Economia
Sobe e desce: veja quem está mais rico e quem perdeu dinheiro entre os bilionários de tecnologia em 2023
Ranking da Forbes mostra que os poderosos da tecnologia estão ‘mais pobres’ em 2023. De oito nomes, apenas um ganhou mais dinheiro. Montagem com fotos dos bilionários da tecnologia Elon Musk, Jeff Bezos, Larry Ellison, Bill Gates, Larry Page e Sergey Brin
Reuters, Pablo Martinez Monsivais/AP, Commons Wikimédia, niallkennedy e Paul Sakuma/AP
A Forbes divulgou nesta terça-feira (4) o ranking das pessoas mais ricas do mundo em 2023. A lista concentra alguns bilionários do setor da tecnologia, como Elon Musk, Mark Zuckerberg, Jeff Bezos, Bill Gates e Larry Page.
Segundo a publicação, o clube dos bilionários está mais pobre, devido ao aumento das taxas de juros e a desvalorização das ações.
Só na tecnologia, dos oito primeiros colocados, apenas um ganhou mais dinheiro. Confira a seguir o sobe e desce:
Elon Musk
Elon Musk; Twitter; tecnologia
Robyn Beck/Pool via REUTERS/File Photo
Dono do Twitter, da Tesla e da SpaceX, Elon Musk é hoje a segunda pessoa mais rica do mundo, atrás apenas do francês Bernard Arnault, presidente do grupo de luxo LVMH.
Musk viu sua fortuna crescer entre 2020 e 2022, mas ela caiu de US$ 219 bilhões no ano passado para US$ 180 bilhões em 2023.
Quem é Elon Musk
Segunda a Forbes, a queda foi motivada após Musk desembolsar US$ 44 bilhões para adquirir o Twitter. A compra fez com que as ações da Tesla despencassem, afetando sua riqueza.
Jeff Bezos
Jeff Bezos sofreu perdas bilionárias com queda das ações da Amazon
Pablo Martinez Monsivais/AP Photo
Jeff Bezos, fundador da gigante do varejo Amazon e terceiro homem mais rico do mundo, também teve uma queda expressiva: em 2022, Bezos acumulava US$ 171 bilhões e, hoje, sua fortuna está em US$ 114 bilhões, segundo o ranking da Forbes.
Bezos já foi o homem mais rico do mundo em julho de 2017 e entre 2018 e 2021. Ele já caiu para o quarto lugar, mas voltou para o terceiro em 25 de janeiro de 2023, quando a fortuna do indiano Gautam Adani – anteriormente o terceiro mais rico – caiu.
Larry Ellison
Larry Ellison, fundador da Oracle.
Oracle PR via Hartmann Studios
Larry Ellison, cofundador da empresa de softwares Oracle, ocupa a quarta colocação como pessoa mais rica do planeta. Para se ter ideia da evolução, o empresário estava em oitavo lugar na lista dos mais ricos em 2022.
Comparado a outros bilionários da tecnologia, Larry está em uma situação melhor, sem registrar queda amarga. Ele tem hoje uma fortuna de US$ 107 bilhões, contra US$ 106 bilhões em 2022.
Assim como Musk, ele investiu na montadora Tesla e atuou no conselho da empresa de 2018 até 2022.
Bill Gates
Bill Gates durante o Fórum Econômico Mundial, em maio de 2022
Reuters/Arnd Wiegmann
Bill Gates é outro nome conhecido que também viu sua riqueza despencar. O fundador da Microsoft tinha US$ 129 bilhões no ano passado e hoje acumula uma fortuna de US$ 104 bilhões.
Gates foi presidente-executivo da Microsoft por 25 anos, permaneceu como presidente até 2014 e deixou o conselho em 2020. Atualmente, ele tem investimentos em dezenas de empresas e é um dos maiores proprietários de terras agrícolas nos EUA.
Ele já foi a pessoa mais rica do mundo entre 1995 e 2017, com intervalos em 2008, 2010 e 2013. Perdeu o posto definitivamente quando foi ultrapassado por Jeff Bezos.
Steve Ballmer
Steve Ballmer
Arquivo pessoal
Steve Ballmer, ex-presidente-executivo da Microsoft, figura no ranking da Forbes na 10ª colocação, com US$ 80,7 bilhões em fortuna em 2023. Assim como a maioria dos bilionários de tecnologia, o ex-Microsoft também viu sua riqueza encolher: em 2022, ele tinha 91,4 bilhões.
Ballmer liderou a Microsoft no período de 2000 a 2014. Após a sua saída, Ballmer focou na filantropia, doando mais de US$ 2 bilhões em um fundo recomendado por doadores, segundo a Forbes.
Larry Page
Larry Page
Photo credit: niallkennedy on Visualhunt.com
Larry Page é cofundador do Google e tem uma fortuna de US$ 79,2 bilhões em 2023 e ocupando o 12º lugar na lista. No ano passo, ele chegou a ficar em 6º lugar com US$ 111 bilhões.
Page deixou de ser CEO da controladora do Google, a Alphabet, em 2019, mas permaneceu como membro do conselho e acionista controlador.
Hoje, ele é um investidor fundador da empresa de exploração espacial Planetary Resources e financia as startups de carros voadores Kitty Hawk e Opener.
Sergey Brin
Sergey Brin, em foto de 27 de junho de 2012
Paul Sakuma/AP Photo
Fundador do Google junto a Page, Sergey Brin caiu de 10° para 14° homem mais rico do mundo, com uma fortuna de US$ 76 bilhões. No ano passado, ele tinha US$ 107 bilhões.
Brin deixou o cargo de presidente da Alphabet em dezembro de 2019, mas continuou como acionista controlador e membro do conselho.
Fugindo do antissemitismo, Brin migrou da Rússia para os Estados Unidos aos 6 anos. Ele é, hoje, um dos imigrantes mais ricos do país.
Mark Zuckerberg
Mark Zuckerberg, presidente-executivo da Meta.
Getty Images via BBC
O presidente-executivo da Meta (Facebook, Instagram e WhatsApp), Mark Zuckerberg, viu sua fortuna cair de US$ 67,3 bilhões em 2022 para US$ 64,4 bilhões em 2023.
Em 2014, ele chegou a ser o terceiro homem mais rico do setor de tecnologia dos Estados Unidos. Na época, ele tinha uma fortuna avaliada em US$ 34 bilhões.
Zuckerberg, acumula perdas bilionárias no último ano com a desvalorização da Meta.
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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