Economia
Contas públicas registram em 2022 saldo positivo de R$ 126 bilhões, diz Banco Central
Foi o 2º ano seguido em que a soma das receitas da União, estados, municípios e estatais superou as despesas. Na proporção do PIB, resultado é o melhor desde 2013. O setor público consolidado registrou superávit primário de R$ 126 bilhões em 2022, o equivalente a 1,28% do PIB, informou nesta segunda-feira (31) o Banco Central.
O superávit primário acontece quando as receitas com impostos ficam acima das despesas, desconsiderando os juros da dívida pública.
Trata-se do segundo resultado anual positivo deste indicador, que reúne as contas da União, dos governos regionais (estados e municípios) e das empresas estatais.
Em 2021, o superávit fiscal se deveu, unicamente, aos bons resultados de estados, municípios e empresas estatais.
No ano passado, o governo federal também contribuiu, pois suas contas retornaram ao azul.
Em reais, o superávit do último ano foi o melhor resultado desde 2011, quando o saldo positivo somou R$ 128,7 bilhões. Esses valores, porém, não foram corrigidos pela inflação.
Na proporção com o PIB, mais adequado para comparações históricas quando os valores não são corrigidos pelo IPCA, o superávit de 2022 (1,28% do PIB) foi o maior desde 2013 – quando somou 1,71% do PIB, ou seja, em nove anos.
De acordo com o Banco Central, em 2022:
estados e municípios: superávit de R$ 64,9 bilhões;
estatais: superávit de R$ 6,1 bilhões;
União: saldo positivo de R$ 54,9 bilhões.
Com o resultado, foi cumprida a meta fiscal de 2022, que autorizava um déficit (despesas maiores do que receitas, sem contar juros da dívida pública) de até R$ 177,490 bilhões.
Após despesas com juros
Quando se incorporam os juros da dívida pública na conta – no conceito conhecido no mercado como resultado nominal, utilizado para comparação internacional – houve déficit de R$ 460,4 bilhões nas contas do setor público no último ano, o equivalente a 4,68% do PIB.
Esse número é acompanhado com atenção pelas agências de classificação de risco para a definição da nota de crédito dos países, indicador levado em consideração por investidores.
Em reais, o déficit de R$ 460,4 bilhões é o maior desde 2020, quando somou R$ 1,01 trilhão — impulsionado pelas despesas extraordinárias relacionadas com a pandemia da Covid-19. Esses valores, porém, não foram corrigidos pela inflação.
Na proporção com o PIB, considerada mais adequada para uma comparação histórica nesse caso, o valor de 4,68% também é o maior desde 2020, quando o rombo fiscal somou 13,34%, o maior da série histórica, que começa em dezembro de 2002.
O resultado nominal das contas do setor público sofre impacto do resultado mensal das contas, das atuações do BC no câmbio, e dos juros básicos da economia (Selic) fixados pela instituição para conter a inflação. Atualmente, a Selic está em 13,75% ao ano, o maior valor em seis anos.
Segundo o BC, no ano passado a despesa com juros nominais somou R$ 586,4 bilhões, o equivalente a 5,96% do PIB.
VÍDEOS: notícias de economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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