Política
Plano de distribuição de remédios e vacinas próximos do vencimento encontrados em SP deve ser divulgado até maio, diz Ministério
Desestímulo a vacinação e desarticulação do governo federal na gestão Bolsonaro levaram a desperdício bilionário de remédios, vacinas e EPIs no Ministério da Saúde, afirmou Ethel Maciel, secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente. Os insumos encontrados no almoxarifado central do Ministério da Saúde que vão vencer nos próximos três meses devem ser encaminhados para hospitais federais, municipais e estaduais. O plano de distribuição deve ser divulgado entre o fim de abril e o início de maio, segundo afirmou nesta terça-feira (18) a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente da pasta, Ethel Maciel.
Além de medicamentos e vacinas, há seringas, capotes e luvas, no valor de R$ 75 milhões, que foram comprados pela pasta por conta da pandemia de Covid, durante a gestão Bolsonaro, como mostrou o Jornal da Globo (veja vídeo abaixo).
Exclusivo: o desperdício bilionário de insumos comprados pela Saúde nos últimos quatro anos
Uma Comissão da Câmara de Deputados também identificou o descarte de R$ 2,2 bilhões em estoques de vacinas, testes de Covid-19 e injeções durante uma fiscalização no almoxarifado central do Ministério da Saúde, em Guarulhos, Grande São Paulo.
Equipe vistoria almoxarifado do Ministério da Saúde em Guarulhos
TV Globo
Nesta terça, a secretária afirmou que haverá um “alinhamento com conselhos estaduais e municipais e secretários de Saúde para identificar municípios que podem receber um maior quantitativo e também trabalhar junto com o grupo de trabalho criado pelo ministério para distribuição nos nosso próprios hospitais da rede federal e também estados e municípios para receber esses insumos, como seringas, capotes, que podem ser usados antes do vencimento”.
No caso de vacinas, uma parcela deve ser redistribuída no próprio país e outra, encaminhada para o exterior. Isso porque, segundo Maciel, são muitos imunizantes e não haveria tempo hábil para que todos fossem usados antes do prazo de vencimento pela população brasileira.
A parcela excedente, formada principalmente por vacinas contra febre amarela, raiva e Covid, será repassada a outros países por meio de parceria com organismos internacionais como a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
A secretária não soube informar quantas são as vacinas nem qual a porcentagem dos insumos identificados que estão ainda dentro do prazo do vencimento. Segundo ela, um grupo de trabalho criado pelo ministério está produzindo um relatório com esse detalhamento, que deve ficar pronto até o fim de abril ou início de maio. Depois disso, haverá um alinhamento para repassar o material apto para uso para unidades de saúde pelo país.
Ethel afirmou também que o descarte de mais de R$ 2 bilhões em insumos não foi necessariamente provocado por um erro na aquisição dos produtos, mas sim no passo seguinte: “Erros aconteceram depois disso, um desalinhamento nas políticas públicas do governo federal fez com que essa desestruturação acontecesse. Também não tivemos um planejamento para entregas dessas vacinas e a própria campanha de desestímulo [à vacinação], que fez com que pessoas comparecessem menos ao serviço de saúde para serem vacinadas, o que ocasionou essa sobra. Esse conjunto de fatores fez com que chegássemos a esses números trágicos”.
E emendou: “Não só a vacinação, a própria desarticulação de programas que eram de políticas públicas muito fortes, como contra Aids, fez com que houvesse uma diminuição de diagnósticos e de procura por esses medicamentos, uma diminuição de políticas de saúde da mulher. Todas essa diminuição de acesso fez com que esses números chegassem a esses patamares”.
Desperdício de R$ 2,2 bilhões
Uma Comissão da Câmara de Deputados identificou o descarte de R$ 2,2 bilhões em estoques de vacinas, testes de Covid-19 e injeções durante uma fiscalização no almoxarifado central do Ministério da Saúde, em Guarulhos, Grande São Paulo.
Ainda há mais itens que vão vencer nos próximos três meses no valor de R$ 75 milhões. As informações são do Jornal da Globo.
Segundo a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, com o valor dos insumos descartados, seria possível reformar todos os hospitais federais do país e é evidente a falta de organização e articulação entre os processos de compra, logística e as necessidades da população.
A mesma comissão está vistoriando hospitais e institutos federais de saúde no Rio, onde encontraram Unidades de Referência em situação precária, além de centenas de leitos sem funcionar e falta de médicos.
Sobre o descarte de itens vencidos no almoxarifado central, o ministério afirmou que o desperdício é “inadmissível e demonstra o descaso da gestão anterior”. Disse ainda que trabalha soluções em conjunto com estados e municípios para evitar que o problema se repita.
Veja imagens obtidas pela TV Globo:
Comissão identificou itens vencidos em vistoria
TV Globo
Vistoria da Comissão da Saúde da Câmara no almoxarifado central do Ministério da Saúde em Guarulhos; foram encontrados milhares de insumos vencidos
Reprodução/TV Globo
Vistoria da Comissão da Saúde da Câmara no almoxarifado central do Ministério da Saúde em Guarulhos; foram encontrados milhares de insumos vencidos
Reprodução/TV Globo
Vistoria da Comissão da Saúde da Câmara no almoxarifado central do Ministério da Saúde em Guarulhos; foram encontrados milhares de insumos vencidos
Reprodução/TV Globo
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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