Economia
Wikipedia não vai permitir que IA edite artigos diretamente na plataforma, diz fundador
Wikipédia descarta permitir edições por IA e cita risco de informações falsas geradas por sistemas automatizados.
Foto de Ismail Aslandag / ANADOLU / Anadolu via AFP
A Wikipédia não confia o suficiente na inteligência artificial para permitir que ela edite artigos diretamente na plataforma, afirmou nesta segunda-feira (22) o cofundador da enciclopédia online, Jimmy Wales.
Segundo Wales, o principal problema são as chamadas “alucinações” da IA, quando sistemas apresentam informações falsas com aparente convicção. Embora os modelos mais recentes tenham reduzido esse tipo de erro, a falha ainda é “muito, muito grave”, disse ele durante um evento sobre ação climática em Londres.
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O fundador da Wikipédia afirmou, porém, que ferramentas de IA podem ser úteis para ajudar a comunidade formada por milhões de editores a identificar notícias e temas muito específicos que poderiam passar despercebidos.
“Não permitiríamos que ela editasse diretamente porque ainda não é possível confiar o suficiente”, afirmou.
Ao mesmo tempo, plataformas de inteligência artificial utilizam amplamente o conteúdo da Wikipédia para responder às perguntas dos usuários.
Segundo Wales, isso contribuiu para o aumento de acessos ao site por robôs de IA, enquanto o tráfego de visitantes humanos registrou queda de 8%.
Integrante do conselho da Wikimedia Foundation, entidade que mantém a Wikipédia, Wales classificou a redução de visitantes humanos como “relevante”, mas afirmou que ela não representa um problema crítico para a enciclopédia, que segue entre os dez sites mais visitados do mundo.
Criada em 2001, a Wikipédia depende de doações dos usuários e, por isso, seu modelo de financiamento não está diretamente ligado ao volume de acessos.
Wales também defendeu que empresas de IA contribuam financeiramente com a plataforma. Segundo ele, o grande volume de consultas feitas por sistemas automatizados gera custos reais para a manutenção da infraestrutura de servidores.
O fundador afirmou que a Wikipédia já firmou acordos com várias gigantes de tecnologia e começou a bloquear empresas que, segundo ele, não estão cumprindo as regras de uso da plataforma.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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