Economia
Com a volta das exportações para a China, pecuaristas do ES esperam aumento de até 30% na produção de carne
Com o fim do embargo chinês no final de março e expansão para o mercado internacional, previsão de frigorífico capixaba é ampliar a produção em 500 mil toneladas de carne por mês. Frigorífico de Colatina começa a exportar carne para a China e espera aumentar a produção
Com a suspensão do embargo da China à carne bovina do Brasil, quatro frigoríficos brasileiros, entre eles um de Colatina, no Noroeste do Espírito Santo, foram autorizados a exportar carne vermelha para o país asiático. Com isso, pecuaristas já planejam aumentar a produção em até 30% para voltar a atender o mercado chinês.
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O gerente de um frigorífico capixaba, Marcos Pereira, contou que o mercado chinês tem um perfil exigente e os animais abatidos, por exemplo, devem ser jovens, com idade de até 36 meses.
“Uma das premissas é que o animal tem que ser jovem, ter quatro dentes, entre 30 e 36 meses. Para se conseguir um animal jovem, a gente deve seguir alguns pontos muito importantes: um deles é a genética, e o segundo quesito é nutricional. A nutrição adequada para esse animal ganhar peso constante durante todo o período dele é muito importante”, disse Marcos.
Frigorífico do ES está entre os novos autorizados a exportar carne para a China
Reprodução/TV Gazeta
Sobre a romper a questão sanitária e evitar novos problemas com a saúde animal, o gerente do frigorífico disse que são utilizados vermífugos e ectoparasitas para que os animais não sejam acometidos por parasitas e doenças.
Pecuaristas falam sobre expectativas e desafios
O pecuarista Silvinho Brotas disse que criar gado de corte é o negócio da família, que tem propriedades em Colatina, no Espírito Santo, e também em Minas Gerais. Segundo ele, a exportação para o mercado chinês trouxe um incentivo maior para os criadores.
“Vai ter custo? Vai. Mas a gente vai ter que se adequar a isso para poder adicionar um valor maior aos nossos animais”, disse o pecuarista.
Silvinho Brotas, pecuarista do ES.
Reprodução/TV Gazeta
Silvinho disse ainda que, em época da seca, também estuda criar os animais em semiconfinamento para manter o peso e o padrão de crescimento dos animais dentro do tempo esperado. E com isso diminuir possíveis quedas na produção e, consequentemente, faturamento.
Para se adequar ao mercado chinês, o pecuarista Anesio Antonio Briel disse que é preciso trabalhar mais e investir.
“Fazer um “boi China” não é simples. É preciso ter estrutura para conseguir olhar a cronologia dentária e ter um animal de boa qualidade para ele atingir o peso necessário antes de chegar aos 30 meses. É bom, mas tem que trabalhar mais”, disse o pecuarista.
Bois de corte em propriedade de Colatina, ES
Reprodução/TV Gazeta
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Mais empregos
Marcos Pereira, gerente de confinamentos de um frigorífico de Colatina, disse que, com as exportações para o mercado chinês, a previsão é ampliar a produção em 30% na unidade de Colatina, o que representa até 500 mil toneladas a mais por mês.
O investimento, segundo Marcos, pode chegar a R$ 20 milhões e a expansão também vai abrir novos postos de trabalho.
Frigorífico de Colatina, ES.
Reprodução/TV Gazeta
“Vão ser em torno de 200 contratações, sem falar nos postos indiretos devido ao abate diário”, disse o gerente do frigorífico.
O profissional também fez uma comparação entre os valores de venda do boi gordo no estado e para o mercado chinês.
“No mercado do Espírito Santo, o boi gordo estava sendo cotado em torno de R$ 240. Na primeira semana de habilitação para as vendas, em Colatina o “boi China” já veio com uma cotação de R$ 275. Então, estamos falando de um aumento de R$ 35 por arroba. É muito representativo, um aumento de 10% sobre o melhor preço pago em um boi dentro do Espírito Santo”, disse Marcos.
Carne vermelha de frigorífico capixaba será exportada para a China
Reprodução/TV Gazeta
O gerente do frigorífico também disse que cortes como picanha, contrafilé e alcatra podem ficar mais acessíveis ao consumidor brasileiro porque o chinês leva os outros cortes com valor agregado superior. Além disso, não há previsão de aumento no preço da carne vermelha no Espírito Santo, para o consumidor interno, mesmo com as exportações para a China.
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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