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Economia

Natura&Co acerta venda da Aesop para L’Oréal em negócio de US$ 2,5 bilhões

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Venda faz parte do plano de redução da dívida da holding brasileira. Dívida líquida chega a R$ 7,4 bilhões, segundo o último balanço divulgado pela empresa. Loja da Natura em shopping de Salvador
Ilana Bessler/Divulgação
A Natura&Co assinou acordo para a venda da Aesop para a L’Oréal em negócio que avaliado em US$ 2,53 bilhões, disseram as empresas nesta segunda-feira. A expectativa é que o negócio seja fechado no terceiro trimestre, com as devidas aprovações regulatórias.
A Natura&Co passa por uma completa reestruturação financeira e de governança, e a venda faz parte de uma redução de seu endividamento. A dívida líquida da holding brasileira chega a R$ 7,4 bilhões, segundo o último balanço divulgado pela empresa.
“Com a transação, a Natura &Co fortalecerá e desalavancará seu balanço patrimonial, liberando recursos para focar em suas prioridades estratégicas, como a integração e otimização da presença da Avon International na América Latina, e aprimoramento dos negócios da The Body Shop”, diz comunicado da empresa.
A Aesop faz parte da holding brasileira desde 2012. Segundo a Natura&Co, as vendas brutas aumentaram de US$ 28 milhões para US$ 537 milhões entre aquele ano e 2022. O número de lojas subiu de 52 para 395, e a Aesop passou de 8 para 29 mercados de atuação.
“Temos orgulho do notável sucesso da Aesop e somos extremamente gratos a todos os seus colaboradores, que contribuíram imensamente não só para o sucesso da Aesop, mas também para fazer da Natura &Co o que ela é hoje. Estamos confiantes de que a história de crescimento da Aesop continuará sob o controle da L’Oréal e desejamos à Aesop sucesso contínuo neste novo capítulo”, diz em comunicado Fabio Barbosa, presidente-executivo da Natura &Co.
Antes de anunciar a venda, a Natura&Co avaliou outras possibilidades, como uma cisão para entrada de um investidor na marca ou abrir capital da Aesop na bolsa de valores. Ambas foram descartadas.
Segundo o Valor Econômico, além da L’Oréal, a Aesop havia despertado o interesse de fundos como CVC e Permira, e de empresas do mercado de luxo, como a LVMH e Shiseido.
Reformulações e resultados
Além da venda da Aesop, a Natura&Co informou recentemente que seu principal executivo, Fabio Barbosa, deixará o conselho de administração para se dedicar a suas funções na presidência-executiva da companhia.
A diretoria da Natura&Co propôs a redução do conselho de administração de 12 para nove membros. No mesmo comunicado a Natura&Co anunciou as renúncias de quatro membros do conselho de administração: Ian Martin Bickley, Jessica DiLullo Herrin, Wyllie Don Cornwell e Nancy Killefer.
No 4º trimestre de 2022, a empresa reportou prejuízo líquido de R$ 890,4 milhões, pressionada em parte por receitas menores em todas as linhas de negócios. O Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado encolheu 29%.
A Natura teve queda de 11% na receita líquida, para 10,39 bilhões de reais, arrastada por Avon International e The Body Shop, que registraram uma queda de mais de 20% no faturamento. No entanto, em termos de moeda constante, a receita líquida cresceu 3%.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado encolheu 29%, para 1,1 bilhão de reais, atingido por encargos de 383 milhões vinculado principalmente à Avon International e, em menor grau, à The Body Shop, onde a companhia também registrou algumas despesas de reestruturação.
Barbosa, disse em comunicado que a empresa está “redimensionando” a The Body Shop, com foco em eficiências e principais canais de varejo. O executivo afirmou que a companhia está focada em melhorar rentabilidade, fluxo de caixa e na retomada do crescimento.
“Embora esperemos que 2023 seja mais um ano desafiador, nosso foco na geração de caixa e na melhoria da estrutura de capital da empresa nos permitirá investir em nossas prioridades”, afirmou Barbosa.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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