Economia
Brasileiros gastaram R$ 216,2 bilhões com alimentação fora de casa em 2022, diz estudo
Levantamento do Instituto Foodservice Brasil mostra que houve um aumento de 27,6% em comparação ao ano anterior; em relação aos níveis pré-pandemia, a alta foi de 1%. Alimentação fora de casa alcança patamares pré-pandemia.
Fabio Tito/g1
Os brasileiros gastaram R$ 216,2 bilhões com alimentação fora de casa no ano passado, marcando um aumento de 27,6% em comparação a 2021.
Só no último trimestre de 2022, foram R$ 56,5 bilhões gastos com esse tipo de serviço – nesse caso, a alta foi de 10% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Os dados são do estudo CREST, feito pelo Instituto Foodservice Brasil (IFB) em parceria com a Mosaiclab.
Além de representar uma melhora para o setor, o número também se aproxima aos níveis pré-pandemia: em relação a 2019, por exemplo, houve um aumento de 1% dos brasileiros com esse tipo de gasto no ano passado.
Segundo o responsável pela área de marketing do IFB, Lucas Roberto, os números indicam uma recuperação importante para o setor de alimentação fora de casa, que foi um dos mais “afetados pelas restrições impostas para conter o avanço da Covid-19”.
“O setor é altamente resiliente e vem comprovando que pode se ressignificar. Não haverá um retorno ao normal, mas sim novos comportamentos e novas expectativas, e os empresários estão se adaptando”, afirmou o executivo.
O levantamento ainda aponta para um aumento de 8% na quantia gasta pelos consumidores, com um ticket médio de R$ 19,27. O movimento, diz o estudo, é reflexo do maior fluxo de visitação das pessoas aos estabelecimentos físicos: houve um aumento de 2% na mesma base de comparação.
“Finais de semana também ampliaram seu espaço no foodservice, sinalizando que o consumo voltado para o cotidiano comum das pessoas tem como desafio não apenas a recuperação [do segmento], mas também [a adaptação] aos novos hábitos do consumidor”, informou o IFB em nota oficial.
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Delivery também entra na conta
O estudo também aponta que o uso do delivery também aumentou sua participação no setor, saindo de 9% em 2019 para 16% em 2022. O levantamento mostra ainda que os pedidos feitos exclusivamente por aplicativos dobraram em relação aos níveis pré-pandemia e já apresentam um aumento de mais de 1.000% em comparação a 2016.
“Agora, a meta é trazer de volta antigos clientes e atrair novos, dentro da nova dinâmica de consumo. Observamos uma nova configuração, com novos desafios para o foodservice, mas, acima de tudo, vemos a capacidade de adaptação e reinvenção do segmento”, completa Lucas Roberto, do IFB.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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