Política
No terceiro dia em Dubai, Bolsonaro participa de fórum de investimentos com ministros
Presidente faz viagem de uma semana pelo Oriente Médio; roteiro é composto por Emirados Árabes, Bahrein e Catar. À tarde, Bolsonaro deve participar do ‘Dia do Brasil’ na Expo 2020. Jair Bolsonaro e comitiva de ministros no evento ‘Invest in Brazil Forum’, em Dubai
Guilherme Mazui/g1
O presidente Jair Bolsonaro participou nesta segunda-feira (15) de um fórum de investimentos em Dubai, nos Emirados Árabes, como parte da programação da viagem oficial a países do Oriente Médio. Uma comitiva de ministros acompanhou o presidente no evento.
Bolsonaro cumpriu nesta segunda o terceiro dia de agendas nos Emirados Árabes, primeiro destino de uma viagem por três países do Golfo Pérsico. O presidente irá na terça-feira (16) ao Bahrein e na quarta (17) ao Catar com o objetivo de apresentar oportunidades de negócios em áreas como infraestrutura, agricultura e defesa.
O “Invest in Brazil Forum” é organizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), um órgão do governo federal.
Além de Bolsonaro, participaram os ministros Paulo Guedes (Economia), Tarcisio de Freitas (Infraestrutura), Tereza Cristina (Agricultura), Bento Albuquerque (Minas e Energia), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Carlos França (Relações Exteriores), Braga Netto (Defesa) e Gilson Machado (Turismo).
O ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a afirmar que o Brasil teve um bom desempenho na pandemia – que matou mais de 611 mil pessoas no país até esta segunda – e que a agenda de reformas está em andamento. No entanto, as reformas administrativa e tributária não avançaram no Congresso Nacional.
O ministro destacou que o Brasil precisa da parceria com de “reciclagem” dos “petrodólares” dos países da região do Golfo Pérsico. “São sócios ideias para os recursos naturais que temos no Brasil”, disse.
Guedes citou o projeto de privatização do porto de Santos (SP), o maior do país, e convidou os investidores árabes a apostarem no Brasil. “Confiem no Brasil, venham para o Brasil”, declarou.
Em razão da data da Proclamação da República, o 15 de novembro será também o “Dia do Brasil” na exposição mundial em Dubai. O presidente Jair Bolsonaro deve passar pelo local ainda nesta segunda. Veja, abaixo, uma das apresentações brasileiras na feira:
Desfile no ‘Dia do Brasil’ mostra elementos da cultura brasileira na Expo Dubai
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O ministro do Itamaraty, Carlos França, destacou as metas do Brasil anunciadas durante a confederação sobre clima da ONU, a COP26, para redução de emissões e previsão de zerar o desmatamento ilegal. Segundo França, “comércio e meio ambiente estão interligados”.
O fórum coincidiu com uma missão empresarial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que aproveitou a viagem do presidente para levar a Dubai um grupo de mais de 300 empresários e executivos brasileiros. Autoridades locais e investidores árabes também participaram do fórum.
Após o evento, Bolsonaro deve ir a Abu Dhabi, capital do país e vizinha à Dubai, para uma audiência com o príncipe herdeiro do emirado, Mohamed Bin Zayed Al Nahyan.
Veja, nos vídeos abaixo, momentos dos primeiros dias de Bolsonaro em Dubai:
Bolsonaro visita a Expo 2020 e se encontra com emir em Dubai
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Expo 2020
Bolsonaro também participa nesta segunda das solenidades do “Dia do Brasil” na Expo 2020, a exposição universal que nesta edição, entre outubro deste ano e março de 2022, ocorre em Dubai e reúne pavilhões de 192 países. A data da solenidade coincide com o aniversário da proclamação da República no Brasil.
O presidente esteve na Expo no sábado (13), quando chegou ao país. Ele teve uma reunião bilateral com o emir de Dubai, vice-presidente e primeiro ministro dos Emirados Árabes, sheik Mohammed bin Rashid Al Maktoum.
As exposições universais são realizadas desde 1851 em diferentes países e contam com histórico de apresentar inovações tecnológicas e novos feitos da arquitetura e engenharia. A Torre Eiffel, por exemplo, foi construída para coroar a entrada da exposição universal de 1889, em Paris.
A programação prevê uma solenidade na praça Al Wasl, principal ponto do parque, e a visita de Bolsonaro ao Pavilhão Brasil, liderado pela Apex-Brasil. A estrutura, que fica no distrito da sustentabilidade, destaca a biodiversidade do Brasil – uma tentativa de contraponto às críticas que o governo sofre com os altos índices de desmatamento, sobretudo, na Amazônia.
A agenda de Bolsonaro na Expo ainda prevê uma apresentação de jiu-jitsu, visitas aos pavilhões dos Emirados Árabes, Arábia Saudita e Israel, e um jantar oficial.
Veja, abaixo, imagens da Expo Dubai e do pavilhão brasileiro montado no local:
Edificação construída na Expo Dubai, nos Emirados Árabes
Guilherme Mazui/g1
Área externa do pavilhão do Brasil na Exposição Universal em Dubai, nos Emirados Árabes
Guilherme Mazui/g1
Área interna do pavilhão do Brasil na Exposição Universal em Dubai, nos Emirados Árabes
Guilherme Mazui/g1
Apresentação no ‘Dia do Brasil’ na Exposição Universal em Dubai, nos Emirados Árabes
Guilherme Mazui/g1
Apresentação no ‘Dia do Brasil’ na Exposição Universal em Dubai, nos Emirados Árabes
Guilherme Mazui/g1
Pavilhão da Rússia na Exposição Universal em Dubai, nos Emirados Árabes
Guilherme Mazui/g1
Pavilhão da Austrália na Exposição Universal em Dubai, nos Emirados Árabes
Guilherme Mazui/g1
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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