Política
100 dias de Lula: as críticas e elogios de personalidades que ‘fizeram o L’
De Felipe Neto a Amôedo, novos eleitores se dividem entre críticas e elogios, mas não se dizem arrependidos do voto. Eleitores de Lula em 2022, Felipe Neto, Tabata Amaral, Celso de Mello e João Amoêdo se dividem entre críticas e elogios ao início da gestão
BBC
O bordão “faz o L” marcou o apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas redes sociais, entre personalidades e pessoas comuns, durante as eleições.
A adesão de eleitores que nunca haviam apoiado o PT ou que andavam distantes do partido permitiu ao petista conquistar uma vitória apertada sobre o então presidente, Jair Bolsonaro (PL).
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Com o início do governo, o “faz o L” passou a ser usado tanto para exaltar quanto para criticar o terceiro mandato de Lula, ora associado a possíveis realizações positivas, ora a possíveis notícias negativas.
Cem dias depois da posse presidencial, a BBC News Brasil ouviu personalidades de diferentes áreas que declararam apoio a Lula, como o comunicador e influenciador digital Felipe Neto, a deputada federal Tabata Amaral e o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello para saber o que veem de positivo e negativo nesse início de governo.
No final de março, chamaram atenção as duras críticas do escritor Paulo Coelho, que chamou o governo de “patético” em seu Twitter e mostrou arrependimento por ter se empenhado na campanha.
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Já personalidades ouvidas pela reportagem mostraram certa decepção em algumas áreas, como economia ou alianças políticas, mas estão longe de manifestar arrependimento por seu voto.
Nesse público, predomina um forte sentimento de rejeição a Bolsonaro e a ideia de que apenas Lula conseguiria evitar sua reeleição.
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“Jamais me arrependerei, pois do outro lado era o fascismo de Jair Bolsonaro. Qualquer pessoa que tente nivelar os dois é mau caráter ou desinformada”, respondeu Felipe Neto à BBC News Brasil, que era ferrenho crítico do PT anos atrás e se engajou na campanha de Lula em 2022.
A pedido da reportagem, o influenciador listou o que vê de positivo e negativo nesse início de mandato, fazendo antes a ponderação de que se passaram apenas três meses, “um tempo absolutamente minúsculo, ainda mais considerando que pegou uma herança maldita”.
Felipe Neto considera a comunicação de Lula muito ruim, mas celebra política do novo governo para população indígena
Divulgação/Ricardo Stuckert
Na sua visão, “a urgência para a questão dos massacres indígenas era absoluta e isso está sendo prioridade, o que é excelente”.
“A recriação do Bolsa Família, as restrições de acesso a armas e munições, (relançamento do) Minha Casa Minha Vida, resgate das relações externas, suspensão do Novo Ensino Médio, freio nas privatizações, volta do Fundo Amazônia, volta de investimento nas Bolsas de Pesquisas. Todos esses foram golaços da gestão até agora”, disse ainda.
Por outro lado, apontou como erros as escolhas dos ministros do Turismo (Daniela Carneiro) e das Comunicações (Juscelino Filho), ambos do União Brasil. Ela é acusada de ter elos políticos com milicianos e ele, de embolsar diárias indevidamente durante viagens particulares. Ambos rejeitam as acusações.
A ministra, acusada de ter recebido apoio de milicianos em sua campanha para deputada federal em 2018 e 2022, alega que foram muitos apoios em diferentes cidades do Rio de Janeiro e que não compactua com qualquer apoiador que porventura tenha cometido algum ato ilícito.
Juscelino Filho, por sua vez, alegou ter havido um erro ao registrar as diárias e devolveu os valores recebidos indevidamente.
“Foram escolhas tristes buscando acordos com o centrão, única forma de governar o país”, lamentou Neto.
“Também considero um erro abandonar a lista tríplice, mesmo compreendendo os motivos por trás disso”, acrescentou, em referência à sinalização de Lula de deixar de nomear como Procurador-Geral da República um dos eleitos pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR).
O petista inaugurou em seu primeiro mandato essa tradição, que foi rompida por Bolsonaro com a escolha de Augusto Aras. Para defensores da lista tríplice, isso reduziu a independência da PGR no governo passado.
Outra crítica de Neto é à comunicação do presidente, que “continua muito ruim”. O caso que gerou mais repercussão negativa nos cem primeiros dias foram as falas de Lula envolvendo o senador Sergio Moro (União Brasil-PR).
O presidente primeiro disse que durante o tempo que esteve preso em Curitiba nutria sentimentos vingativos contra Moro, que o condenou em processos da Lava Jato quando era juiz. Essas decisões foram mais tarde anuladas pelo STF, que considerou que Moro não agiu com imparcialidade nos casos do petista.
Depois, Lula gerou ainda mais críticas ao sugerir sem provas que ameaças da organização criminosa PCC contra o senador combatidas por uma operação da Polícia Federal seriam uma “armação” do ex-juiz. Na ocasião, Neto disse que a fala era “péssima” e havia servido apenas para fortalecer Moro.
Publicação de Paulo Coelho no Twitter, criticando o começo do terceiro mandato de Lula
Reprodução/Twitter
Foi justamente essa declaração de Lula que gerou a revolta de Paulo Coelho, assim como as pressões do governo para o Banco Central reduzir a taxa básica de juros, algo que tem incomodado também economistas liberais que votaram no petista, como Armínio Fraga e Henrique Meirelles.
“Décadas apoiando @LulaOficial, noto que seu novo mandato está patético. Cair na trampa de ex-juiz desqualificado, incapacidade de resolver problema do BC, etc. Não devia ter me empenhado na campanha. Perdi leitores (faz parte) mas não estou vendo meu voto ter valido a pena”, escreveu o escritor na rede social, no final de março.
Apesar das críticas dos economistas liberais, pesquisa Datafolha mostrou que há grande apoio popular à atuação de Lula nesse tema. Segundo levantamento do final de março, 80% dos entrevistados avaliam que o presidente age bem ao pressionar pela redução da taxa de juros. Apenas para 16% ele age mal.
Questionada sobre as críticas, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República defendeu o debate público respeitoso.
“A atual gestão do governo brasileiro está completando 100 dias de um mandato de 4 anos para qual foi eleita nas urnas. Ouvimos, respeitamos, dialogamos e não ofendemos ninguém por discordâncias pontuais, eventuais ou mais gerais, porque defendemos a democracia, a livre expressão e o debate público respeitoso, com liberdade e troca de ideias”, respondeu o órgão.
A decepção de quem já esperava pouco
Se Paulo Coelho perdeu leitores, o empresário João Amoêdo abriu mão do partido que fundou, o Novo, ao decidir apoiar Lula no segundo turno da eleição.
Apesar das suas profundas críticas aos governos petistas, Amoêdo declarou voto no atual presidente por considerar que a reeleição de Bolsonaro seria uma “ameaça à democracia”. Depois, acabou se desfiliando do Novo, que manteve uma proximidade com o bolsonarismo.
À BBC News Brasil, o empresário disse que não esperava um governo alinhado com sua agenda — o PT, por exemplo, valoriza o papel de um Estado maior na redução das desigualdades e promoção do crescimento, enquanto economistas liberais como Amoêdo consideram que o setor privado é mais eficiente para gerar desenvolvimento.
Apesar de estar ciente dessas diferenças, considera que os primeiros cem dias foram piores do que ele imaginava. “Era cético em relação à gestão do Lula pelas ideias equivocadas do PT, especialmente quanto á gestão da economia, mas considera a hipótese de que Lula poderia fazer uma gestão mais parecida com o Lula 1”, contou.
“Infelizmente o que ele tem demonstrado até agora é que optou pelo modelo (do governo) Dilma (Rousseff), que foi um desastre. Nesse sentido, está sendo bem pior do que o esperado. A quantidade de erros e a falta de humildade do presidente são preocupantes”, critica.
Para Amoêdo, “a grande maioria das pautas do presidente são um retrocesso para o país”, como “os ataques ao BC, a ideia de reestatização da Eletrobrás, o conceito de trazer de volta o BNDES para subsidiar empresas, a alteração do Marco do Saneamento, entre outras”.
De positivo na economia, citou apenas o fim da desoneração nos combustíveis. Já na escolha da equipe ministerial, considerou “um avanço” a nomeação para alguns ministérios, como Educação (Camilo Santana), Meio Ambiente (Marina Silva), Justiça (Flávio Dino) e Relações internacionais (Mauro Vieira).
“Não me arrependo do voto, pois era um voto contra a permanência de Bolsonaro. Por todo o risco que ele representava para a democracia e para as instituições sua reeleição era, na minha avaliação, inaceitável”, disse também à reportagem.
‘Volta à normalidade’
A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) não foi uma entusiasta de primeira hora da candidatura de Lula, por não considerar que o petista seria capaz de “unir o país”.
Preferia um representante da terceira via e, antes de a campanha começar de fato, chegou a manifestar apoio a nomes como Simone Tebet (MDB), que disputou o primeiro turno, e Eduardo Leite (PSDB), que acabou se candidatando (e sendo eleito) para governar novamente o Rio Grande do Sul.
No entanto, como nenhum outro candidato despontou com chances reais de vencer Bolsonaro, anunciou em julho seu voto em Lula já no primeiro turno.
“De maneira alguma me arrependo e não acredito que me arrependerei em nenhum momento da minha vida”, disse à BBC News Brasil sobre ter apertado o 13 na urna.
“Para mim, sempre esteve muito claro o que Bolsonaro representava. A corrupção, a falta de humanidade, a postura dele durante a pandemia, a ameaça autoritária constante, que se não fosse do jeito dele, como ele queria, as regras seriam mudadas”, reforçou.
Tabata diz que não concorda nem vai concordar com tudo em qualquer governo, mas celebra o que vê como “a volta de um sentimento de normalidade” na gestão Lula.
Cita como exemplo a atitude do presidente de atuar em parceria com seu adversário político, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), no enfrentamento aos danos causados pelas enchentes no litoral paulista no início do ano. Ou a retomada do diálogo entre o Executivo e o Congresso em pautas importantes como a Reforma Tributária.
“(A volta à normalidade) É a gente poder conversar”, explica. “Quando, enfim, existe um debate, o executivo dialogar de fato com o Congresso sobre essa temática. Quando existe um questionamento (do parlamentar), ele poder ser feito a um ministro, ele poder ser feito a um secretário, e por aí vai”, continua, lembrando a falta de abertura do antigo governo.
‘Predomínio da luz sobre as trevas’
O ex-presidente do STF e ministro aposentado Celso de Mello é outro que mantém forte apoio a Lula, sobretudo ao comparar o atual governo com a gestão Bolsonaro. Após deixar a Corte, ele declarou seu voto no petista.
Quando ministro, Mello atuou com dureza no julgamento do escândalo do Mensalão, que marcou o primeiro mandato de Lula. Na Lava Jato, ora se alinhou aos ministros mais favoráveis à operação, ora aos mais garantistas.
À BBC News Brasil, respondeu que a atuação de Lula “mostra-se positiva” nos cem primeiros dias. Na sua avaliação, o governo “vem traduzindo, em gestos expressivos (e concretos), a proteção da ordem constitucional”.
“Numa simples análise comparativa com a Administração que o precedeu, o governo Lula (a) representa o predomínio da luz sobre as trevas, (b) o primado do regime democrático sobre veleidades de inspiração autocrática, (c) a hegemonia do conhecimento, da cultura e do pensamento científico sobre uma inaceitável concepção de mundo e o mais profundo negacionismo”, escreveu à reportagem.
“(D) o prevalecimento das virtudes republicanas sobre um governante desprovido de ‘statesmanship’ [um político com experiência e respeitabilidade] e, o que é gravíssimo (e indigno), apologista declarado da tortura, (e) a reafirmação do compromisso irrenunciável com a diversidade e com políticas inclusivas de Estado, a significar, como natural consequência dessa visão iluminista (e progressista), frontal rejeição a qualquer espécie de discriminação e de preconceito de classe, de etnia, de origem, de gênero, de orientação sexual e de religião, entre outros tipos aberrantes de exclusão arbitrária e seletiva”, continuou.
– Este texto foi publicado em https://www.bbc.com/portuguese/articles/cz4r88q9nryo
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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