Economia
Dólar opera em queda, à espera de reunião do CMN e entrevista de Campos Neto
Na sexta-feira, moeda norte-americana fechou em queda de 1,07%, vendida a R$ 5,2220. Notas de dólar
pasja1000/Creative Commons
O dólar opera em queda nesta segunda-feira (13), à espera da primeira reunião no novo governo do Conselho Monetário Nacional (CMN) e de entrevista do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em meio a especulações sobre possível alteração nas metas de inflação do país.
Às 12h05, a moeda norte-americana caía 1,14%, vendida a R$ 5,1625. Veja mais cotações.
Na sexta-feira, a moeda norte-americana havia recuado 1,07%, vendida a R$ 5,2220. Com o resultado, o dólar passou a acumular alta de 2,93% no mês e de 1,45% na semana passada e queda de 1,06% no ano.
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O encontro do CMN, órgão responsável por definir os objetivos oficiais de inflação, está agendado para quinta-feira. A reunião virá depois de notícias de que a equipe econômica do governo estaria estudando antecipar uma revisão das metas de inflação do país e possivelmente elevar o alvo a ser buscado pelo Banco Central, com boatos de que o presidente da autarquia, Campos Neto, aceitaria a mudança.
Embora as metas de inflação oficiais do país sejam comumente definidas na reunião de junho do CMN, nada impede que os objetivos sejam alterados já no encontro desta semana.
Caso o Banco Central concorde com alterações já na quinta-feira, investidores poderiam interpretar isso como fraqueza diante da pressão do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem formado um coro insistente para reclamar do patamar elevado da taxa Selic, atualmente em 13,75%, e questionar a autonomia da autarquia.
Em meio a algum nervosismo do mercado antes da reunião, Campos Neto dará entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, que irá ao ar a partir das 22h desta segunda-feira. O Banco Inter disse em nota que o mercado aguarda “seus comentários sobre os recentes ataques de Lula à sua pessoa e ao Bacen”.
Os economistas do mercado financeiro elevaram as estimativas de inflação deste ano e também passaram a projetar uma queda menor da taxa básica de juros, a Selic.
Para este ano, a expectativa de inflação passou de 5,78% para 5,79% na nona alta seguida do indicador.
Em 2023, a meta central de inflação foi fixada em 3,25% pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e será considerada formalmente cumprida se oscilar entre 1,75% e 4,75%. Se confirmado, esse será o terceiro ano seguido de estouro da meta de inflação, ou seja, no qual o IPCA fica acima do teto fixado pelo sistema de metas. Em 2022, a inflação somou 5,79%.
Atualmente, a taxa Selic está em 13,75% ao ano. O Copom também vem sinalizando de que os juros vão se manter altos por um período mais prolongado. O mercado financeiro elevou a expectativa para a taxa básica de juros da economia, a Selic, de 12,50% para 12,75% ao ano para o fim de 2023.
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No exterior, investidores aguardam uma leitura de inflação norte-americana prevista para terça-feira, que pode oferecer mais pistas sobre a trajetória de aperto monetário do Federal Reserve, o Fed, BC dos EUA.
“Um dado mais forte poderá desencadear uma nova rodada de valorização do dólar e, por consequência, desvalorização das demais moedas emergentes”, alertou à Reuters Victor Candido, economista-chefe da RPS Capital. Isso porque uma inflação ainda pressionada nos EUA justificaria mais aumentos de juros por parte do Fed, o que tenderia a atrair recursos para o mercado de renda fixa norte-americano, aumentando a demanda por dólares.
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Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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