Política
Rio vira ponto estratégico para as eleições presidenciais e entra na mira de Lula e Flávio Bolsonaro
O Rio de Janeiro é visto como estratégico pelas pré-campanhas do PT e do PL para as eleições presidenciais deste ano. Enquanto o PT avalia que pode obter um resultado melhor devido ao desgaste de ex-governadores ligados à direita, o PL aposta em associar a imagem de Eduardo Paes ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mirando o eleitorado mais conservador do interior do estado.
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Petistas avaliam que, diferentemente de seu pai, Jair Bolsonaro, que nunca teve atuação política diretamente ligada ao Rio de Janeiro por ter exercido mandato apenas como deputado federal, Flávio Bolsonaro (PL) foi deputado estadual e é mais conhecido pelos eleitores fluminenses, o que poderia resultar em uma rejeição maior.
Outros fatores que alimentam o otimismo petista são a consolidação do ex-prefeito da capital Eduardo Paes (PSD) nas pesquisas e a promessa de oferecer palanque a Lula. Integrantes do partido não enxergam sinais de que Paes pretenda se desvincular do presidente para ampliar sua votação entre eleitores de direita.
O Rio de Janeiro enfrenta um vácuo de poder no Executivo desde a renúncia de Cláudio Castro, em março deste ano. Sem vice-governador e com o ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar, sendo investigado, o comando do estado passou para o desembargador do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), Ricardo Couto.
Outro aspecto considerado positivo pelo PT é o fato de o governador interino do estado ser Couto, contrariando os planos do PL, que desejava ver o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas (PL), no cargo. Ruas é atualmente o candidato de Flávio Bolsonaro ao governo estadual.
Há no Supremo Tribunal Federal (STF) um impasse sobre a realização de novas eleições suplementares no estado, o que prejudicou os planos do PL de ter Douglas Ruas como governador interino.
O fato de o partido não ter conseguido emplacar seu aliado no cargo retirou do PL o controle da máquina estadual, o que, na avaliação de petistas, favorece tanto Eduardo Paes quanto Lula. O presidente já participou de eventos ao lado de Ricardo Couto.
Integrantes do PL reconhecem a importância do Rio de Janeiro para Flávio Bolsonaro, por ser considerado o berço do bolsonarismo, e admitem que a ausência de Douglas Ruas no governo interino dificulta os planos da legenda. Ainda assim, esse grupo acredita que o cenário pode ser revertido por meio de uma forte atuação no interior fluminense, região vista como mais conservadora.
A avaliação é que Douglas Ruas pode repetir o desempenho de Alexandre Ramagem na eleição municipal. Embora Ramagem não tenha vencido a disputa, obteve cerca de 30% dos votos, mesmo sem ter amplo conhecimento junto ao eleitorado. Integrantes do partido acreditam que Ruas pode seguir trajetória semelhante.
PL quer atrelar Eduardo Paes a Lula
O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), admitiu que a campanha do partido ao governo do Rio de Janeiro deve caracterizar Eduardo Paes como um “soldado de Lula”, já que a legenda avalia que o presidente enfrenta elevada rejeição no estado.
Também há otimismo em relação à imagem de Douglas Ruas. Integrantes do PL avaliam que ele não está fortemente associado ao ex-governador Cláudio Castro nem às investigações envolvendo o Banco Master. Por isso, acreditam que esses episódios não terão impacto relevante sobre a campanha de Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro.
Romeu Zema e Ronaldo Caiado também apostam no RJ
Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) também veem o Rio de Janeiro como um palanque importante.
Zema tem produzido materiais de pré-campanha no estado, especialmente em defesa da privatização da Petrobras. Em um dos vídeos, gravado em frente à sede da empresa, o governador mineiro defende a venda da estatal. Ele também busca ampliar sua presença política no Rio por meio da participação em reuniões e eventos recentes.
Já Caiado conta com Eduardo Paes, também filiado ao PSD, como candidato ao governo estadual. Sua pré-campanha prevê a construção de um palanque em apoio ao ex-prefeito da capital.
Segundo integrantes do partido, há uma avaliação de que Paes não deverá defender Lula com tanta intensidade durante a campanha, já que precisará atrair também eleitores de direita. Caiado, por sua vez, acredita que terá o apoio de lideranças fluminenses, entre prefeitos e deputados estaduais, e pretende enfatizar aquilo que considera sua principal bandeira: a segurança pública.
GloboPop: veja os vídeos do palco da Andréia Sadi
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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