Economia
Dólar opera em alta e encosta em R$ 5,30 após invasão de bolsonaristas ao Congresso, Planalto e STF
Na sexta-feira, a moeda norte-americana recuou 2,17%, vendida a R$ 5,2357. Dólar
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O dólar abriu em alta nesta segunda-feira (09), um dia depois de terroristas bolsonaristas invadiram e depredaram o Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal em atos golpistas em Brasília.
Às 11h40, a moeda norte-americana avançava 1,15%, cotada a R$ 5,2959. Veja mais cotações.
Com a alta de hoje, o dólar interrompe uma sequência de dois pregões de quedas expressivas. Na última sexta-feira, a moeda fechou em forte baixa de 2,17%, cotada a R$ 5,2357. Com o resultado, o dólar acumulou queda de 0,80% na primeira semana do ano.
Já o Ibovespa opera em queda neste pregão, também por conta da repercussão dos atos golpistas.
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O que está mexendo com os mercados?
O mercado reage aos atos terroristas ocorridos neste domingo e, por isso, os ativos brasileiros vivem um dia de forte desvalorização, com destaque para a moeda nacional, o real.
Bolsonaristas radicais, depois de meses acampados em frente ao quartel-general do Distrito Federal, invadiram e depredaram os prédios da Praça dos Três Poderes, em atos que foram amplamente condenados, inclusive pela mídia e por autoridades internacionais.
De acordo com Carla Argenta, economista-chefe da CM Capital, os eventos ocorridos em Brasília trazem um viés muito negativo para o mercado brasileiro e isso não se resume apenas a esta segunda-feira – podendo o movimento de queda dos ativos nacionais se estender por mais tempo.
A economista destaca que “é impossível não traçar um paralelo entre o que aconteceu no Capitólio (nos Estados Unidos) há dois anos”, mas considera que o que aconteceu no Brasil é mais preocupante para o mercado por uma sequência de motivos:
a omissão ou conivência, em alguma magnitude, das forças de polícias, o que, segundo a economista, levanta “sérios questionamentos sobre a sua característica apolítica e sua capacidade de promover a segurança da democracia brasileira”;
o ataque foi voltado aos três poderes, diferentemente do que houve nos Estados Unidos, onde o ataque foi direcionado ao Congresso;
a democracia brasileira é muito mais jovem do que a norte-americana e está contida em uma região do mundo que contém características socioeconômicas complexas, que por si só já afastam o investidor;
esse evento aconteceu uma semana após a posse do novo governo. Portanto, se trata efetivamente de uma tentativa de golpe sobre um governo eleito legitimamente.
“Esse conjunto de fatores fez com que os olhos do mundo todo se voltassem para o Brasil. Talvez o resto do mundo tenha levado mais a sério essa ameaça antidemocrática do que o próprio Brasil e isso diz muito sobre a forma como o investidor internacional tende a reagir. É justamente por isso que ela não deve se resumir ao curto prazo”, pontua Carla.
Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos explica que a os ativos brasileiros passaram por um momento de compra, ou seja, de valorização, no período entre o primeiro e o segundo turno das eleições presidenciais do ano passado.
Segundo ele, a força compradora foi consequência, sobretudo, pelo período entre os dois turnos terem sido tranquilos, sem violência generalizada, como o que se viu agora.
O especialista ressalta que os atos golpistas de domingo reforçam, principalmente para o exterior, a visão de que o Brasil segue muito dividido politicamente, polarizado. Isso, afirma Cruz, traz uma ideia de que os próximos quatro anos para o presidente Lula serão um momento de governabilidade difícil, com muitos riscos políticos no radar – o que aumenta a percepção de risco sobre os ativos do país.
No exterior, a abertura das fronteiras na China dá espaço para os preços do petróleo avançarem com amplitude. Os dados do payroll não tão fortes quanto outros dados do mercado de trabalho nos Estados Unidos também ajudam a moldar o humor na sessão desta segunda.
Os mercados chineses estão otimistas, uma vez que a reabertura completa da segunda maior economia do mundo alimentou as apostas de uma recuperação robusta da pandemia.
O sentimento também recebeu impulso da promessa de um banqueiro central de apoio o setor de internet e empresas privadas, bem como uma revisão no Ant Group que levou seu fundador Jack Ma a ceder o controle do gigante de fintech.
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VÍDEOS: notícias de Economia
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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