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Política

MEC: veja quem são os secretários da pasta anunciados pelo ministro Camilo Santana

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Izolda Cela foi confirmada como secretária-executiva, cargo “número 2” da Educação. Presidência do FNDE será ocupada por Fernanda Pacobahyba. O ministro Camilo Santana (no centro, de terno azul), ladeado por secretários e presidentes de órgãos do MEC
Reprodução
O ministro da Educação, Camilo Santana, anunciou oficialmente nesta sexta-feira (6) os nomes que vão compor o segundo escalão da sua pasta.
Dos 11 chefes de secretarias e órgãos ligados ao ministério, 8 são mulheres. Alguns indicados já eram conhecidos, como o de Izolda Cela, ex-governadora do Ceará, que chefiará a Secretaria Executiva e será a número 2 do ministro.
Confira os nomes confirmados pelo ministro:
Izolda Cela – Secretária-executiva
Fernanda Pacobahyba – Presidente do FNDE
Katia Schweickardt – Secretária da Educação Básica
Denise Carvalho – Secretária da Educação Superior
Helena Sampaio – Secretária de Regulação e Supervisão da Educação Superior
Getúlio Marques – Secretário de Educação Profissional e Tecnológica
Zara Figueiredo – Secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão
Maurício Holanda – Secretário de Articulação com os Sistemas de Ensino
Mercedes Bustamante – Presidente da Capes
Márcia Ângela – Presidente da Fundação Nabuco
Manuel Palácios – Presidente do Inep
Abaixo, veja o perfil dos nomeados e suas atribuições:
1 – Secretária-executiva: Izolda Cela
Izolda Cela, nova secretária-executiva do MEC
Fabiane de Paula/SVM
Em dezembro, Camilo Santana já havia anunciado o nome dela para o cargo, que é considerado “número 2” da pasta, abaixo apenas do próprio ministro. Ela terá como atribuição ajudar na supervisão e coordenação das atividades das secretarias integrantes da estrutura do ministério.
Izolda era a vice dele no governo do Ceará e o sucedeu quando ele renunciou para disputar uma vaga no Senado. Antes, ela havia sido secretária estadual de educação do Ceará, quando esteve à frente de um programa que reduziu desigualdades e aumentou o nível de aprendizagem estudantil.
Aos 61 anos, é professora e psicóloga, formada pela Universidade Federal do Ceará (UFC).
2 – Presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE): Fernanda Pacobahyba
Fernanda Pacobahyba irá chefiar o FNDE
Ares Soares/Unifor
Nome de confiança de Camilo, foi secretária da Fazenda do governo do Ceará. Ela ficará à frente de um dos órgãos mais cobiçados por líderes do Centrão nos últimos anos.
Com um dos maiores orçamentos do ministério, o FNDE é responsável por colocar em prática grande parte dos programas de educação básica do país, como os de transporte escola, merendas e compras de livros didáticos para escolas públicas.
3 – Secretária de Educação Básica: Katia Schweickardt
Doutora em Sociologia e Antropologia pela UFRJ e professora associada da Universidade Federal do Amazonas, ela irá atuar na formulação de políticas para a educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio. Segundo Camilo, o foco é “fortalecer a educação básica no Brasil”.
4 – Secretária de Educação Superior: Denise Carvalho
Denise Pires de Carvalho, reitora da UFRJ
Reprodução/TV Globo
Reitora da UFRJ desde 2019, Denise Pires de Carvalho é professora em programas de pós-graduação em endocrinologia e em fisiologia no Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho. Também integra entidades de classe, como a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, e a Sociedade Brasileira de Fisiologia.
À frente da secretaria, terá como atribuição planejar, orientar, coordenar e supervisionar o processo de formulação e implementação da política nacional de educação superior.
5 – Secretária de Regulação e Supervisão da Educação Superior: Helena Sampaio
Professora da Unicamp, Helena Sampaio será responsável pela formulação de políticas para a regulação e supervisão de instituições de educação superior. Ela é graduada em ciências sociais, com mestrado em Antropologia Social e doutorado em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP).
6 – Secretário de Educação Profissional e Tecnológica: Getúlio Marques
Getúlio Marques
Divulgação
Professor e ex-reitor de institutos federais, ele terá a missão de formular, planejar, coordenar, implementar, monitorar e avaliar políticas públicas de Educação Profissional e Tecnológica (EPT).
No Ministério da Educação, Marques já atuou como coordenador de Planejamento Orçamento e Gestão, diretor da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica e secretário adjunto da Setec.
7 – Secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão: Zara Figueiredo
Doutora em educação pela USP e docente da educação básica pública por mais de 20 anos, ela vai cuidar no MEC da educação continuada e alfabetização de jovens e adultos.
Zara também foi professora na Universidade Federal do Paraná, coordenou o Núcleo de Estudos e Pesquisas em Política Pública de Educação na federal de Ouro Preto, além de ter experiência nas áreas de políticas públicas educacionais e desigualdades raciais, entre outros.
8 – Secretário de Articulação com os Sistema de Ensino: Maurício Holanda
Doutor em Educação e professor, ele será responsável por promover articulações com secretarias estaduais e municipais de ensino.
Antes de ser convidado para o cargo, Holanda foi secretário de educação do Ceará, secretário de educação de Sobral, no Ceará, e consultor legislativo da Câmara dos Deputados para a área de Educação Cultura e Esporte.
9 – Presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes): Mercedes Bustamante
Professora da Universidade de Brasília (UnB) Mercedes Bustamante
Audrey Luiza/Secom UnB
Professora titular da Universidade de Brasília (UnB), Mercedes Bustamante vai presidir a Capes, órgão vinculado ao MEC responsável por avaliar os programas de pós-graduação de mestrado e doutorado no país, autorizando ou não o seu funcionamento.
Bióloga graduada pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro, tem mestrado em Ciências Agrárias e doutorado em Geobotânica.
10 – Presidente da Fundação Joaquim Nabuco: Márcia Ângela
Doutora em educação pela USP e professora titular na UFPE, irá presidir a Fundação Joaquim Nabuco. A Funaj visa preservar o legado histórico-cultural de Joaquim Nabuco, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.
11 – Presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep): Manuel Palácios
Doutor em ciências sociais, ele vai presidir do Inep, órgão ligado ao MEC que, entre outras atribuições, é responsável por produzir estudos sobre a educação no país e por elaborar, organizar e aplicar exames como o Enem, Enade e Encceja.
Palácios já havia ocupado outro cargo no MEC na segunda gestão de Dilma Rousseff, quando foi secretário de Educação Básica.

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Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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