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Política

De Pelé a Neymar: como futebol e política no Brasil se cruzam nas Copas do Mundo

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Antes mesmo da bola rolar, a relação entre futebol e política ficou evidente. Após Carlo Ancelotti convocar Neymar, o Partido Liberal (PL) publicou nas redes sociais um vídeo produzido com inteligência artificial que associa a imagem do jogador à do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República.
Na publicação, o PL afirmava que “Flávio é Neymar e Neymar é Flávio”. O senador também compartilhou uma foto ao lado do atleta comemorando a convocação. Neymar não se manifestou publicamente sobre a postagem do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Hoje em dia os atletas são muito mais do que jogadores. Eles também são celebridades. E o Neymar é, sem dúvida, o grande atleta da geração brasileira”, afirma Bruna Barenco, mestre e doutoranda em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF).
Sem citar nomes de jogadores, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse após o anúncio da convocação que o Brasil tem chances de conquistar o hexa, mas vive uma fase sem grandes ídolos no futebol.
“Lamentavelmente, a gente não está em uma fase de produção de tantos gênios do futebol como tivemos nas seleções de 58, 62 e 70. A seleção pode ser campeã do mundo, mas o problema é que nossa seleção não tem mais nenhum ídolo”, afirmou durante participação no programa Sem Censura, da TV Brasil.
Segundo a especialista, o contexto eleitoral intensifica ainda mais o impacto político do futebol. “No Brasil, todo ano [desde 1994] de Copa é ano de eleição. Então o futebol ganha uma importância muito maior. Tudo o que esses jogadores falam ou fazem acaba tendo impacto político também”, explica.
No encontro com Donald Trump, em 7 de maio, Lula brincou sobre os vistos dos jogadores brasileiros para entrar nos Estados Unidos durante a Copa de 2026.
“Espero que você não anule o visto dos jogadores da seleção brasileira, porque a gente vai vir para ganhar a Copa do Mundo”, disse.
A cada quatro anos, futebol e política têm um encontro marcado, seja qual for o presidente e a sua inclinação ideológica.
Para Carlos Fico, historiador, pesquisador do CNPq e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), “só um governo pouco habilidoso não se aproveitaria desse tipo de eventual conquista”.

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A Copa de Pelé e Garrincha
Na Copa de 1958, Juscelino Kubitschek era o presidente da República. O Brasil vivia os chamados “Anos Dourados”, marcados pelo avanço da indústria, pela construção da nova capital federal em Brasília e as obras arquitetônicas de Oscar Niemeyer – e pela explosão da Bossa Nova no Rio de Janeiro.
O futebol, por sua vez, também entrou no clima de otimismo. Sediada na Suécia, a Copa do Mundo foi conquistada pela primeira vez pelo Brasil. Craques como Pelé e Garrincha conquistaram o mundo e ganharam o respeito da presidência.
Com grande festa com direito a vinho na taça Jules Rimet, JK recebeu os atletas no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro. O pronunciamento fazia referência às ideias de Gilberto Freyre, que defendia a formação de uma identidade nacional baseada na miscigenação racial.
Além disso, a conquista simbolizava o fim do “Complexo de Vira-lata”, termo cunhado por Nelson Rodrigues após a derrota para o Uruguai na final da Copa de 1950. O escritor buscava explicar a tendência do povo brasileiro de se colocar em posição de inferioridade em relação ao restante do mundo.
Presidente Juscelino Kubitschek levanta a taça conquistada na Copa do Mundo de 1958
Acervo Nacional
Dobradinha brasileira
Muitos não sabiam, mas a segunda Copa do Mundo vencida pelo Brasil, a de 1962, seria a última, em muito tempo, em que os brasileiros teriam um presidente escolhido diretamente pelo voto popular– com João Goulart no poder, após a renúncia de Jânio Quadros em 1961.
“A Copa de 1962, com a dobradinha, vem para solidificar essa ideia de que o Brasil definitivamente está incluído na dinâmica global, não só no futebol, mas também na dinâmica mundial de poder”, comenta Bruna.
Com Pelé lesionado e Garrincha suspenso antes da final, por um momento o sonho do bicampeonato pareceu ameaçado. Foi então que o governo entrou em cena.
João Goulart sabia a importância da conquista para o país e para o próprio governo. Por isso, convocou o primeiro-ministro da época, Tancredo Neves, para escrever uma carta à Fifa e ao presidente do Chile, onde acontecia o campeonato, pedindo que Garrincha pudesse jogar a final.
“Dirigentes brasileiros contaram com o apoio de Tancredo Neves, então primeiro-ministro do país, para enviar uma carta ao presidente do Chile pedindo a absolvição do jogador. Garrincha acabou liberado para disputar a final, o que mostra a dimensão e a importância que a conquista de uma Copa do Mundo tinha para o Brasil”, lembra a especialista.
“Pra Frente, Brasil”
O Golpe Militar de 1964 mudou completamente a relação entre futebol e política no país. Entre 1964 e 1985, o Brasil viveu um período marcado por censura, repressão, violência e violações de direitos humanos cometidas por agentes do Estado. João Goulart foi deposto, dando lugar ao governo de Humberto Castello Branco.
Não foi apenas na política que os militares interferiram. O futebol também passou a ser utilizado como instrumento de propaganda institucional. Em 1969, Emílio Garrastazu Médici assumiu a Presidência e decidiu usar o esporte para promover o governo.
“O presidente era muito ligado ao futebol. Ele ia às partidas e dizia que torcia para o Grêmio no Rio Grande do Sul e para o Flamengo no Rio de Janeiro. Ele frequentava o Maracanã”, explica Bruna.
A vitória na Copa de 1970 ajudou a alimentar propagandas ufanistas de um Brasil vencedor e imparável, em meio ao auge do chamado “Milagre Econômico”, período de forte crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. A Marcha “Pra Frente, Brasil”, composta por Miguel Gustavo e Raul de Souza, virou símbolo daquele momento nacionalista.
Pelé em recepção no Palácio do Planalto após a conquista da Copa do Mundo de 1970
Acervo/TV Globo
“Poucas vezes a relação entre política e futebol foi tão explícita quanto durante a ditadura militar. Em 1958, por exemplo, essa interferência ainda era menor do que em edições posteriores, como em 1970. Ainda assim, a conquista da seleção brasileira já era vista como uma vitória do próprio país e de um projeto de nação”, assegura Bruna.
Apesar da repercussão da música, o historiador Carlos Fico, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pesquisador do CNPq, afirma que o sucesso da canção não significava necessariamente apoio popular ao regime.
“A música tinha características de ‘música-chiclete’ e de música patriótica, quase marcial, como um hino. Com o desempenho da seleção em 1970, se tornou um grande sucesso. Isso não significa que a população tenha embarcado, necessariamente, na ideia de unidade nacional pretendida pela propaganda oficial”, afirma.

Carlos Alberto Torres, capitão da seleção em 1970, com Emílio Garrastazu Médici, presidente da ditadura
Acervo/TV Globo
“Ele escala o ministério, eu escalo a seleção”
A 72 dias da estreia da Copa do Mundo de 1970, João Saldanha foi demitido do cargo de técnico da seleção brasileira por João Havelange, então presidente da Confederação Brasileira de Desportos.
O episódio que teria provocado a queda do treinador aconteceu após uma entrevista em que Saldanha foi questionado sobre a suposta pressão do então presidente Médici para convocar o jogador Dadá Maravilha. O técnico respondeu de forma irônica.
Ele disse que o presidente tinha o direito de opinar como torcedor, mas que nem Saldanha escalava o ministério, nem Médici escalava a seleção brasileira.
Saldanha, que tinha posicionamentos de esquerda e era ligado ao Partido Comunista Brasileiro, acabou deixando o comando da seleção e foi substituído por Zagallo, que convocou Dadá.
A nova moeda e o tetra
A redemocratização ainda era recente, o impeachment de Fernando Collor havia abalado o cenário político nacional e o país buscava a estabilização da economia com o Plano Real, lançado naquele mesmo ano.
“Em 1994, o futebol começava a tentar se afastar da política e criar essa imagem de que o esporte existia separado dela. Era um contexto completamente diferente das Copas anteriores”, comenta Bruna.
O time liderado por Romário, Bebeto, Dunga e Taffarel ficou marcado pela solidez defensiva e por vitórias magras, o que gerou debates sobre a identificação da torcida com aquela seleção.
Seleção brasileira venceu a copa de 1994
Reprodução/Memória Globo
“Existem discussões sobre por que a seleção de 1994 não é tão querida popularmente quanto outras que nem ganharam a Copa, como a de 1982. A questão está muito ligada à identificação. O torcedor brasileiro queria vencer, mas também queria se reconhecer naquela forma de jogar”, diz Bruna.
A conquista da Copa de 1994 ajudou a reforçar o sentimento de unificação nacional em um ano de incertezas na política e na economia. O país sofria com a hiperinflação e com a morte de Ayrton Senna, um dos maiores ídolos do esporte do país.
Copa de 2002
O pentacampeonato conquistado na Coreia do Sul e no Japão aconteceu em um Brasil muito diferente daquele de 1994. O país já colhia os frutos da estabilização da economia. O presidente era Fernando Henrique Cardoso.
Apesar da conquista, a relação entre Fernando Henrique Cardoso e o futebol era mais distante do que em governos anteriores.
“O FHC tinha uma postura mais séria e uma relação mais distante do futebol, apesar de receber a delegação brasileira. Existe até a imagem clássica do Vampeta descendo a rampa do Planalto dando cambalhotas”, relembra.
O título mundial também coincidiu com um momento importante da política brasileira. Meses depois da conquista, Lula venceria as eleições presidenciais pela primeira vez.
“Existia uma ideia de que o Brasil estava entrando em uma nova fase. O país era o primeiro pentacampeão do mundo e havia um clima de muito otimismo em relação ao futuro”, comenta Bruna.
Segundo ela, a relação entre futebol e política não desapareceu com o fim da ditadura.
“Muitas vezes se fala da relação entre futebol e política apenas durante governos autoritários, mas os governos democráticos também utilizam o futebol politicamente, talvez de maneira menos direta. A presença dos presidentes nas comemorações e as interações com jogadores mostram isso”, conclui.
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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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