Economia
Grupo suíço se oferece para comprar Credit Suisse por até US$ 1 bilhão, diz jornal
Segundo o ‘Financial Times’ acordo pode ser assinado ainda neste domingo (19). No entanto, imprensa americana diz que Credit Suisse repudiou valor oferecido. Fachada do banco suíço Credit Suisse em frente a uma filial em Berna, Suíça, em 29 de novembro de 2022.
REUTERS/Arnd Wiegmann/File Photo
O grupo suíço UBS Group AG se ofereceu para comprar o banco Credit Suisse por até US$ 1 bilhão, informou o jornal “Financial Times”, neste domingo (19). Na sexta-feira (17), o jornal já havia adiantado que o grupo negociava a compra do banco.
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O Credit Suisse teve uma semana conturbada e viu as próprias ações caírem 20% somente na quarta-feira (15). O episódio faz parte de uma turbulência pela qual passa o mercado financeiro iniciada depois da falência do Silicon Valley Bank (SVB), nos Estados Unidos.
De acordo com o Financial Times, um acordo entre a UBS e o Credit Suisse pode ser assinado ainda neste domingo. O valor do acordo é uma fração do preço de fechamento do Credit Suisse na sexta-feira. Entenda a seguir:
Na sexta-feira, as ações do Credit Suisse eram negociadas a cerca de US$ 2,01 (R$ 10,64);
O grupo UBS propõe a compra de ações por US$ 0,27 (R$ 1,43).
A agência de notícias “Reuters” informou que o Credit Suisse repudiou a oferta.
Crise
As ações do Credit Suisse despencaram mais de 20% na quarta e trouxeram temores ao mercado sobre uma situação generalizada de crise bancária internacional. Além do Credit Suisse, concorrentes europeus viram as ações despencarem naquele dia, também acima dos 10%.
A crise envolvendo o Credit Suisse acontece após o banco apresentar resultados ruins no trimestre passado e ver seu principal acionista, o Saudi National Bank, não o apoiar com um aumento de participação no capital.
Na quinta-feira (16), o banco pediu um empréstimo de US$ 54 bilhões (o equivalente a R$ 285 bilhões) ao Banco Central da Suíça. O Banco Nacional da Suíça já havia informado que garantiria a liquidez do Credit Suisse se fosse necessário.
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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