suas operações seguem saudáveis e que a empresa está em dia com suas obrigações com fornecedores.
Entenda a crise
O Grupo Pão de Açúcar enfrenta uma crise financeira desde 2022, com prejuízos recorrentes causados principalmente pela queda no consumo, alta da inflação de alimentos e juros elevados, que encareceram suas dívidas. (saiba mais aqui)
A empresa também foi impactada por custos com mudanças de gestão, pagamento de dívidas fiscais e trabalhistas e fechamento de lojas com baixo desempenho. Mesmo com alguma melhora recente, o GPA continuou no vermelho.
No fim de 2025, o grupo acumulava um déficit de cerca de R$ 1,2 bilhão, pressionado por dívidas com vencimento próximo, e chegou a alertar o mercado sobre dúvidas em relação à sua capacidade de continuar operando no longo prazo.
Diante desse cenário, a empresa passou a adotar medidas para reorganizar as finanças, como renegociar dívidas, reduzir custos e buscar reforço de caixa, culminando no plano de recuperação extrajudicial.
*Com informações da Reuters
Grupo GPA, responsável pela rede de supermercados Pão de Açúcar
Divulgação
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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