Economia
STF abre espaço para governo voltar a cobrar tributos de quem já tinha sido isento pela Justiça
Para especialistas, decisão que autoriza revisão de sentenças tributárias favoráveis às companhias gera insegurança jurídica. Supremo Tribunal Federal
Nelson Jr./SCO/STF
Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram permitir que o governo passe a cobrar novamente tributos de empresas e contribuintes, mesmo após eles terem conquistado na Justiça o direito definitivo de não pagarem.
Esse entendimento, firmado na conclusão de um julgamento pelo plenário nesta quarta-feira (8), vale apenas para os casos em que haja uma decisão posterior do próprio Supremo em sentido contrário ao reconhecimento do direito desses entes.
Os ministros também decidiram nesta quarta que esse entendimento deve valer para todos sem qualquer tipo de avaliação de caso a caso. Isto é, a maioria rejeitou modular ou relativizar os efeitos da decisão. Foram seis votos a cinco nessa linha, tendo como voto condutor o ministro Luís Roberto Barroso.
Na prática, a Corte abriu espaço para anular os efeitos da coisa julgada em matéria tributária, no jargão jurídico.
A advogada tributarista Isabella Paschoal disse que advogados e contribuintes receberam o resultado do julgamento com muita preocupação. Para ela, a segurança antes concedida por uma decisão judicial definitiva “deixou de existir hoje, pior, até antes”.
“Não bastasse a relativização da coisa julgada, sequer foram preservadas as situações anteriores, de modo que contribuintes que antes se asseguravam em decisões judiciais definitivas, hoje precisarão fazer as contas do que precisarão devolver à Fazenda Pública caso tenha havido julgamento do STF sobre a matéria em sentido contrário nos últimos anos”, disse ela.
“É um cenário bastante preocupante e que acende muitos alertas, pois certamente outros problemas surgirão a partir desse entendimento”, disse a advogada, que é sócia do escritório do Caputo, Bastos e Serra Advogados.
Para o advogado tributarista Renato Aparecido Gomes, a modulação dos efeitos — rejeitada pelo STF — seria indispensável para que se tivesse um cenário de maior previsibilidade e segurança jurídica.
“Então, haverá um aumento abrupto e significativo do passivo tributário de diversas empresas dos mais diversos segmentos da economia, prejudicando assim o planejamento financeiro de pequenas, médias e grandes empresas, além de criar um cenário de incerteza sobre os próximos passos do Fisco diante desta vitória sobre os contribuintes”, avaliou.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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