Economia
SpaceX define preço de US$ 135 por ação para estreia na bolsa americana
Nave Starship, da SpaceX, durante seu 12º voo
Reuters/Steve Nesius
A SpaceX anunciou publicamente, nesta quarta-feira (3), o preço de US$ 135 por ação para sua oferta pública inicial (IPO) na bolsa de Nova York, rompendo com o modelo tradicional de definição de preços de Wall Street e destacando a intenção de Elon Musk de captar valores recordes do seu próprio modo.
🔎 Um IPO (Initial Public Offering) é a primeira oferta pública de ações de uma empresa. A operação marca a entrada da companhia na bolsa e permite que investidores passem a negociar seus papéis no mercado.
A decisão da empresa de divulgar o preço uma semana antes da oferta, algo raro entre grandes IPOs nos Estados Unidos, reforça a imagem de Musk no mercado financeiro como um empreendedor ousado e bem-sucedido.
A empresa pretende captar US$ 75 bilhões, o maior valor já obtido em um IPO, o que a avaliaria em US$ 1,75 trilhão e a colocaria imediatamente entre as dez empresas mais valiosas dos Estados Unidos.
A empresa começará na quinta-feira da próxima semana (10) a apresentação a investidores, com a definição final do preço prevista para 11 de junho; a negociação das ações na Nasdaq deve começar no dia seguinte.
Agora no g1
Musk também vem mudando práticas comuns em IPOs da SpaceX de várias maneiras, como ao propor maior participação de investidores individuais na distribuição das ações, defender uma inclusão mais rápida em índices e organizar a governança para manter forte controle do fundador.
“Nada neste IPO é normal em qualquer aspecto, mas, por outro lado, este é o maior IPO da história, então talvez isso não seja surpreendente”, disse um investidor que planeja comprar ações na oferta.
Levando à estrada
O roadshow é a etapa em que empresas e bancos consultam investidores para definir uma faixa de preço para a venda de ações. Esse processo valoriza tanto o relacionamento dos bancos com potenciais investidores quanto sua leitura do mercado para a oferta.
Após uma série de reuniões preliminares com investidores antes do roadshow, a SpaceX indicou buscar uma avaliação de cerca de US$ 1,75 trilhão, enquanto parte do mercado apontava para US$ 1,5 trilhão ou menos.
Os planos da empresa, incluindo o valor a ser captado, podem mudar à medida que uma nova rodada de conversas com investidores se inicia, segundo fontes ouvidas pela Reuters.
Em Wall Street, houve uma corrida para garantir participação na operação, impulsionada pela reputação de Musk e pelo potencial de geração de milhões de dólares em taxas. Um investidor afirmou que há a percepção de que grandes instituições estão “se posicionando antecipadamente” ao dizer que investiram cedo — o que reflete e reforça o poder de influência de Musk sobre o mercado.
Outros aspectos da oferta da SpaceX também chamam atenção. Grandes bancos internacionais, como Mizuho, Deutsche Bank, UBS e Barclays, foram incentivados a focar na atração de investidores pessoas físicas de alta renda em seus países.
No passado, esse público recebia menos atenção, já que os bancos priorizavam o retorno de grandes gestoras de ativos, como a Fidelity Investments, e de fundos hedge, como a Citadel.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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