Economia
Presidente do Banco Central do Líbano é acusado de desviar milhões de dólares e enviar para bancos na Suíça
O jornal suíço SonntagsZeitung afirma que a quantia milionária desviada por Riad Salameh foi transferida para 12 bancos suíços. O Líbano enfrenta sua pior crise econômica desde 1850. Presidente do Banco Central do Líbano é acusado de desviar milhões de dólares
John Guccione/Pexels
Grande parte dos 300 a 500 milhões de dólares que o presidente do Banco Central do Líbano é acusado de ter desviado foi transferida para 12 bancos suíços, afirma o jornal suíço SonntagsZeitung.
De acordo com a publicação, 250 milhões de dólares foram depositados na conta pessoal do presidente do Banco Central do Líbano, Riad Salameh, na sucursal do banco HSBC em Genebra.
Outros valores foram transferidos para os bancos UBS, Credit Suisse, Julius Baer, EFG e Pictet, segundo a revista.
As transações foram feitas por meio de uma offshore registrada nas Ilhas Virgens Britânicas, chamada Forry Associates e criada em 2001, explica.
“Quantias consideráveis” também foram transferidas para a compra de imóveis em vários países europeus.
As informações foram publicadas poucos dias depois de um juiz libanês acusar Salameh, seu irmão Raja e a ex-colaboradora Marianne Hoayek de “desvio de fundos públicos e lavagem de dinheiro”.
Salameh, de 72 anos e que preside o Banco Central do Líbano desde 1993, está no centro de várias investigações judiciais por suspeitas de lavagem de dinheiro e “enriquecimento ilícito”. Ele nega todas as acusações.
O Ministério Público Suíço iniciou um procedimento penal em outubro de 2020, que ainda não foi concluído. De acordo com o jornal, milhões de dólares foram congelados, mas o MP não revela um valor exato.
A Autoridade de Supervisão do Mercado Financeiro Suíço também investiga 12 bancos do país.
O Líbano enfrenta uma das piores crises econômicas do mundo, um colapso que não era registrado desde 1850, segundo o Banco Mundial.
Entre as consequências da crise está um aumento vertiginoso dos preços, uma desvalorização histórica da moeda local e o empobrecimento da população, em meio a uma grave escassez de produtos.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
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Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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