Economia
Dólar opera em alta, com exterior e fiscal no radar
Na sexta-feira, cotação da moeda subiu 2,05%, vendida a R$ 5,1476. Dólar
Pixabay
O dólar opera em alta nesta segunda-feira (6), com repercussão de resultados fortes do emprego nos Estados Unidos e risco de postura rígida por parte do Federal Reserve, enquanto, no Brasil, investidores focavam os efeitos das declarações de Lula sobre o Banco Central.
Às 11h50, a moeda norte-americana subia 0,78%, vendida a R$ 5,1872. Veja mais cotações.
Na sexta-feira, a moeda norte-americana avançou 2,05%, negociada a R$ 5,1476. Com o resultado, acumula alta de 0,72% na semana e de 1,47% no mês. No ano, no entanto, ainda tem perda de 2,47%.
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O Federal Reserve (BC dos EUA) elevou a meta de taxa de juros em 0,25 ponto percentual na semana passada, desaceleração em relação a aumentos anteriores de 0,50 e até 0,75 ponto. Mas o último relatório de empregos nos Estados Unidos, com resultados fortes e acima do esperado, renovou as preocupações sobre o patamar de juros necessários para trazer a inflação do país de volta para a meta.
Dados do Departamento do Trabalho dos EUA divulgados na sexta-feira mostraram que a criação de empregos no país acelerou em janeiro, com abertura de 517.000 postos de trabalho fora do setor agrícola e a taxa de desemprego caindo para 3,4%, menor nível em 53 anos e meio.
A secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, disse nesta segunda-feira que vê um caminho para evitar a recessão no país, com a inflação caindo de forma significativa e a economia permanecendo forte, dada a força do mercado de trabalho.
“Você não tem uma recessão quando há 500.000 empregos e a menor taxa de desemprego em mais de 50 anos”, disse Yellen ao programa Good Morning America, da ABC. “O que eu vejo é um caminho no qual a inflação está diminuindo de forma significativa e a economia permanece forte.”
Yellen disse que a inflação continua muito alta, mas vem caindo nos últimos seis meses e pode desacelerar ainda mais devido às medidas adotadas pelo governo do presidente Joe Biden, incluindo ações para reduzir o custo da gasolina e medicamentos prescritos.
Além disso, as tensões geopolíticas entre China e EUA se elevaram após um suposto balão de espionagem afetar o sentimento dos investidores. Um caça militar dos EUA derrubou um suposto balão espião chinês no sábado, uma semana depois de ele ter entrado no espaço aéreo norte americano pela primeira vez, desencadeado uma dramática saga de espionagem que obscureceu as já tensas relações sino-americanas.
A China condenou veementemente o ataque militar ao balão, que diz ter sido usado para questões meteorológicas e outros fins científicos.
“Sem dúvida, o incidente é uma manchete negativa para o mercado”, disse à Reuters Yuan Yuwei, gerente de fundos de hedge da Water Wisdom Asset Management. “O forte relatório de empregos nos EUA também esfriou a febre das percepções de ‘mudanças sobre os juros’, levando a um dólar em alta e a uma queda do iuan.”
No cenário local, investidores monitoram a relação entre o governo e o Banco Central (BC), após declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em entrevista na semana passada questionando a independência da autarquia e as atuais metas de inflação pressionarem ativos brasileiros.
Nos indicadores, os economistas do mercado financeiro elevaram a estimativa de inflação deste ano de 5,74% para 5,78% – oitava alta consecutiva. Para o crescimento do PIB de 2023, o mercado financeiro reduziu sua previsão de 0,80% para 0,79%.
O BC decidiu manter a Selic em 13,75% ao ano e ressaltou que a incerteza fiscal e a deterioração nas expectativas de inflação do mercado elevam o custo para que a autoridade monetária atinja suas metas, sugerindo taxas altas por mais tempo.
Os agentes financeiros aguardam novos sinais do governo sobre sua agenda econômica, com especial atenção à posse de Aloizio Mercadante na chefia do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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