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Economia

Juros, projeções e estabilidade são ‘bagunça’ a ser resolvida pelo Fed

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Autoridades tentam equilibrar a necessidade de manter a pressão sobre a economia para reduzir a inflação, atingir o tom certo de cautela sobre a estabilidade financeira e evitar quaisquer erros que possam fazer os investidores pensarem que as coisas estão piores — ou melhores — do que realmente estão. Jerome H. Powell, em imagem de arquivo.
REUTERS/Carlos Barria/File Photo
O Federal Reserve inicia sua reunião de dois dias nesta terça-feira, com alguns dos principais observadores do banco central dizendo que a instituição pode muito bem interromper novos aumentos de juros devido aos problemas recentes dos bancos ou até mesmo adiar a divulgação de novas projeções econômicas devido à nebulosidade das perspectivas. Ou não.
A reunião do Fed termina na quarta-feira, com divulgação às 15h (de Brasília) de um novo comunicado de política monetária, a ser seguido meia hora depois por uma coletiva de imprensa do chair do Fed, Jerome Powell. Se tudo correr como planejado, também serão divulgadas novas projeções para a economia e a trajetória da taxa de juros.
Mas, tanto quanto em qualquer ponto desde o início da pandemia de Covid-19, em março de 2020, as dimensões totais do resultado parecem duvidosas, à medida que as autoridades tentam equilibrar a necessidade de manter a pressão sobre a economia para reduzir a inflação, atingir o tom certo de cautela sobre a estabilidade financeira e evitar quaisquer erros que possam fazer os investidores pensarem que as coisas estão piores — ou melhores — do que realmente estão.
“Isso tudo é uma bagunça”, escreveu Krishna Guha, vice-presidente da ISI Evercore e ex-autoridade do Federal Reserve de Nova York, antes da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês). As apostas para o encontro passaram de um aumento absolutamente certo na taxa de juros duas semanas atrás para um breu especulativo neste momento.
Após falências de bancos norte-americanos de alto nível a partir de 10 de março e o resgate de emergência do Credit Suisse na Europa no fim de semana, os mercados pareciam mais calmos na segunda-feira, com alguma sensação de que as ações tomadas pelo Fed e outros bancos centrais manteriam o sistema financeiro estável — e não permitiriam uma série de colapsos.
Os investidores em títulos vinculados à meta da taxa básica do Fed ainda embutem nos preços uma probabilidade de aproximadamente 70% de as autoridades aprovarem um aumento 0,25 ponto percentual nos juros, o que os levaria a uma faixa entre 4,75% e 5%.
“Sim, o Fed poderia continuar a apertar a política monetária… Sim, o Fed provavelmente aumentará a taxa (básica) em 25 pontos-base… Não, o Fed não deveria fazer isso… A abordagem ideal seria fazer uma pausa” e avaliar se o estresse do banco causará ou não um problema, escreveu em artigo o economista-chefe do EY-Parthenon, Gregory Daco.
A economista-chefe da KPMG, Diane Swonk, foi mais longe, dizendo que o Fed não deveria apenas adiar qualquer novo aumento das taxas, mas também reter as projeções econômicas agendadas para a reunião desta semana, porque “criariam mais caos do que clareza”.
Mas sua recomendação — e ela não foi a única a fazê-la — também sugere riscos envolvidos quando um banco central faz algo inesperado.
Desde que o Fed começou a publicar suas estimativas trimestrais, em 2012, a única vez que não o fez foi em março de 2020, quando o início da pandemia de coronavírus colocou a economia à beira do colapso — uma comparação que o Fed não gostaria que as pessoas fizessem neste momento, dado o estado das coisas.
Analistas do Bank of America disseram acreditar que o Fed prosseguirá com um aumento de 0,25 ponto percentual, mas moldará a mensagem em seu comunicado e na entrevista coletiva de Powell para fazer um balanço das últimas duas semanas.
“No mínimo, o estresse nos mercados financeiros sugere que o Fed deve proceder com cautela.”

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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