Economia
Ministro diz que grupo de trabalho com os Estados Unidos para evitar novas tarifas já iniciou tratativas
Ministro diz que grupo de trabalho com os EUA para evitar novas tarifas já iniciou tratativas
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou nesta sexta-feira (8) que o grupo de trabalho criado entre Brasil e Estados Unidos para discutir tarifas comerciais começou oficialmente os trabalhos.
“O grupo de trabalho começou hoje, hoje eu mandei uma mensagem de WhatsApp para o Greer, dizendo ‘ontem a conversa foi boa e vai ser melhor ainda no futuro’, porque quando nós saímos da reunião, tanto ele quanto o próprio presidente Trump, ele me deu o cartão com o WhatsApp para o presidente Trump, falou, baixe as tarifas, estava brincando comigo”, afirmou o ministro.
Em entrevista à GloboNews, o ministro disse que convidou o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, para uma videoconferência na próxima semana, possivelmente na terça-feira (12).
“Eu mandei a mensagem convidando para uma conversa já na terça-feira (12) por videoconferência, se for possível, terça ou quarta-feira (13). Na segunda-feira (11), eu tenho uma reunião no Palácio Planalto com o presidente Lula, alinhamento de alguns detalhes que eu estou levantando”, disse.
Márcio Elias Rosa integrou a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizada nesta quinta-feira (7), em Washington.
“É óbvio que nós vamos ter que, no próximo capítulo, discutir concretamente o que eles querem de redução [de tarifas] e ali vamos precisar entender se é possível ou não”, afirmou.
Segundo o ministro, o governo brasileiro pretende manter o diálogo para compreender quais são os pontos que levam os norte-americanos a avaliarem que o Brasil pratica tarifas elevadas sobre produtos importados.
“Agora, óbvio que se nos for apresentado argumento factível de necessidade de revisão, de realinhamento, nós temos que ter boa vontade”, disse.
O ministro também destacou que, atualmente, 74% da pauta de importações brasileiras vindas dos Estados Unidos não pagam imposto de importação.
“Tanto que o Brasil é deficitário na relação comercial com os Estados Unidos”, afirmou.
Apesar disso, Márcio Elias Rosa avaliou que o déficit comercial não representa um problema, já que existe complementaridade entre os investimentos e as economias dos dois países.
Trump e Lula durante encontro na Casa Branca, em 7 de maio de 2026. Márcio Elias Rosa logo atrás (gravata cinza)
Presidência da República
Lula e Trump
Lula se reuniu na quinta-feira (7) com Trump, em Washington, em uma conversa descrita por ambos como positiva. O encontro durou cerca de três horas e teve como foco a retomada e o fortalecimento da relação entre os dois países, especialmente nas áreas comercial e de investimentos.
A questão das tarifas também entrou na pauta. Embora Lula tenha evitado detalhar negociações específicas, ele indicou que houve disposição para tratar de barreiras comerciais e de medidas que afetam exportações brasileiras.
A leitura do governo é que o diálogo abre caminho para reduzir tensões e dar mais previsibilidade ao comércio bilateral.
Ao final do encontro, Lula avaliou que a conversa representou um “passo importante” para consolidar a relação entre Brasil e Estados Unidos.
Trump, por sua vez, afirmou em rede social que a reunião foi “muito boa” e elogiou o presidente brasileiro, sinalizando que novos encontros devem ocorrer em breve.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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