Economia
Golpe que bloqueia pagamento por aproximação para forçar uso do cartão físico: o que se sabe
Alvo do vírus Prilex é o computador das lojas, que está conectado por cabo à máquina de cartão. Esquema forja até dois erros na hora da compra: um na tentativa de pagar por aproximação e outro quando a pessoa usa o cartão físico para tentar concluir a operação. Ilustração de máquina de pagamento com cartão conectada a um computador
Wagner Magalhães/g1
Golpistas continuam visando o roubo de dados de cartões de crédito durante compras físicas. Agora, eles também conseguem detectar e bloquear pagamentos por aproximação, para forçar que a vítima insira o cartão na máquina e digite a senha.
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Só assim conseguem os dados que precisam para tentar fazer uma compra fraudulenta depois.
Para tirar dúvidas sobre o tema, o g1 conversou com Fabio Assolini, chefe da equipe global de pesquisa da Kaspersky na América Latina. A empresa de cibersegurança foi quem revelou, na última terça-feira (31), que uma nova versão do golpe foi detectada primeiro no Brasil.
E o g1 também ouviu Adriana Umeda, do comitê de segurança e prevenção a fraudes da Abecs, a associação das empresas de cartões de crédito e serviços.
Abaixo, veja em 10 perguntas e respostas o que se sabe sobre o golpe até agora e como se proteger.
Qual é o passo a passo do golpe?
Como o golpe foi descoberto? Alguém foi vítima?
Como os bandidos conseguem entrar no computador das lojas?
O programa malicioso infecta as maquininhas?
Por que eles bloqueiam o pagamento por aproximação?
Que dados são capturados do cartão físico inserido?
Como eles fariam uma compra indevida com esses dados?
A loja não consegue saber?
Como me proteger?
Sou lojista. No que devo prestar atenção para evitar o golpe?
1) Qual é o passo a passo do golpe?
Um vírus infecta o computador da loja, que está ligado por um cabo à máquina de cartão. Ele possibilita que os bandidos interfiram na comunicação entre esses dois equipamentos.
Para conseguir pegar os dados da vítima e ainda permitir que a compra aconteça na loja, sem despertar suspeita, os criminosos provocam até duas mensagens de erro. Acompanhe:
Se a vítima optar pelo pagamento por aproximação, os bandidos conseguem detectar e impedir essa cobrança, exibindo uma mensagem falsa de erro na tela na máquina de cartão, a fim de forçar que o cliente insira um cartão físico para fazer o pagamento;
Na primeira tentativa de pagar inserindo o cartão e a senha, os criminosos produzem mais um aviso de erro — por exemplo, de senha. Na verdade, nessa tentativa que aparentemente deu errado, eles já capturam os dados do chip do cartão e o código de transação, para tentar fazer compras fraudulentas mais tarde;
Sem saber disso e acreditando que houve apenas mais um erro, o cliente tenta pela segunda vez o pagamento com o cartão físico, que dá certo. Aquele valor será recebido pela loja.
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Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
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Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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