Economia
Instagram e Facebook vão analisar estrutura óssea para verificar idade de menores no Brasil
Criança mexendo no celular com as redes sociais visíveis no aparelho.
Unsplash/Sanket Mishra
A Meta anunciou na terça-feira (5) que vai usar IA para analisar imagens de usuários e verificar se eles são menores de idade no Instagram e no Facebook. A tecnologia vai “ler” características como altura e estrutura óssea para identificar contas de pessoas com menos de 13 anos. A novidade chega ao Brasil, nos EUA e na União Europeia.
➡️ A Meta afirma que é preciso ter ao menos 13 anos para criar uma conta no Instagram e no Facebook.
Segundo a empresa, o sistema não fará reconhecimento facial, ao contrário de outras redes que usam esse tipo de tecnologia para verificar a idade dos usuários. Muitas plataformas passaram a exigir selfies ou documentos de identificação em meio à pressão por medidas que reforcem a segurança de crianças e adolescentes online.
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“Essa tecnologia permite que nossa IA escaneie fotos e vídeos em busca de pistas visuais sobre a idade de uma pessoa que o texto possa não perceber. Nossa IA analisa temas gerais e pistas visuais, por exemplo altura ou estrutura óssea, para estimar a idade geral de alguém”, afirmou a empresa.
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A Meta explica que a IA fará uma análise do perfil do usuário “em busca de pistas contextuais”. Como exemplo, a empresa cita publicações sobre aniversários e até menções a notas escolares.
“Buscamos esses sinais em vários formatos, como postagens, comentários, biografias e legendas, e continuamos expandindo essa tecnologia para partes adicionais dos nossos aplicativos como Instagram Reels, Instagram Live e grupos do Facebook”, explicou.
Caso a Meta identifique que a conta pertence a um menor de idade, ela será desativada, e o usuário precisará enviar um comprovante de idade para evitar a exclusão.
A companhia diz que saber a idade de alguém no ambiente online ” é um desafio complexo e de toda a indústria” e cita casos em que alguns menores informam um aniversário de adulto ao criar uma conta em rede social. Por isso, diz estar usando tecnologia sofisticada para identificar essas pessoas.
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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