Economia
Desemprego na zona do euro cai a 6,5% em outubro, mas ainda atinge quase 11 milhões de pessoas
Em setembro do ano passado, o desemprego atingia 6,6% da população da região. Em outubro de 2021, essa taxa era de 7,3%. Desemprego na zona do euro foi de 6,5% em outubro de 2022.
Karolina Grabowska/Pexels
A taxa de desemprego na zona do euro caiu de 6,6% em setembro para 6,5% em outubro de 2022, segundo informações da Eurostat, a agência de estatísticas da União Europeia (UE), divulgadas nesta segunda-feira (09). Em outubro de 2021, essa taxa era de 7,3%.
As estimativas da agência indicam que o desemprego atingia 10,87 milhões de pessoas na zona do euro em outubro, uma queda de pouco mais de um milhão no número de desempregados em relação ao mês imediatamente anterior.
Já em toda a UE (englobando, também, os países que não usam o euro), o desemprego atingia mais de 12,95 milhões de pessoas naquele mês, baixa de cerca de 1,16 milhão ante setembro.
Perfil do desemprego na zona do euro
Quem mais sofre com o desemprego na zona do euro são as mulheres e as pessoas com menos de 25 anos.
Em outubro, a taxa de mulheres desempregadas na região era de 6,4% de toda essa população, apresentando estabilidade em relação ao mês anterior. Já entre os homens, a taxa caiu de 5,8% em setembro para 5,7% em setembro.
O desemprego também atinge com mais força os jovens dentro da zona do euro. Neste grupo, o número de desempregados era de pouco mais de 2,32 milhões em outubro, atingindo cerca de 15% desta população. Em setembro, a taxa era de 15,2%.
Economia
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Economia
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Economia
Governo propõe aumentar limite do MEI para R$ 140 mil e ampliar contratação de funcionários
Simples Nacional.
Simples Nacional/Divulgação
Um projeto de lei complementar enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (29) propõe ampliar o limite de faturamento anual do Microempreendedor Individual (MEI) e permitir a contratação de até dois funcionários.
A proposta prevê um reajuste progressivo do teto, que hoje é de R$ 81 mil por ano. Pelo texto, o limite passará para R$ 110 mil em 2027 e chegará a R$ 140 mil em 2028. A medida atinge mais de 13 milhões de microempreendedores registrados no país.
Agora no g1
O projeto foi entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e faz parte de uma articulação do governo federal para atualizar as regras do regime simplificado.
Atualmente, o teto do MEI não é reajustado desde 2018. Segundo o governo, a defasagem acumulada ao longo dos anos — causada pela inflação e pelo aumento natural das receitas — tem dificultado a permanência de empreendedores na categoria.
A proposta busca justamente evitar que pequenos negócios precisem migrar para regimes tributários mais complexos à medida que crescem. Com o novo modelo, a ideia é permitir que os empreendedores ampliem suas atividades sem sair da formalização.
Além do aumento do teto, o projeto também altera as regras de contratação. Hoje, o MEI pode ter apenas um funcionário. Com a mudança, será possível contratar até dois empregados, o que, na avaliação do governo, deve dar mais flexibilidade à organização dos negócios e estimular a geração de empregos formais.
O ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, afirmou que a iniciativa tem caráter estratégico para a economia.
“Esse conjunto de medidas foi construído para remover obstáculos, ampliar oportunidades e dar condições para que milhões de empreendedores possam crescer, contratar e prosperar”, disse.
A proposta foi elaborada em conjunto com os ministérios da Fazenda, do Planejamento e Orçamento e da Gestão e Inovação em Serviços Públicos.
Agora, o texto começa a tramitar no Congresso e ainda precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado antes de entrar em vigor.
Simples Nacional
Criado em 2006, o Simples Nacional tem por objetivo de estimular as pequenas empresas. O regime especial consiste na unificação de alguns tributos com alíquota mais favoráveis para o empreendedor.
A reforma tributária sobre o consumo, aprovada em 2023, não alterou os limites de enquadramento das empresas do Simples e do MEI.
Atualmente, podem aderir ao Simples:
microempreendedor individual que fatura até R$ 81 mil por ano;
transportador autônomo de cargas que fatura até R$ 251,6 mil por ano;
microempresas com até R$ 360 mil por ano; e
empresas de pequeno porte com até R$ 4,8 milhões anuais.
De acordo com estimativas da Receita Federal, o governo vai deixar de arrecadar R$ 136 bilhões em 2026 com o Simples Nacional.
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