Política
Pedido de extradição de Thiago Brennand será tema de passagem do presidente Lula pelos Emirados Árabes
Empresário tem cinco mandados de prisões preventivas por acusações de agredir modelo, sequestrar e tatuar outra mulher e estuprar jovem e miss. Lula chegou a Xangai nesta quarta (12) e fará parada nos Emirados Árabes Unidos no sábado (15), antes de retornar ao Brasil. Thiago Brennand
Reprodução
O pedido de extradição de Thiago Brennand, empresário suspeito de agressão e estupro, deverá abordado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante passagem pelos Emirados Árabes no próximo sábado (15).
O presidente Lula chegou nesta quarta-feira (12) a Xangai, primeira parada de sua visita à China. Antes de retornar ao Brasil, fará uma parada nos Emirados Árabes Unidos.
Fontes do Itamaraty confirmaram à TV Globo que Lula vai perguntar ao xeique Mohammed bin Zayed Al Nahyan sobre a situação do empresário.
O pedido de extradição está baseado em decreto de prisão preventiva expedido pela Justiça brasileira, em que são imputados a Brennand crimes sexuais e de lesão corporal, em concurso com o crime de corrupção de menores.
Após apresentação da documentação complementar requerida pela Chancelaria emirática em dezembro de 2022, a Embaixada brasileira em Abu Dhabi foi informada em março deste ano que o pedido de extradição segue em análise pelas autoridades competentes.
O pedido foi realizado com base em promessa de reciprocidade em casos análogos, já que não há acordo bilateral sobre a matéria em vigor entre Brasil e EAU.
O Acordo de Extradição entre Brasil e EAU foi assinado em 15/03/2019 e ratificado pelos EAU em 04/10/2021.
Pelo lado brasileiro, o instrumento foi aprovado em novembro último na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados (PDL 204/21, de relatoria do Deputado Eduardo Cury – PSDB-SP) e espera ser apreciado pelo Plenário, para posterior seguimento ao Senado Federal.
Prisão preventiva
Nesta semana, a Justiça negou uma tentativa de revogação de prisão de Brennand.
A informação foi confirmada nesta terça-feira (11). A defesa quis derrubar todos os mandados para que ele voltasse ao Brasil sem ser preso e que devolvesse o passaporte e cumprisse medidas cautelares.
O pedido da defesa de Brennand foi feito em ao menos quatro processos, sendo um já negado. Ele é investigado em pelo menos oito crimes, sendo réu em seis deles. Em cinco desses seis casos a Justiça decretou prisão preventiva.
Segundo apurado pela TV Globo e o g1, os advogados alegaram que Thiago foi aos Emirados Árabes a trabalho e que tinha interesse em retornar ao Brasil, se apresentar à Polícia Federal e entregar o passaporte.
No entanto, tentou que o nome fosse tirado da Difusão Vermelha da Interpol. Thiago é considerado foragido da Justiça pela polícia e procurado por:
agredir uma modelo;
tatuar e sequestrar uma segunda mulher;
estuprar uma jovem e uma miss.
Polícia apreende armas de Thiago Brennand
O empresário segue nos Emirados Árabes, onde estava desde setembro de 2022, quando o Fantástico, da TV Globo, revelou um vídeo de Brennand agredindo uma aluna dentro de uma academia na capital paulista.
Thiago chegou a ser detido em outubro do ano passado nos Emirados Árabes por causa de um dos mandados de prisão, o da agressão à modelo. Mas foi solto no mesmo dia, após pagar fiança, se comprometendo a não deixar o país. O valor pago não foi divulgado.
O Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional informou que o pedido de extradição foi formalizado às autoridades dos Emirados Árabes no dia 4 de novembro do ano passado e está em andamento.
Metralhadoras, pistolas e fuzis
Polícia apreende 69 armas de Thiago Brennand
Segundo os delegados José Eduardo Jorge e Luciano Samara Tuma Giaretta, do 15º Distrito Policial (DP), Itaim Bibi, na Zona Sul da capital paulista, foram apreendidas metralhadoras, pistolas e fuzis de Thiago.
O advogado do empresário aceitou entregar as armas depois que o certificado de registro Colecionador, Atirador e Caçador (CAC) foi cancelado pelo Exército.
Em outras oportunidades, ela sempre negou as acusações de que seu cliente cometeu os crimes pelos quais é acusado.
Acusações
Aluna de academia em shopping de luxo de SP relata agressão de empresário: ‘Ele falou: ‘Vou cuspir em você porque você merece’
Thiago é acusado de agredir a modelo Helena Gomes numa academia em São Paulo em 2022. O motivo foi uma discussão por causa de um aparelho. Nas imagens, ele instiga o filho adolescente a ofender a aluna. Os dois foram expulsos da academia.
O empresário é réu neste processo, respondendo por lesão corporal e corrupção de menores.
O empresário também é acusado de estuprar a estudante de medicina e miss Stepanie Cohen em 2021. Ela o acusa de tê-la dopado e estuprado num hotel onde ele estava morando na capital paulista à época. Também há um mandado de prisão contra ele por este processo.
Miss e estudante de medicina Stepanie Cohen acusa herdeiro e empresário Thiago Brennand de dopá-la e estrupá-la em São Paulo
Reprodução/TV Globo e arquivo pessoal
Thiago responde ainda acusação de ter tatuado, sequestrado e mantido uma mulher em cárcere privado na fazenda dele em Porto Feliz, interior paulista. E é acusado de estuprar uma outra mulher na mesma cidade. Há dois mandados de prisão em aberto contra o empresário por estes casos.
Agressão a filho
Thiago Brennand agredia o próprio filho, diz ex-motorista do empresário
O Fantástico revelou em março mais uma acusação contra Thiago. Um ex-funcionário dele, que trabalhava como motorista para o herdeiro, o acusou de agredir o próprio filho, quando o garoto tinha de 5 a 14 anos (veja acima).
Segundo a testemunha, Thiago chegou a dar choques na criança se o filho fizesse algo de que ele não gostasse. Este caso está sendo apurado pelo Ministério Público e é investigado pela polícia.
Caso Thiago Brennand: estudante de medicina acredita que foi dopada por empresário
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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