Economia
Conglomerado de magnata indiano Adani perde US$ 100 bilhões por suspeitas de fraude
O indiano Gautam Adani teve um aumento de US$ 33,8 bilhões em sua fortuna no último ano, desbancando Bill Gates e entrando no top 3 de homens mais ricos do mundo. No entanto, problemas com seu grupo empresarial o fizeram perder bilhões de dólares. Bilionário indiano Gautam Adani durante evento em 2022
Rupak De Chowdhuri/Reuters
O conglomerado do magnata indiano Gautam Adani perdeu mais de US$ 100 bilhões na semana passada, enquanto as ações de várias de suas empresas caíram novamente nesta quinta-feira (2) devido a suspeitas de fraude contábil.
O conglomerado está no centro das atenções desde que o fundo americano Hinderburg denunciou possíveis fraudes contábeis em 24 de janeiro.
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A principal empresa do grupo, a Adani Enterprises, caiu 14%, após perder quase 30% na quarta-feira, e seu valor caiu pela metade desde o início do ano.
Outras empresas listadas do império de negócios de Adani interromperam as negociações depois de quedas de até 10% na abertura da Bolsa de Mumbai.
Entre elas está a Adani Total Gas, 37,4% controlada pela petrolífera francesa TotalEnergies, que perdeu 52% desde 1º de janeiro.
O pânico fez com que grandes bancos, como o Credit Suisse e o Citigroup, parassem de aceitar os títulos da Adani como garantia para empréstimos a clientes privados, informou a Bloomberg News.
O próprio Adani garantiu em uma declaração em vídeo que os “fundamentos da nossa empresa são muito sólidos, nosso balanço é saudável e os ativos são robustos”.
“Assim que o mercado se estabilizar, revisaremos nossa estratégia de mercado de capitais”, disse ele, enfatizando que seu histórico de pagamento de dívidas é “impecável”.
O conglomerado Adani está envolvido em todos os tipos de atividades, desde geração de energia e mineração de carvão até cimento, mídia e alimentos.
Suas sete maiores empresas listadas tinham um valor de mercado combinado de cerca de 220 bilhões de dólares em janeiro.
Perda de posição entre os mais ricos
Até a semana passada, Adani, um homem de 60 anos que abandonou a faculdade, era o terceiro homem mais rico do mundo, atrás de Elon Musk, dono do Twitter e da Tesla, e do francês Bernard Arnault e sua família.
Mas, nesta quinta-feira (2), caiu para 16º na lista da Forbes. Já no ranking da Bloomberg, ocupava a 13ª posição. No primeiro ranking, a fortuna estava em US$ 64,6 bilhões (queda diária de US$ 24 bilhões). No segundo, era de US$ 72,1 bilhões (queda diária de US$ 12,5 bilhões e de US$ 48,5 bilhões no ano).
Entre os 10 homens que tiveram o maior aumento em suas fortunas, Gautam Adani foi o que mais enriqueceu em 2022.
Quem é o bilionário Gautam Adani
Quem é Adani
Gautam Adani tem 60 anos e é fundador do Grupo Adani, um conglomerado de empresas com negócios em diferentes setores, como infraestrutura, logística e energia. Entre os destaques estão a Aldani Power – a divisão de geração e transmissão de energia do grupo – e a Adani Gas.
Além disso, o conglomerado do bilionário indiano é o maior operador portuário da Índia e tem ainda participações em aeroportos, cimento, imóveis, energia verde, entre outros negócios.
Adani quer ser o maior produtor mundial de energia verde e já anunciou que investirá até US$ 70 bilhões em projetos de energia renovável.
Adani adquiriu participação de 74% no Aeroporto Internacional de Mumbai, segundo mais movimentado da Índia, se tornando o maior operador de aeroportos do país.
No ano passado, Adani comprou ainda os ativos indianos da empresa suíça Holcim por US$ 10,5 bilhões para se tornar o segundo maior produtor de cimento da Índia.
Ao contrário de muitos bilionários que herdaram suas fortunas por meio de herança, Adani se esforçou para enriquecer.
Adani nasceu em uma família de classe média em Ahmedabad, no estado de Gujarat, perto de Mumbai, na Índia, em 1962. O pai dele tinha um pequeno comércio na área têxtil. Depois de terminar o colégio, Adani chegou a cursar negócios na Universidade de Gujarat, mas desistiu no segundo ano.
Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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