Economia
Após retomada, Avibras é credenciada como empresa estratégica de defesa
Avibras
Reprodução/ TV Vanguarda
O Ministério da Defesa credenciou a Avibras Aeroco como Empresa Estratégica de Defesa (EED), segundo portaria publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (27).
A medida inclui a empresa de Jacareí na lista oficial de companhias consideradas estratégicas para a Base Industrial de Defesa brasileira. O reconhecimento foi oficializado por meio de portaria assinada pelo ministro da Defesa, José Mucio Monteiro Filho.
A classificação é dada pelo Ministério da Defesa e funciona como um selo para empresas consideradas essenciais à soberania nacional.
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Na prática, indica que a empresa tem tecnologia e capacidade consideradas críticas para o país, e dá acesso a compras públicas direcionadas, programas estratégicos e incentivos à inovação e defesa.
Agora no g1
A Avibras Aeroco é a nova denominação da antiga Avibras Indústria Aeroespacial, que retomou as atividades neste mês após anos de crise financeira e paralisação das operações.
Em nota, a empresa afirmou que o credenciamento “evidencia a relevância da empresa para a Base Industrial de Defesa brasileira e para o fortalecimento da soberania nacional”.
“As Empresas Estratégicas de Defesa desempenham papel relevante no desenvolvimento científico e tecnológico do país, além de contribuírem para a preservação da segurança e da defesa nacional diante de ameaças externas”, informou a companhia.
Segundo a Avibras Aeroco, o reconhecimento representa “mais um avanço na consolidação” da empresa, que atua no desenvolvimento de soluções estratégicas e inovadoras voltadas ao setor de defesa e aeroespacial.
O g1 procurou o Ministério da Defesa para entender quais critérios são considerados para a concessão do credenciamento e quais os impactos práticos da classificação como Empresa Estratégica de Defesa, mas não havia recebido retorno até a última atualização desta reportagem.
Retomada das atividades
A Avibras retomou oficialmente as atividades no dia 4 de maio, em Jacareí, após mais de três anos de crise financeira, greve e paralisação da produção.
Na ocasião, os funcionários voltaram gradualmente ao trabalho após um acordo firmado entre a empresa e o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e região para o pagamento das dívidas trabalhistas.
A paralisação dos trabalhadores começou em setembro de 2022 por falta de pagamento de salários e durou cerca de 1.280 dias, sendo considerada uma das mais longas do país.
Neste novo momento, a empresa passou a operar sob o nome Avibras Aeroco e voltou a ser comandada por Sami Hassuani, que já presidiu a companhia anteriormente.
Segundo a empresa, a proposta é retomar as operações com foco em crescimento sustentável e expansão para novos mercados.
Avibras em Jacareí, SP
André Luís Rosa/ TV Vanguarda
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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