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Economia

Preço de imóveis residenciais fecha 2022 com a maior alta em oito anos, diz FipeZap

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Aumento de 6,16% no ano ficou acima da inflação oficial no período, que subiu 5,79%. Saiba quais são as cidades com o metro quadrado mais caro. Balneário Camboriú (SC) tem o metro quadrado mais caro entre as cidades monitoradas pelo índice FipeZap.
Prefeitura de Balneário Camboriú/Divulgação
O preço de venda de imóveis residenciais encerrou 2022 com a maior alta em oito anos, segundo o índice FipeZAP+, divulgado nesta quarta-feira (11). O aumento de 6,16% nos doze meses até dezembro fica atrás apenas do registrado em 2014, quando os valores subiram 6,70%.
O resultado do ano passado supera o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que foi de 5,79% no período. Isso significa que os preços tiveram aumento real (acima da inflação) de 0,37%.
Quando comparado com o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), considerado a “inflação do aluguel”, o aumento real foi maior, de 0,71%.
O Índice FipeZAP+ de Venda Residencial acompanha a variação do preço médio de apartamentos prontos em 50 cidades brasileiras – entre elas, 16 capitais – com base em anúncios veiculados na Internet.
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Alta nas capitais
Com exceção de Canoas (RS), que teve queda de 1,02% nos preços dos imóveis residenciais em 2022, 49 das 50 cidades que compõem o índice registraram aumento, incluindo as 16 capitais monitoradas.
Entre elas, a maior alta foi em Vitória (ES), onde o preço médio subiu 23,23%, seguida por Goiânia (GO), com avanço de 20,91%, e Campo Grande (MS), que registrou aumento de 14,03% no ano.
Confira a alta por capital:
Vitória (+23,23%)
Goiânia (+20,91%)
Campo Grande (+14,03%)
Curitiba (+13,64%)
Maceió (+13,22%)
Recife (+11,35%)
Florianópolis (+11,33%)
João Pessoa (+10,26%)
Fortaleza (+8,29%)
Manaus (+7,32%)
Belo Horizonte (+6,86%)
Salvador (+5,98%)
São Paulo (+5,06%)
Porto Alegre (+2,42%)
Rio de Janeiro (+2,20%)
Brasília (+1,31%)
Preço de venda
O preço médio de venda em dezembro de 2022, calculado para as 50 cidades, é de R$ 8.321 o metro quadrado. A cidade mais cara da lista é Balneário Camboriú (SC), onde o metro quadrado custa, em média, R$ 11.447.
Quando consideradas as 16 capitais, Vitória (ES) – que ocupa a segunda posição no ranking geral – lidera: R$ 10.481/m². Em seguida, estão São Paulo (R$ 10.196/m²) e Rio de Janeiro (R$ 9.860/m²).
Preço médio de venda por cidade (m²); dados de dezembro:
Balneário Camboriú (SC) – R$ 11.447
Vitória (ES) – R$ 10.481
Itapema (SC) – R$ 10.303
São Paulo (SP) – R$ 10.196
Rio de Janeiro (RJ) – R$ 9.860
Florianópolis (SC) – R$ 9.569
Itajaí (SC) – R$ 9.380
Brasília (DF) – R$ 8.726
Curitiba (PR) – R$ 8.522
Barueri (SP) – R$ 8.354
Belo Horizonte (MG) – R$ 7.623
Vila Velha (ES) – R$ 7.418
São Caetano do Sul (SP) – R$ 7.394
Recife (PE) – R$ 7.239
Maceió (AL) – R$ 7.191
Fortaleza (CE) – R$ 6.848
Niterói (RJ) – R$ 6.755
Osasco (SP) – R$ 6.741
São José dos Campos (SP) – R$ 6.718
Porto Alegre (RS) – R$ 6.540
Santo André (SP) – R$ 6.383
Goiânia (GO) – R$ 6.182
Manaus (AM) – R$ 6.136
Joinville (SC) – R$ 5.917
Diadema (SP) – R$ 5.899
Santos (SP) – R$ 5.897
São José (SC) – R$ 5.886
Guarulhos (SP) – R$ 5.719
Campinas (SP) – R$ 5.681
Salvador (BA) – R$ 5.649
Guarujá (SP) – R$ 5.621
São Bernardo do Campo (SP) – R$ 5.604
João Pessoa (PB) – R$ 5.430
Blumenau (SC) – R$ 5.420
Campo Grande (MS) – R$ 5.232
Praia Grande (SP) – R$ 5.015
Jaboatão dos Guararapes (PE) – R$ 4.984
Canoas (RS) – R$ 4.883
Caxias do Sul (RS) – R$ 4.854
Santa Maria (RS) – R$ 4.812
Novo Hamburgo (RS) – R$ 4.526
São José do Rio Preto (SP) – R$ 4.499
Londrina (PR) – R$ 4.425
São Leopoldo (RS) – R$ 4.394
Ribeirão Preto (SP) – R$ 4.369
Contagem (MG) – R$ 4.292
São José dos Pinhais (PR) – R$ 4.278
São Vicente (SP) – R$ 4.167
Pelotas (RS) – R$ 4.112
Betim (MG) – R$ 3.554
Média ponderada (50 cidades): R$ 8.321

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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