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Economia

Confiança do comércio recua e atinge pior nível desde abril de 2022, diz CNC

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Movimento reflete cenário de inflação e juros elevados e deve se traduzir em uma redução dos investimentos e das contratações. Segundo CNC, comerciantes já começam a reavaliar investimentos em contratação e reposição dos estoques.
Christyam de Lima/Divulgação
O cenário de inflação elevada e juros altos continua a deteriorar a confiança dos empresários. Segundo dados divulgados nesta sexta-feira (27) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) atingiu 119,0 pontos em janeiro – a segunda baixa consecutiva e o menor nível desde abril de 2022.
O número ainda representa uma queda de 3,6% em relação a dezembro e de 1,7% em comparação ao mesmo mês de 2022. Os dados ainda apontam para uma desaceleração mensal de todos os indicadores, com destaque para a redução mensal de 6,4% no índice de expectativas para o curto prazo.
Para o presidente da confederação, José Roberto Tadros, além dos preços mais altos e do encarecimento do crédito, o movimento ainda reflete uma desaceleração na criação de vagas do mercado de trabalho e a maior cautela do consumidor – que, por sua vez, é intensificada pelo alto nível de endividamento das famílias.
“O comércio de bens e serviços, que representa grande parte do PIB [Produto Interno Bruto] brasileiro e gera a maioria dos postos de trabalho formal, sente o desaquecimento das vendas”, afirmou o executivo em nota oficial, destacando que esse cenário ainda deve persistir ao longo de 2023.
Ainda de acordo com o indicador, as expectativas para a economia caíram 9,8% em janeiro em relação a dezembro, a 125,7 pontos, enquanto as perspectivas para o comércio reduziram 6,2% na mesma base de comparação, a 139,0 pontos. Ambas as pontuações representam o menor patamar desde abril de 2021.
“Os comerciantes vêm apontando, há dois meses, deterioração rápida das expectativas sobre o desempenho da atividade econômica e do comércio no primeiro semestre deste ano”, disse a economista da CNC responsável pelo Icec, Izis Ferreira.
Segundo a confederação, quase um terço (31,4%) dos varejistas acreditam em uma deterioração na economia (em novembro essa porcentagem era de 12,1%). Já aqueles que acreditam em uma piora nas vendas representam 23,7% dos varejistas (em novembro, o número era de 9,3%).
Redução de investimentos e menos contratações
A economista da CNC ainda destaca que a piora na percepção das condições atuais e das expectativas já começa a refletir no planejamento dos varejistas para este ano, levando comerciantes a “reavaliar investimentos na empresa e na recomposição dos estoques”.
Segundo o Icec, a intenção de investir no negócio registrou a 5ª queda consecutiva entre dezembro e janeiro (-3,9%), a 109,4 pontos.
O indicador ainda aponta que 42,4% dos comerciantes pretendem reduzir os investimentos – o maior percentual desde junho de 2022. O principal destaque ficou com o segmento de produtos duráveis, que registrou uma queda mensal de 5% em janeiro, a 103,4 pontos.
“Os juros permanecerão elevados pelo menos até o terceiro trimestre deste ano, o que deve reverberar negativamente o consumo de bens dependentes do crédito”, completa Ferreira.
Ainda de acordo com a confederação, a deterioração da confiança dos empresários também deve ter reflexos nas vagas disponíveis no setor. Segundo o indicador, houve uma redução mensal de 6,7% na intenção de contratar novos funcionários, a 122,9 pontos. Na comparação anual, a queda foi de 10,4%.
Vale lembrar que o número de contratações no comércio já possui uma tendência sazonal de queda em janeiro, já que o mês tradicionalmente é um período de vendas menores. Além disso, Ferreira ainda reforça que a efetivação dos funcionários que tinham contratos temporários até dezembro também influencia uma redução na intenção de criação de novas vagas.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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