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Política

Prévias geram ‘racha’, e vencedor terá de ‘lamber feridas’ e unir partido, diz presidente do PSDB

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Arthur Virgílio, Eduardo Leite e João Doria disputam quem concorrerá ao Planalto em 2022. Partido adiou fim da votação das 15h para as 18h após instabilidade no aplicativo de votação. Prévias geram ‘racha’, e vencedor terá de ‘lamber feridas’ e unir PSDB, diz Araújo
O presidente do PSDB, Bruno Araújo, afirmou neste domingo (21) que as prévias do partido devem gerar um “racha” na legenda, mas que será preciso “lamber as feridas internas” e unir os tucanos.
A votação acontece neste domingo em Brasília. Disputam as prévias tucanas para as eleições presidenciais de 2022 o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio; o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite; e o governador de São Paulo, João Doria. Segundo o PSDB, o horário de votação, que acabaria às 15h, foi adiado para as 18h em razão de instabilidade no aplicativo utilizado pelos filiados (leia detalhes mais abaixo).
Ao chegar ao local onde acontece a votação, Bruno Araújo foi questionado se as prévias podem provocar um “racha” no partido. O presidente do PSDB, então, respondeu:
“Devem e têm de provocar um racha. Eleição não é confraria. Eleição é disputa. agora temos até agosto, que são as convenções do ano que vem, para construirmos entendimento. […] Cabe ao escolhido de hoje demonstrar maturidade, liderança no sentido de ter capacidade de construir, lamber as feridas internas e unir o partido.”
A disputa se dá em meio a divergências internas. Segundo os organizadores, as prévias foram o único caminho encontrado para viabilizar a “unidade” partidária.
PSDB define o candidato às eleições presidenciais neste domingo (21)
Instabilidade em aplicativo
Segundo Araújo, mais de 90% dos tucanos com mandato eletivo se cadastraram para votar. “A gente espera que outros partidos, aliados ou que disputam decisões politicas conosco, ingressem e tenham uma posição de democratizar essa decisão”, concluiu.
Ao todo, quase 45 mil filiados, entre militantes e detentores de mandato, devem votar em um dos três candidatos.
Em nota divulgada neste domingo, o presidente estadual de São Paulo do PSDB, Marco Vinholi, divulgou uma nota na qual afirmou que o aplicativo de votações apresentou instabilidade e que o diretório tucano do estado “requereu providências” a fim de que não haja “prejuízo enorme para o filiado exercer o seu direito ao voto”.
Depois, também neste domingo, o diretório estadual do PSDB no Rio Grande do Sul divulgou uma nota qual informou ter pedido à Executiva Nacional da legenda uma reunião para avaliar “as condições e a evolução da votação” e decidir “as providências a serem adotadas para garantir a legitimidade do processo eleitoral”.
Instabilidade em aplicativo de votação das prévias do PSDB
Reprodução
Antes de as notas terem sido divulgadas, Bruno Araújo afirmou que houve “momentos de mais pico” no início da manhã. “Já temos um fluxo razoável de votos, e a equipe está acompanhando de perto para lidar com o fluxo e com a segurança do sistema”, declarou.
Segundo o PSDB, o horário de votação, que acabaria às 15h, foi adiado para as 18h em razão de instabilidade no aplicativo utilizado pelos filiados.
PSDB define quem será o candidato do partido a presidente da República, nas eleições de 2022
Prévias
Esta será a primeira vez que o partido recorre às prévias para escolher o candidato ao Palácio do Planalto.
Questionado se os candidatos perdedores podem abandonar o PSDB após a disputa, e acabar procurando outra legenda para concorrer à Presidência, Araújo afirmou que até abril pode haver alguma eventual perda.
“Mas as adições são muito maiores ao projeto, o objetivo que o PSDB está consolidando. Sobretudo pela expectativa de fazer uma campanha com força política”, disse.
União após as prévias
Em declarações neste domingo, os candidatos também falaram em união do partido após as prévias. Saiba o que disseram (por ordem alfabética):
Ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio durante as prévias do PSDB em Brasília
Reprodução/TV Globo
Arthur Virgílio
Para o ex-prefeito de Manaus, é preciso haver “paz”, “tranquilidade” e “honradez” após a disputa.
“Você dividir uma coisa pequena não é inteligente. Eu sempre digo que a inteligência, ela tem limite. Mesmo a do Einstein. Mas a burrice, ela é ilimitada. A burrice, a arrogância, ela é ilimitada. Então, eu entendo que o partido, para conseguir alguma coisa nesta eleição, ele tem que unir suas forças, tem que haver humildade de todos”, declarou.
Governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, tira foto com apoiador durante prévias do PSDB em Brasília
Alexandro Martello/g1
Eduardo Leite
Eduardo Leite afirmou que, após as prévias, o PSDB estará “unido” no objetivo de “tirar o país dessa polarização”.
“A política, naturalmente, no momento da eleição, ela divide, pois a gente acentua a diferença entre as candidaturas. Mas, passado o processo e tendo o resultado, tenho absoluta certeza que o partido estará unido com um único proposito, que é tirar o país dessa polarização, que gera tantos prejuízos para a população. Vamos unir o PSDB e depois vamos unir o Brasil”, declarou.
Governador de São Paulo, João Doria, posa para foto com apoiadores durante prévias do PSDB em Brasília
Alexandro Martello/g1
João Doria
João Doria, por sua vez, afirmou que o PSDB sairá “mais unido e mais forte do que nunca” das prévias.
“Está respeitando o voto, respeitando a liberdade, respeitando o direito de todos os seus filiados votarem e escolherem o seu candidato à Presidência da República. Viva o PSDB, viva a democracia, viva o Brasil. O PSDB sairá mais unido e mais forte do que nunca. O PSDB está unido, e continuará unido e fortalecido”, acrescentou.

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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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