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Política

Haddad anuncia mais dois nomes para a futura equipe do Ministério da Fazenda

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Anúncios desta quarta completam cargos principais dentro da equipe que toma posse no domingo. Tatiana Rosito cuidará de Assuntos Internacionais, e Fernanda Santiago, de assuntos jurídicos. Futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anuncia Tatiana Rosito (centro) e Fernanda Santiago (direita) como secretárias
YouTube/Reprodução
O futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), anunciou nesta quarta-feira (28) mais dois nomes que vão compor a sua equipe ministerial a partir do próximo ano.
Ele anunciou:
Tatiana Rosito, servidora do Ministério das Relações Exteriores, para comandar a Secretaria de Assuntos Internacionais; e
Fernanda Santiago, servidora da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), para chefiar a Assessoria Especial de Assuntos Jurídicos.
Antes, o futuro ministro já havia anunciado:
Gabriel Galípolo como secretário-executivo;
Bernard Appy como assessor especial para a reforma tributária;
Rogério Ceron para o Tesouro Nacional;
Robinson Barreirinhas para a Receita Federal;
Guilherme Mello para a Secretaria de Política Econômica;
Marcos Barbosa Pinto para a Secretaria de Reformas Econômicas; e
Anelize De Almeida para a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).
Com os anúncios desta quarta, os principais cargos dentro do futuro Ministério da Fazenda já foram preenchidos. Falta ainda anunciar os presidentes das estatais que ficarão sob o guarda-chuva da pasta.
Haddad afirmou que Fernanda e Tatiana foram indicações das próprias carreiras para ocupar o ministério. Segundo o futuro ministro, elas foram “muito bem” recomendadas e farão interface com outros ministérios e órgãos do governo federal
Ainda segundo Haddad, Tatiana Rosito vai para a Fazenda devido à sua experiência com a China.
“Tatiana morou dez anos na China. A última função que ela exerceu foi justamente em relação ao Banco do Desenvolvimento [dos Brics], atual NDB]. Então, estamos trazendo uma pessoa que tem larga experiência em China, em Brics”, afirmou.
A indicação dela foi acordada com o futuro ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Tradicionalmente, a secretaria de Relações Internacionais da Fazenda atua em parceria com o Itamaraty nas relações comerciais internacionais do Brasil.
Bancos
A expectativa é que o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, anuncie nos próximos dias os nomes para a Caixa Econômica Federal e para o Banco do Brasil, que ficarão vinculados à Fazenda.
Também ficarão vinculads à pasta de Haddad os demais bancos públicos, como o Banco da Amazônia e o Banco do Nordeste. A exceção é o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que foi para o futuro Ministério da Indústria e Comércio.
A Fazenda deve herdar, ainda, as estatais Casa da Moeda e Serpro.
Perfis
Tatiana Rosito
Tatiana Rosito é diplomata e economista. Atualmente atua como consultora do New Development Bank (NDB) em Xangai.
Trabalhou mais de dez anos na Ásia, onde serviu nas embaixadas do Brasil em Pequim e Cingapura. Ocupou, ainda, posto na Missão do Brasil junto às Nações Unidas, em Nova York, e foi Representante Chefe da Petrobras na China e Gerente Geral de Desenvolvimento de Negócios na Ásia entre 2017 e 2019.
Dentro do governo, já atuou como secretária executiva da Câmara de Comércio Exterior da Presidência da República (Camex) e como assessora especial dos Ministros da Fazenda e do Planejamento.
Integra, atualmente, o Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), tendo sido fundadora do grupo de análise sobre a China.
Fernanda Santiago
Fernanda Santiago é servidora de carreira da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. Atualmente, ela atua na defesa da União na Divisão de Acompanhamento Especial da 3ª Região.
Segundo o seu próprio perfil em uma rede social, é entusiasta de causas de inclusão social, feminismo e diversidade.
É especialista em Direito Público e Direito do Estado e mestranda em Direitos Humanos na USP.
No terceiro setor, colaborou com o Projeto Gauss, que prepara adolescentes com poucos recursos financeiros para universidades de ponta.
Compõe o Comitê Igualdade Racial no Grupo Mulheres do Brasil, sendo colaboradora do Projeto Aceleradora de Carreiras.
Atualmente, também integra a comissão de Igualdade Racial da OAB/SP e o conselho do ITRAB (Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estudos para o Desenvolvimento das Relações Trabalhistas), além de ser representante eleita da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional no Conselho Superior da Advocacia-Geral da União.
Fernanda foi ainda, por 14 anos, policial rodoviária federal antes de ingressar na carreia da PGFN.

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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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