Economia
‘No final das contas, havia apenas duas opções: acordo ou falência’, diz presidente do Credit Suisse
Alex Lehmann pediu desculpas por levar banco à beira do colapso em reunião final com acionistas feita nesta terça-feira (4). Filial do Credit Suisse em Londres no dia 16 de março de 2023
REUTERS/Hannah McKay
O presidente do conselho do Credit Suisse, Alex Lehmann, pediu desculpas por levar o banco suíço à beira do colapso, em reunião final de acionistas da instituição nesta terça-feira (4).
Em seu pedido de desculpas, Lehmann afirmou que ficou sem tempo para recuperar o banco, apesar de ter dito acreditar “até o início da semana fatídica” que a instituição poderia sobreviver.
“Eu realmente sinto muito. Peço desculpas por não termos mais conseguido conter a perda de confiança, afirmou. “Até o fim, lutamos muito para encontrar uma solução. Mas, no final das contas, havia apenas duas opções: acordo ou falência. A fusão tinha que acontecer”, completou o executivo.
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Em votação durante a reunião nesta terça-feira, Lehmann foi reeleito presidente do conselho do Credit Suisse.
A reunião foi a primeira vez que Lehmann e o presidente-executivo do banco, Ulrich Koerner, se dirigiram publicamente aos acionistas desde a aquisição.
O fim da segunda maior instituição financeira da Suíça, que acabou na aquisição emergencial do banco pelo rival do mesmo país, UBS, ignorou os acionistas do Credit Suisse e gerou revolta – uma pesquisa da empresa gfs.bern, por exemplo, mostrou que a maioria dos suíços não apoia o acordo.
Segundo a Reuters, manifestantes teriam se reunido do lado de fora do local onde ocorria a reunião de acionistas nesta terça – alguns erguendo um barco virado para retratar o fim do banco.
“O uso de poderes de emergência pelo governo para levar adiante este acordo vai além das normas legais e democráticas”, disse Dominik Gross, da Aliança Suíça de Organizações de Desenvolvimento.
A empresa de consultoria de acionistas Ethos também fez críticas ao Credit Suisse, desaprovando a “ganância e incompetência de seus gerentes”, bem como os salários que atingiram “alturas inimagináveis”. “Os acionistas perderam quantias consideráveis de dinheiro e milhares de empregos estão em risco”, afirmou a consultoria.
Depois de anos de escândalos e perdas, o Credit Suisse chegou à beira do colapso antes do UBS comprá-lo por cerca de US$ 3,2 bilhões (uma fração de seu valor de mercado anterior), em uma operação arquitetada e financiada pelo governo da Suíça, em uma tentativa de evitar que a crise de confiança na instituição respingasse no sistema financeiro local e internacional.
Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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